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Cancro do pâncreas começa pelo menos dez anos antes de ser detectado 28 de Outubro de 2010

Se fosse possível detectar o tumor mais cedo, poderia ser extraído, como se faz com os pólipos do cólon.

O cancro do pâncreas, um dos mais letais, mata não porque comece a espalhar-se pelo organismo rapidamente, mas sim porque só causa sintomas quando já está muito avançado. A primeira mutação genética que dá origem ao cancro pode ter surgido até 11,7 anos antes – seria muito tempo para agir, se os cientistas conseguissem descobrir as lesões cedo.

A equipa de Bert Vogelstein, da Universidade of Johns Hopkins, em Baltimore (EUA) dizia ontem em dois artigos na revista científica Nature que, quando surgem as primeiras lesões, o tumor poderia ser removido – como se faz com os pólipos do cólon. Mas, para isso, seria preciso detectar o cancro numa fase inicial.

A equipa, que inclui investigadores britânicos, do Instituto Wellcome Trust Sanger e da Universidade de Cambridge, usou amostras de tecidos de tumores para, aplicando as modernas técnicas da genómica, descobrir quais as taxas de mutação dos genes das células cancerosas. Segundo os cientistas, são precisos, em média, sete anos para se formar um tumor do tamanho de uma ameixa. (more…)

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Estudo: Alguns vírus cancerígenos mudam geneticamente 11 de Fevereiro de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 14:10
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Os vírus causadores de alguns cancros modificam o seu material genético para enganar as defesas do organismo, sustenta um estudo espanhol publicado na revista Genome Research.

Estas alterações epigenéticas também podem estar presentes nos vírus como o da sida ou o da gripe, assinala o estudo.

O objectivo da investigação é esclarecer porque é que algumas pessoas portadoras de virus oncogénicos os eliminam, outras progridem para uma infecção e outros portadores acabam por desenvolver um tumor canceroso, e ainda ver que modificações no genoma estão implicadas neste processo.

Para o estudo fez-se uma mapa completo da metilação do ADN, um tipo específico de modificação química do material genético a partir de vários tipos de vírus relacionados com tumores, no que é a primeira análise completa que se faz do epigenoma de um ser vivo completo, como é um vírus.

O estado de metilação de alguns genes pode ser usado como um marcador do desenvolvimento dos tumores e para decifrar as complexas regras que determinam que tipo de genes podem ser metilados (alterados) durante a génese de um tipo de cancro, o que pode ser muito útil para se fazer um diagnóstico precoce.

Ao comparar o metiloma em portadores assintomáticos do vírus, em pacientes com uma infecção activa e em pacientes que estão a desenvolver um cancro, os investigadores viram que nos primeiros não está metilado, que ao desenvolver-se uma infecção começa a metilar, e que ao ter um tumor, o genoma do vírus está muito metilado.

Perante estes resultados, concluíram que a metilação é um mecanismo que usa o vírus para esconder-se do organismo, o que lhe permite perpetuar-se nas células.
                                                                                                                In Diário Digital a terça-feira, 10 de Fevereiro de 2009