BioGeogilde Weblog

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Afinal, terá sido o metano que causou a extinção da vida marinha 24 de Julho de 2011

A extinção de cerca de 90 por cento das espécies marinhas e de 70 por cento dos vertebrados ocorrida há 201 milhões de anos terá sido causada, não pelo incremento da actividade vulcânica, mas graças à libertação de uma enorme quantidade de metano na atmosfera, conclui um estudo publicado hoje na revista Science.

Um grupo de investigadores coordenado por Micha Ruhl, da Universidade de Utrecht, na Holanda, defende que a destruição da vida marinha que aconteceu durante o período geológico, altura em que se deu a fragmentação da Pangeia – e que a comunidade científica atribui a alterações de clima – correspondeu antes à libertação de metano para a atmosfera, seguida de uma alteração climática.

Até agora, os estudos apontavam a actividade vulcânica como a causa das alterações de clima que levaram à extinção maciça de espécies marinhas. Teoria que é posta, agora, em questão. De acordo com os investigadores, a libertação de toneladas de metano – um hidrocarboneto em forma de gás incolor – aconteceu durante dez mil a 20 mil anos, durante a extinção da vida marinha no final do período Triásico. (more…)

 

Extinção aos Dinossauros definiu evolução dos vertebrados terrestres 19 de Maio de 2010

As extinções em massa são capazes de relançar os dados da evolução, defende um estudo publicado hoje na revista “Proceedings of the National Academy of Science”. Mataram os dinossauros e permitiram que os mamíferos proliferassem há 65 milhões de anos, mas tiveram implicações mais subtis nas nossas vidas como termos cinco dedos em vez de seis.

No final do Devónico, há mais de 360 milhões de anos, os vertebrados com quatro patas chamados tetrápodes já tinham iniciado a colonização da terra. A maioria, no entanto, ainda se encontrava no mar. Um estudo publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Science” mostra que foi uma extinção em massa ocorrida no fim deste período que ditou as linhas evolutivas de peixes e de tetrápodes que ainda hoje existem.

“Foi tudo atingido, a extinção foi global”, disse a principal autora do estudo, Lauren Sallan, da Universidade de Chicago. “Apagou a diversidade dos vertebrados em cada um dos ambientes, tanto em água doce como nas regiões marinhas, e criou um mundo completamente diferente”, explicou em comunicado. (more…)

 

Fóssil comum a todos os mamíferos descoberto em Moçambique 29 de Janeiro de 2010

Ricardo Araújo e Rui Castanhinha partiram numa aventura a Moçambique, no Verão passado, com uma ideia fixa: encontrar o primeiro dinossauro daquele país. Saiu-lhes na rifa algo ainda mais antigo e raro, que agora revelaram: o fóssil de um antepassado comum a todos os mamíferos, com 250 milhões de anos, quando ainda faltavam 30 milhões de anos para aparecerem os primeiros dinossauros.

Tanto Ricardo Araújo (24 anos) como Rui Castanhinha (27 anos) estavam prestes a entrar numa nova fase da vida. O primeiro ia começar o mestrado em paleontologia na Universidade Metodista do Sul, no Texas (Estados Unidos); o segundo, o doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras. Estavam ambos a colaborar, tal como agora, com o paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã, e antes da nova fase nada melhor do que uma expedição científica em África. “Eu e o Rui tínhamos decidido cometermos a loucura de partir para Moçambique para descobrir o primeiro dinossauro do país”, conta Ricardo Araújo. (more…)