BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Segunda-feira sem carne 5 de Maio de 2012

Um dia por semana sem comer carne nem peixe para travar as alterações climáticas. A campanha Meatless Monday, que mobiliza mais de 20 países, arranca em Portugal

A mudança de hábitos alimentares pode ter um grande impacto na protecção ambiental, na saúde e na carteira. Uma campanha internacional, iniciada nos EUA e agora em marcha em 24 países, apela ao corte do consumo de carnes por um dia. Às segundas-feiras.

Paul McCartney e as filhas, Stella e Mary, são os rostos mais visíveis destas Meatless Mondays, às quais já aderiram Bryan Adams, Sheryl Crow, Gwyneth Paltrow e Kevin Spacey. «Estamos a dar grandes passos para a redução dos problemas ambientais associados à indústria pecuária. Além de darmos um impulso à saúde, com a vantagem adicional de que os vegetais custam menos do que a carne», explica McCartney na página britânica do movimento (www.meatfreemondays.com).

A produção de carne disparou nas últimas décadas e é insustentável manter padrões de consumo tão elevados. «A pecuária intensiva é responsável por 18% da emissão de gases com efeito de estufa, como o metano, que contribui para o aquecimento global 23 vezes (more…)

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Até quando vamos ter água boa para beber? 24 de Abril de 2012

Equipa do CCIAM estuda as vulnerabilidades do sistema da EPAL.

A mudança climática actual já teve efeitos sobre o ambiente natural, incluindo nos recursos hídricos. Mas, mudanças ainda maiores são esperadas durante o século XXI.

Segundo uma equipa de investigadores do CCIAM (Climate Change Impacts, Adaptation and Mitigation Research Group), um grupo integrado no laboratório S.I.M (Sistemas, Instrumentalização e Modelação), Faculdade de Ciências de Lisboa, no sul da Europa, a precipitação vai muito provavelmente diminuir e os eventos extremos (incluindo inundações e secas) serão mais frequentes.

Neste contexto, este grupo de investigação ligado às alterações climáticas começou a estudar as vulnerabilidades de médio e longo prazo do sistema da EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) para a mudança climática, fornecendo assim informações para o planeamento e apoio à decisão. Intitulado «ADAPTACLIMA-EPAL», neste projecto os investigadores estão a fazer um plano estratégico de adaptação da EPAL aos cenários de alterações climáticas. Ou seja, “períodos de seca como o que estamos a sofrer agora, e já sofremos em 2003 e 2005, terão tendência a acontecer cada vez mais, com características um pouco diferentes. Por isso, modelamos esses cenários e tentamos perceber qual a melhor estratégia para a EPAL se adaptar a este clima em mudança”, explica David Avelar ao Ciência Hoje. Segundo o biólogo da equipa do CCIAM, o intuito, num sentido geral, é perceber se no futuro iremos ter água boa para beber.Desde que iniciou, em 2010, o estudo já modelou os cenários climáticos e socioeconómicos para a região da EPAL, que é toda a bacia do Tejo. Isto é, “já sabemos como é que vai ser a (more…)
 

Cientistas contam milhares de pinguins a partir do espaço 15 de Abril de 2012

Um novo estudo usou satélites para descobrir que existem 595.000 pinguins-imperador na Antárctida, ou seja, duas vezes mais do que se pensava. As conclusões da investigação sobre o impacto das alterações do Ambiente nas populações desta ave icónica foram publicadas na revista PLoS ONE.

“Ficámos encantados por sermos capazes de localizar e identificar tantos pinguins-imperador”, disse o principal autor do estudo, Peter Fretwell, e membro do British Antarctic Survey (BAS). “Contámos 595.000 aves, quase o dobro das estimativas anteriores, entre 270.000 e 350.000 animais. Este é o primeiro censo completo de uma espécie, feito a partir do espaço”, acrescentou.

Uma equipa internacional de cientistas utilizou imagens de satélite de muito alta resolução para estimar o número de pinguins em cada colónia em redor da zona costeira da Antárctida. Com uma nova tecnologia que permite aumentar a resolução das imagens de satélite, a equipa conseguiu diferenciar aves, gelo, sombras e fezes de pinguins (chamado guano). Para calibrar a análise das populações, os cientistas fizeram contagens no terreno e tiraram fotografias aéreas. (more…)

 

Abraçar Sustentabilidade 5 de Junho de 2011

 

Dados de satélite constroem com detalhe a imagem da gravidade do planeta 1 de Abril de 2011

Depois de dois anos em órbita, o satélite GOCE da Agência espacial europeia (ESA) reuniu dados suficientes para mapear a gravidade do planeta num modelo com um nível de detalhe sem precedentes, foi hoje anunciado.

A superfície do planeta surge moldada pela gravidade, com zonas a amarelo (onde esta é maior) e zonas a azul (onde a gravidade é menor).

Os dados vão ajudar os cientistas a perceber melhor como funciona o planeta Terra, salienta a ESA, em comunicado, depois de ter apresentado hoje a imagem em Munique, Alemanha, durante uma conferência internacional dedicada ao satélite.

Esta imagem “é uma referência crucial para medir a circulação do oceano, as alterações do nível do mar e a dinâmica da formação de gelo, tudo isto afectado pelas alterações climáticas”, explica a ESA. (more…)

 

Água doce que chega aos oceanos aumentou quase um quinto em 13 anos 8 de Outubro de 2010

A água evapora-se dos oceanos, criam-se nuvens, chove e nos continentes os rios levam esta água de volta ao mar. Mas cada vez em maior volume. Segundo uma equipa de cientistas que utilizou satélites para avaliar os caudais dos rios da Terra, entre 1994 e 2006, o volume anual de água doce que chegou aos oceanos aumentou 1,5 por cento. Tudo porque o termóstato do planeta está mais elevado.

“Pode não parecer muito – 1,5 por cento por ano –, mas ao fim de algumas décadas é uma quantidade enorme”, afirma em comunicado Jay Famiglietti, professor de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia e investigador principal do estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Academy of Sciences. Ao longo de 13 anos, as medições feitas pelos satélites Topex/Poseidon e Jason-1, da NASA e da Agência Espacial Francesa, e pelos satélites Aerospace Center Gravity Recovery e Climate Experiment, da NASA com o Centro Espacial Alemão, mediram um aumento de 18 por cento de água a chegar aos mares. (more…)