BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Segunda-feira sem carne 5 de Maio de 2012

Um dia por semana sem comer carne nem peixe para travar as alterações climáticas. A campanha Meatless Monday, que mobiliza mais de 20 países, arranca em Portugal

A mudança de hábitos alimentares pode ter um grande impacto na protecção ambiental, na saúde e na carteira. Uma campanha internacional, iniciada nos EUA e agora em marcha em 24 países, apela ao corte do consumo de carnes por um dia. Às segundas-feiras.

Paul McCartney e as filhas, Stella e Mary, são os rostos mais visíveis destas Meatless Mondays, às quais já aderiram Bryan Adams, Sheryl Crow, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey. «Estamos a dar grandes passos para a redução dos problemas ambientais associados à indústria pecuária. Além de darmos um impulso à saúde, com a vantagem adicional de que os vegetais custam menos do que a carne», explica McCartney na página britânica do movimento (www.meatfreemondays.com).

A produção de carne disparou nas últimas décadas e é insustentável manter padrões de consumo tão elevados. «A pecuária intensiva é responsável por 18% da emissão de gases com efeito de estufa, como o metano, que contribui para o aquecimento global 23 vezes (more…)

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Bactérias: Um micromundo dentro de cada um 3 de Abril de 2012

É do conhecimento geral que existem seres vivos microscópicos designados por bactérias. A tendência é pensar nestes seres como prejudiciais, causadores de doenças ou responsáveis pela degradação de alimentos, por exemplo. Mas sendo tudo isto verdade, começamos hoje a perceber também a sua importância fundamental na protecção da nossa saúde.

Na realidade, temos dentro do nosso tubo digestivo uma quantidade astronómica destes organismos. Estima-se que o número seja cerca de dez vezes superior ao número de células em cada um de nós, qualquer coisa como cem biliões de seres vivos!

Curiosamente, todos nascemos com o nosso tubo digestivo livre de bactérias, mas logo após iniciarmos a amamentação, começamos a ser colonizados por aquelas que foram seleccionadas pela nossa mãe num processo admirável que leva cada microorganismo do seu intestino para o leite e depois para o bebé.

Em pouco tempo formamos a nossa colónia numerosa, específica de cada indivíduo quase como uma impressão digital, mas que pode variar em função da nossa alimentação, sobretudo.

O papel deste verdadeiro ecossistema que existe no nosso intestino é muito variado e reconhecemos-lhe uma importância cada vez maior. Tal como se fosse um órgão adicional, que evolui connosco há milhares de anos, as bactérias regulam o nosso sistema imune, ajudam a proteger-nos de doenças, equilibram o nosso metabolismo energético, auxiliam na digestão alguns alimentos e na absorção dos seus componentes e produzem mesmo nutrientes como a vitamina B12 , a biotina ou a vitamina K. (more…)

 

Quem come chocolate pesa menos? 28 de Março de 2012

Talvez não seja necessária assim tanta ponderação antes de abrir uma tablete de chocolate. Pelo menos de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos que associou a ingestão de chocolate a pessoas com menos peso.

O trabalho foi feito por uma equipa liderada por Beatrice Golomb, da Universidade California San Diego, e foi publicado na revista Archives of Internal Medicine. A investigação avaliou o Índice de Massa Corporal (IMC) de 1000 adultos saudáveis, com idades entre os 20 e os 85 anos, e os seus hábitos. Entre os quais, o consumo de chocolate.

O IMC de uma pessoa é obtido dividindo o peso pelo quadrado da altura e avalia se alguém está com peso normal. Em média, os participantes tinham um IMC de 28, o que indica excesso de peso mas não obesidade.

As 100 pessoas recorriam ao chocolate duas vezes por semana, em média. Mas as que comiam com maior frequência, apesar de ingerirem mais calorias, tinham menos peso. O estudo teve em conta a idade, o género e a quantidade de exercício.

A equipa mediu uma diferença de 2,3 a 3,2 quilos entre os participantes que iam ao armário do chocolate cinco vezes por semana e os que nunca tocavam neste doce. Segundo os investigadores, o efeito não tinha que ver com a quantidade mas com a frequência com que o chocolate era ingerido. (more…)

 

Feliz São Valentim 14 de Fevereiro de 2012

 

Dicionário dos alimentos – C de Canela 17 de Janeiro de 2012

Ainda cheira a Natal e dentro de todos os abusos alimentares que se cometem nesta quadra existe uma boa notícia: não há sobremesa natalícia que dispense a canela!

