BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Porquê que há ondas gigantes na Nazaré? 9 de Novembro de 2011

A explicação para esta consistência é um fenómeno geológico, o canhão da Nazaré, um sulco profundo no leito do oceano que canaliza a força da água direitinha para este trecho de costa. Com mais de 200 quilómetros de extensão, este é o maior desfiladeiro submarino da Europa: no seu extremo mais abissal, chega aos 5000 metros de profundidade.

O Canhão ou Cana da Nazaré é conhecido como o maior da Europa e um dos maiores do Mundo (com a cabeceira situada a curta distância da linha de costa, o Canhão da Nazaré estende-se ao longo de mais de 200 km na direcção do oceano profundo) e só recentemente começou a ser estudado de forma multidisciplinar, pelo projecto Hermes (programa que reúne equipas de diversos organismos de investigação cientifica de toda a Europa), financiado pela União Europeia. O projecto prevê o levantamento minucioso do fundo do mar, com identificação de correntes, sedimentos e biodiversidade para tentar ajudar a perceber um dos mistérios do mar português.

 

O vale submarino começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa, ao largo da Praia da Nazaré, próximo do promontório do Sítio, recortando a plataforma continental com uma direcção de EW. Prolonga-se por mais de 170km de comprimento e atinge uma profundidade superior a 5000 metros na planície abissal onde desemboca. Mas a sua origem é uma incógnita, porque, normalmente, estas estruturas estão associadas a grandes rios, servindo de vazadouros dos seus sedimentos, o que não acontece, de forma imediata e aparente, no caso da Nazaré. Há estudos que indicam a existência, noutras eras geológicas, de um rio aqui, possivelmente o Mondego que, por movimentos tectónicos, poderá ter sido desviado para norte. (more…)

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O Delta do Nilo está a afundar 25 de Março de 2010

Habitantes poderão ter de abandonar região.

O Egipto celebra, este ano, o 50º aniversário do início da construção do Aswan High Dam – uma maravilha da engenharia que, segundo alguns cientistas, poderá contribuir para uma catástrofe ambiental e levar milhões de habitantes a abandonar o delta, explica a última edição da «Science».
O Aswan High Dam é uma das maiores represas do mundo, no Nilo, no sul do Egipto, construída para controlar a água, armazená-la para tempos de seca e está equipada para fornecer energia hidroeléctrica.

O pior que está a acontecer é a erosão costeira, a subsidência (processo de rebaixamento da superfície terrestre, com amplitude regional a local, por causas tectônicas) e a compactação do solo delta. Durante milhares de anos, o rio Nilo tem, de certa forma, compensado por esses processos naturais, através da apresentação de sedimentos e água fresca. (more…)

 

Gases com efeito de estufa suspendem ciclo natural de arrefecimento do Árctico 5 de Setembro de 2009

arrefecimento articoEstudo publicado na revista “Science”

Os gases com efeito de estufa trocaram as voltas ao Árctico e empurraram as suas temperaturas para os níveis mais altos dos últimos dois mil anos, suspendendo um ciclo natural de arrefecimento que deveria ter durado mais quatro mil, segundo um estudo internacional publicado hoje na revista “Science”.

A equipa de cientistas, financiada pela National Science Foundation, estudou as temperaturas sentidas nos últimos dois mil anos daquela região. Até agora apenas existiam dados relativos aos últimos 400 anos. Para isso analisou os sedimentos acumulados em cerca de 20 lagos, os anéis das árvores e os gelos. Estas informações eram tão detalhadas que foi possível reconstruir as temperaturas passadas década por década. Os resultados poderão acicatar o debate entre cépticos e não cépticos das alterações climáticas.

A poluição libertada pela acção humana pôs um fim ao ciclo de arrefecimento que começou há oito mil anos, quando o eixo de rotação da Terra sofreu uma oscilação que a distanciou do Sol. O Árctico passou, então, a receber menos energia solar durante o Verão. As temperaturas do Árctico durante esse período desceram a uma média de 0,2 graus Célsius por século. (more…)