BioGeogilde Weblog

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Quem come chocolate pesa menos? 28 de Março de 2012

Talvez não seja necessária assim tanta ponderação antes de abrir uma tablete de chocolate. Pelo menos de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos que associou a ingestão de chocolate a pessoas com menos peso.

O trabalho foi feito por uma equipa liderada por Beatrice Golomb, da Universidade California San Diego, e foi publicado na revista Archives of Internal Medicine. A investigação avaliou o Índice de Massa Corporal (IMC) de 1000 adultos saudáveis, com idades entre os 20 e os 85 anos, e os seus hábitos. Entre os quais, o consumo de chocolate.

O IMC de uma pessoa é obtido dividindo o peso pelo quadrado da altura e avalia se alguém está com peso normal. Em média, os participantes tinham um IMC de 28, o que indica excesso de peso mas não obesidade.

As 100 pessoas recorriam ao chocolate duas vezes por semana, em média. Mas as que comiam com maior frequência, apesar de ingerirem mais calorias, tinham menos peso. O estudo teve em conta a idade, o género e a quantidade de exercício.

A equipa mediu uma diferença de 2,3 a 3,2 quilos entre os participantes que iam ao armário do chocolate cinco vezes por semana e os que nunca tocavam neste doce. Segundo os investigadores, o efeito não tinha que ver com a quantidade mas com a frequência com que o chocolate era ingerido. (more…)

 

Dicionário dos alimentos – C de Canela 17 de Janeiro de 2012

Ainda cheira a Natal e dentro de todos os abusos alimentares que se cometem nesta quadra existe uma boa notícia: não há sobremesa natalícia que dispense a canela!

A canela está intimamente ligada à nossa história, sendo o monopólio do lucrativo comércio desta especiaria (à época, a mais procurada na Europa) uma das razões para Portugal ter estado no centro do mundo durante o século XV. Não foi no entanto necessário esperar tantos séculos para o valor da canela ser reconhecido. Já na antiguidade egípcia a canela chegava a ser mais preciosa do que o ouro sendo utilizada como bebida, agente medicinal e embalsamante.

Os egípcios não estariam enganados pois são hoje reconhecidas as propriedades antimicrobianas da canela tal como o seu efeito anti-inflamatório resultante do seu elevado teor em polifenóis. Esta potencialidade terapêutica da canela é um dos tópicos de investigação emergente, algo que se traduz em muitas hipóteses e (ainda) poucas conclusões. Ainda assim, estas evidências preliminares são bastante optimistas quanto a um efeito benéfico da canela na prevenção de doenças cardiovasculares, na modulação do sistema imunitário e quiçá na actividade anti-tumoral. (more…)

 

Dicionário dos Alimentos – A de Azeite 8 de Janeiro de 2012

 O azeite é mais uma boa notícia de Natal e não há por estes dias olival onde não se inicie esse ritual bem português que é a apanha da azeitona.

O misticismo da oliveira – símbolo de regeneração, imortalidade e sabedoria – só poderia culminar num produto com iguais características e que se transformou no baluarte das dietas mediterrânicas, padrão alimentar conhecido pela melhoria na qualidade de vida dos seus aderentes. Neste contexto, o azeite aliado aos cereais integrais, hortofrutícolas, frutos gordos e quantidades moderadas de vinho tinto, lacticínios, carnes magras e peixe contribuíram para a menor incidência de doenças cardiovasculares, cancro e declínio cognitivo associado à idade nos povos da bacia mediterrânica.

O azeite constitui-se como uma gordura monoinsaturada, sendo este equilíbrio entre gorduras animais (predominantemente saturadas) e óleos vegetais (predominantemente polinsaturados) um dos responsáveis pelos seus efeitos benéficos na saúde. O ácido oleico, principal ácido gordo do azeite, consegue ser mais resistente à oxidação do que os seus congéneres polinsaturados, reduzindo os níveis de colesterol total e LDL (“mau” colesterol) e aumentando a fracção HDL (“bom” colesterol).

De igual modo, os compostos fenólicos encontrados no azeite possuem propriedades anti-inflamatórias tornando as nossas (more…)

 

Cocktail para os ossos 9 de Dezembro de 2010

Relatório divulga novas quantidades de cálcio e vitamina D necessárias.

Um recente estudo norte-americano precisa quais as quantidades de cálcio e de vitamina D necessárias por dia. O Instituto Americano de Medicina (NIH) é mitigado pelas virtudes daquilo que funciona contra doenças cancerígenas e cardiovasculares, atribuídas desde alguns anos à Vitamina D. O documento confirma ainda a importância do composto orgânico para o crescimento dos ossos e saúde do esqueleto.

Neste contexto, o NIH estabelece novos níveis de consumo diário de vitamina D e cálcio, sublinhando que a maioria dos norte-americanos e canadianos absorvem quantidades insuficientes na sua alimentação. As quantidades necessárias para o efeito protector destes nutrientes, no que refere doenças cardíacas e cancerígenas, ainda não são claras e é importante realizar ensaios clínicos mais rigorosos. A vitamina D, obtida através de um derivado do colesterol sob o efeito do sol sobre a pele, favorece a absorção intestinal do cálcio. O estudo conclui que os norte-americanos e canadianos precisam de 600 unidades internacionais de vitamina D por dia até aos 70 anos e de 800 a partir dessa idade. (more…)