A canela está intimamente ligada à nossa história, sendo o monopólio do lucrativo comércio desta especiaria (à época, a mais procurada na Europa) uma das razões para Portugal ter estado no centro do mundo durante o século XV. Não foi no entanto necessário esperar tantos séculos para o valor da canela ser reconhecido. Já na antiguidade egípcia a canela chegava a ser mais preciosa do que o ouro sendo utilizada como bebida, agente medicinal e embalsamante.

Os egípcios não estariam enganados pois são hoje reconhecidas as propriedades antimicrobianas da canela tal como o seu efeito anti-inflamatório resultante do seu elevado teor em polifenóis. Esta potencialidade terapêutica da canela é um dos tópicos de investigação emergente, algo que se traduz em muitas hipóteses e (ainda) poucas conclusões. Ainda assim, estas evidências preliminares são bastante optimistas quanto a um efeito benéfico da canela na prevenção de doenças cardiovasculares, na modulação do sistema imunitário e quiçá na actividade anti-tumoral. (more…)

 

As vantagens de tomar pequeno-almoço 10 de Janeiro de 2012

Entende-se por pequeno-almoço a primeira refeição do dia, aquela que nos quebra o jejum nocturno pouco tempo depois de acordarmos. O termo inglês breakfast ou o espanhol desayuno têm exactamente esse significado, existindo também em português o termo desjejum.

A forma como vários povos ao longo da História foram compondo a sua primeira refeição do dia, dependendo sobretudo da disponibilidade de alimentos nos respectivos tempos e locais, levou a que hoje tenhamos uma variedade muito grande de pequenos-almoços. Alimentos como pão e outros derivados de cereais, leite, ovos, frutas, carnes e enchidos, peixe, hortícolas ou leguminosas fazem parte do início do dia de milhões de pessoas em todo o mundo.

Existe a noção generalizada de que é importante tomar o pequeno-almoço diariamente. Trata-se de uma opinião antiga que era muitas vezes propalada por profissionais de saúde de modo empírico, ou seja, ainda sem a confirmação científica da sua veracidade. No entanto, é interessante verificarmos que essa ideia ancestral tem, efectivamente, razão de ser. São já vários os estudos onde se demonstram os benefícios de tomar o pequeno-almoço diariamente e, por outro lado, sabemos que existe uma percentagem de pessoas que omite esta refeição e sabemos também que parte dessas pessoas são crianças e adolescentes. A questão a que tentaremos (more…)

 

Dicionário dos Alimentos – B de Batata-doce 8 de Janeiro de 2012

Já diz o ditado popular que “santos da casa não fazem milagres” e no que concerne aos nossos alimentos, a batata-doce é um bom exemplo de um produto com origem nacional e um potencial incrível mas que é quase um parente pobre das nossas escolhas alimentares quotidianas.

Sendo igualmente produzida na Madeira, foi a produção de batata-doce de Aljezur recentemente classificada como produto de indicação geográfica protegida – o que de resto é o corolário de uma íntima ligação que tem prelúdio na própria conquista desta cidade aos mouros. Reza então a lenda que a razão da tenacidade e robustez das nossas tropas na invasão e conquista do castelo de Aljezur teve origem numa poção vitamínica mágica: nem mais nem menos do que a hoje muito badalada feijoada de batata-doce de Aljezur.

A batata-doce é assim uma autêntica ode à vitamina A, sendo apenas superada pela cenoura no que a produtos de origem vegetal diz respeito, e com a vantagem de possuir ainda níveis superiores de vitamina E, C e Magnésio. Sendo certo que a quantidade de hidratos de carbono que possui coloca a batata-doce na dimensão nutricional da batata, arroz e massas alimentícias, é também uma realidade que quer na quantidade de fibra, quer nas vitaminas lipossolúveis e minerais, a batata-doce ganha “aos pontos” aos seus congéneres “farináceos”. Sendo muita desta quantidade astronómica de vitamina A proveniente de carotenos, a sua acção sinérgica com as antocianinas, para além de conferem à batata-doce (more…)