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Transporte no floema: hipótese do fluxo de massa 7 de Maio de 2009

A hipótese de fluxo de massa ou fluxo de pressão é uma das mais aceites relativamente ao transporte floémico. Esta hipótese admite que a translocação floémica ocorre graças a um gradiente nas concentrações de sacarose. Este gradiente é estabelecido entre uma fonte (região da planta onde a sacarose entra no floema) e o local de consumo (região da planta onde a sacarose sai do floema).

Hipótese de fluxo de massa – Modelo que explica a deslocação da seiva nos vasos condutores, proposto por Ernst Münch em 1927. De acordo com esta hipótese, a sacarose desloca-se através dos vasos crivosos desde as fontes de produção, folhas e órgãos de reserva, no período da utilização das reservas, até aos locais de utilização que são os tecidos ou órgãos em formação ou crescimento, e os órgãos de reserva durante a fase de acumulação de reservas.

Translocação – Movimento de minerais e outros compostos químicos no interior da planta. Ocorrem dois processos básicos. O primeiro consiste na absorção de minerais solúveis do solo e no seu transporte através da raiz, para depois serem conduzidos a outros órgãos por vasos condutores de água. O segundo consiste no transporte das substâncias orgânicas sintetizadas nas folhas a outros órgãos, especialmente àqueles situados em zonas de crescimento.

 

teoriafluxomassa3Hipótese do fluxo de massa:

1- A glicose elaborada nos órgãos fotossintéticos é convertida em sacarose.
2- A sacarose passa para o floema por transporte activo.
3- O aumento da concentração de sacarose nas células dos tubos crivosos provoca uma entrada de água nestas células, que ficam túrgidas.
4- A pressão de turgescência (pressão que o conteúdo de uma célula exerce sobre a parede celular quando a célula fica túrgida) faz com que a solução atravesse as placas crivosas.
5- Há, assim, um movimento das regiões de alta pressão para as regiões de baixa pressão.
6- A sacarose é retirada do floema para os locais de consumo ou de reserva por transporte activo (onde é convertida em glicose que pode ser utilizada na respiração ou polimerizar-se em amido, que fica em reserva).
7- O aumento da concentração de sacarose nas células envolventes provoca uma saída de água dos tubos crivosos, diminuindo a pressão de turgescência.

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Transporte no floema – experiências com afídios

Filed under: Uncategorized — Prof. Cristina Vitória @ 22:14
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Durante muito tempo não foi possível analisar a constituição da seiva floémica, pois as células vivas do floema são muito frágeis e o processo de transporte que nelas ocorre é facilmente perturbado ou interrompido quando esta se pretende extrair com micropipetas ou outros instrumentos exteriores.

Os estudos iniciais sobre a constituição da seiva floémica foram realizados com a ajuda de pequenos afídios, (pulgões).

Na década de 50 do século XX, experiências realizadas com afídios (pulgões) permitiram um melhor conhecimento dessa seiva.

Quando um afídio atinge o floema, a pressão da seiva floémica força-a a sair da planta e a entrar no tubo digestivo do animal.

formiga_ordenhaPor vezes a pressão é tão grande que a seiva elaborada é forçada a sair pelo ânus.

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Se um afídio que está a alimentar-se (absorvendo o conteúdo do floema) for cortado pelo estilete, a seiva floémica exsuda através deste, sob pressão, durante alguns dias, podendo ser estudada.

Esta experiência possibilitou o conhecimento directo seiva floémica.
Afídios – Pequenos insectos himenópteros, de abdómen anelado, parasitas de várias plantas, de cujos sucos se alimenta, e que pertencem especialmente à família dos Afidídeos.