BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Flatulências de dinossauros podem ter aquecido nosso planeta 9 de Maio de 2012

Apesar da aparência inofensiva, bovinos – como bois e búfalos – e ovinos – como ovelhas, carneiros e cordeiros – figuram como vilões quando falamos da mudança climática. Estes animais são responsáveis por mais de 20% das emissões globais de metano, segundo relatório de 2006 da Organização das Nações Unidas.

O gás, produzido durante o processo digestivo dos ruminantes, é expelido por meio de flatulências e arrotos, e tem capacidade de reter 23 vezes mais calor na atmosfera do que o dióxido de carbono.

No Brasil, que possui 203 milhões de bovinos – o maior rebanho comercial do planeta -, a fermentação entérica do gado representa 63% do total de emissões de metano da agricultura. Outros 15% são originários da fermentação entérica de outros animais.

E não seria tão diferente com os dinossauros. Segundo cientistas britânicos das Universidades de Londres, Glasgow e John Moore, no Reino Unido, as emissões expelidas pelos dinossauros saurópodes – como o Brontossauro – podem ter sido suficientes para aquecer todo o planeta, há 150 milhões de anos.

De acordo com o estudo, a população desses dinossauros ‘vegetarianos’ produzia cerca de 520 milhões de toneladas de gás por ano. (more…)

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Bactérias: Um micromundo dentro de cada um 3 de Abril de 2012

É do conhecimento geral que existem seres vivos microscópicos designados por bactérias. A tendência é pensar nestes seres como prejudiciais, causadores de doenças ou responsáveis pela degradação de alimentos, por exemplo. Mas sendo tudo isto verdade, começamos hoje a perceber também a sua importância fundamental na protecção da nossa saúde.

Na realidade, temos dentro do nosso tubo digestivo uma quantidade astronómica destes organismos. Estima-se que o número seja cerca de dez vezes superior ao número de células em cada um de nós, qualquer coisa como cem biliões de seres vivos!

Curiosamente, todos nascemos com o nosso tubo digestivo livre de bactérias, mas logo após iniciarmos a amamentação, começamos a ser colonizados por aquelas que foram seleccionadas pela nossa mãe num processo admirável que leva cada microorganismo do seu intestino para o leite e depois para o bebé.

Em pouco tempo formamos a nossa colónia numerosa, específica de cada indivíduo quase como uma impressão digital, mas que pode variar em função da nossa alimentação, sobretudo.

O papel deste verdadeiro ecossistema que existe no nosso intestino é muito variado e reconhecemos-lhe uma importância cada vez maior. Tal como se fosse um órgão adicional, que evolui connosco há milhares de anos, as bactérias regulam o nosso sistema imune, ajudam a proteger-nos de doenças, equilibram o nosso metabolismo energético, auxiliam na digestão alguns alimentos e na absorção dos seus componentes e produzem mesmo nutrientes como a vitamina B12 , a biotina ou a vitamina K. (more…)

 

Portugueses estudam antibiótico encontrado em bactéria dos Açores 22 de Junho de 2011

Uma equipa de cientistas portugueses conseguiu pela primeira vez produzir mais facilmente uma classe de antibióticos, os chamados lantibióticos. Fez isso com uma substância de um bacilo encontrado nos Açores, esta molécula combate bactérias resistentes.

As fontes hidrotermais dos Açores foram o início da história que terminou este ano, com a publicação de um artigo na revista Chemistry & Biology. Foram nestas fontes que Sónia Mendo, professora da Universidade de Aveiro e coordenadora do trabalho, encontrou em 2000 o Bacillus licheniformis, durante o seu doutoramento. “As fontes hidrotermais são habitats adversos em que vamos encontrar organismos com capacidades diferentes do habitual”, explicou Sónia Mendo ao PÚBLICO.

A investigadora descobriu que este bacilo produz a lichenicidina, uma substância que combate duas das bactérias hospitalares mais resistentes: o Staphylococcus aureus resistente à meticilina e Enterococcus resistente à vancomicina.

A lichenicidina é interessante porque é uma molécula que faz parte dos lantibióticos, uma das várias classes de antibióticos, que se distingue por ter na sua composição o aminoácido lantionina.

A molécula identificada nas fontes hidrotermais dos Açores é formada por duas cadeias de cerca de 30 aminoácidos cada. Deste modo, a lichenicidina causa dois efeitos diferentes nas bactérias: impede-as de produzir a parede celular que as envolve e causa buracos na membrana celular deses micróbios, destruindo-os. “Em vez de ter um alvo tem dois, para as bactérias é mais difícil desenvolver resistências.” (more…)

 

Sistema Imunitário I 7 de Janeiro de 2011

Filed under: 12º Ano — Prof. Cristina Vitória @ 14:00
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Serve este post para disponibilizar uma apresentação sobre os conteúdos abordados nas aulas de Biologia de 12º Ano.

Estes conteúdos estão directamente relacionados com o tema “Sistema Imunitário I”.

Pode obtê-la aqui: imunidade_doencas_constituintes

Fonte: Cientic

 

Bactérias que comem arsénio podem levar a NASA a descobrir vida noutros planetas 2 de Dezembro de 2010

A janela com que procuramos vida no Universo acabou de aumentar depois de uma equipa de cientistas encontrar pela primeira vez uma bactéria que se alimenta de arsénio. A descoberta é publicada hoje na edição online da revista Science e amanhã na edição impressa, e é o mistério que a NASA revela na sua conferência de imprensa.

Toda a vida que se conhece é construída com base em seis elementos: o carbono, o oxigénio, o hidrogénio, o azoto, o enxofre e o fósforo. São estes átomos que fazem as moléculas de ADN, as proteínas, as gorduras que compõem as células dos animais, das plantas, dos fungos e das bactérias.

Quando se olha para fora do planeta Terra para encontrar vida, os cientistas têm o hábito de procurar por ambientes que podem disponibilizar estes elementos. “A vida como a conhecemos necessita de alguns elementos e exclui outros”, disse Arial Anbar, um dos autores do artigo, da NASA. “Mas serão estas as únicas opções? Quão diferente é que a vida pode ser?”, questionou o cientista, citado num comunicado de imprensa. (more…)

 

Identificada bactéria que causou a peste negra na Idade Média 9 de Outubro de 2010

A peste negra apareceu no Sul da Europa, em 1347, e ano após ano foi alcançando mais cidades, primeiro na região da Itália, depois França, Espanha, Inglaterra, Portugal, até que toda a Europa se rendeu às manchas pretas que anunciavam a morte. Cerca de um terço da população do continente pereceu devido a duas estirpes desconhecidas da mesma espécie de bactéria que hoje causa a peste bubónica. Doença veio a partir de duas rotas diferentes.

A causa desta doença manteve-se uma incógnita durante séculos. Mas o artigo publicado agora na “Public Library of Science Pathogens”, de acesso livre na Internet, mostra que a pandemia que assolou a Europa entre 1347 e 1750 foi causada pela Yersinia pestis, a bactéria da peste bubónica, que se espalha através da saliva das pulgas dos ratos infectados que estão em contacto com os seres humanos. (more…)

 

A Espécie Conhecida com mais ADN é uma Planta Japonesa 8 de Outubro de 2010

A Paris japonica é uma planta para o jardineiro paciente. Para obter um exemplar com 80 centímetros, é preciso um ambiente húmido, sem sol directo, com muitos nutrientes e uma paciência de santo – depois de plantada, o caule pode demorar até quatro anos a despontar. A planta é exigente e isso pode estar associado aos 152,23 picogramas (um picograma é um bilionésimo de um grama) de ADN que cada célula tem. Uma quantidade enorme, 50 vezes maior do que cada célula humana carrega, que é apenas de três picogramas.

“Algumas pessoas podem questionar-se que consequência tem um genoma tão grande e se realmente importa uma espécie ter mais ADN do que outra”, disse Ilia Leitch, investigadora do jardim de Londres Kew Gardens. “A resposta é um ‘sim’ – um grande genoma aumenta o risco de extinção”, disse. (more…)