BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

A Terra é mãe da Lua, mas não se sabe bem quem é o pai 18 de Outubro de 2012

A Terra é mesmo mãe da Lua, pelo menos é o que confirmam três artigos acabados de publicar. Até agora, a teoria mais consensual sobre a origem da Lua diz que ela resultou de uma colisão com a Terra, mas os novos estudos, além de corroborarem esse nascimento violento, levantam dúvidas sobre a paternidade do nosso satélite natural.   

Na década de 1970, surgiu a hipótese do Big Splash, segundo a qual a Lua é filha da Terra e de Teia, um corpo do tamanho de Marte que teria chocado com o nosso planeta pouco depois da sua formação, há 4500 milhões de anos. Os destroços dessa colisão criaram um anel à volta da Terra, que, depois de amontoados, originaram a Lua. Esta hipótese foi reforçada na década de 1980 por simulações em computador, que sugeririam que a Lua seria composta principalmente por materiais diferentes dos da Terra. Ou seja, a Lua era filha da Terra, mas tinha herdado do “pai” a maioria dos materiais.

Só que as análises à composição da Lua – uma espécie de teste de paternidade – não coincidiam com aqueles resultados e indicavam que a Lua era quase igual à Terra. Essas análises às amostras de rochas lunares trazidas pelas missões Apolo mostraram que a Terra e a Lua tinham o mesmo tipo de átomos (isótopos) de oxigénio, crómio e titânio, por isso os cientistas concluíram que teriam tido uma origem comum. Podiam ser irmãs. (more…)

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Cientistas revelam a surpreendente simplicidade da geometria cerebral 30 de Março de 2012

Resultados publicados esta sexta-feira na Science – O cérebro humano é o objecto mais complexo que conhecemos, mas a organização das suas ligações nervosas é das coisas mais simples que se possa imaginar.

Basta olhar para a imagem que ilustra esta notícia para perceber do que se trata. Elas revelam que, ao contrário do que se poderia pensar, a arquitectura das ligações nervosas no cérebro não tem nada a ver com um emaranhado sem nexo de esparguete — e tudo a ver com a malha, muito bem organizada e estruturada, de um tecido acabado de sair do tear. Esta sexta-feira, na revista Science, Van Wedeen, da Universidade de Harvard, e colegas publicam estas espectaculares visualizações do cérebro (humano e de vários primatas) e explicam como chegaram à surpreendente conclusão de que a arquitectura dos circuitos nervosos, que define a geometria subjacente do cérebro adulto, é uma simples retícula 3D, com todas as fibras projectadas pelos neurónios a entrecruzarem-se em ângulo recto numa das três dimensões do espaço.

“O nosso objectivo era mapear a arquitectura das fibras cerebrais”, explica Wedeen num podcast no site da revista. “Dada uma ligação, por onde é que ela passa na sua vizinhança imediata? Descobrimos que essa organização não podia ser mais simples.” As fibras formam superfícies curvas onde pacotes de fibras paralelas (more…)

 

Chimpanzés sabem o que é ser polícia 9 de Março de 2012

Cientistas de Zurique provam comportamentos morais nos nossos familiares mais próximos.

Alguns chimpanzés mantêm a ordem dos grupos em que vivem intervindo de forma imparcial. A conclusão é de uma equipa de primatologistas da Universidade de Zurique, que acaba de publicar observações de quatro grupos do jardim zoológico de Gossau, nordeste da Suíça. Os investigadores escrevem na revista “PlOs One” que os machos e as fêmeas mais respeitados em cada grupo intervêm como polícias quando a estabilidade do grupo é ameaçada, por com novos elementos. “O interesse nas preocupações comunitárias altamente desenvolvido nos humanos e que constitui a base do nosso comportamento moral tem raízes profundas”, concluem. “Pode ser observado nos nossos parentes mais próximos.”

As semelhanças entre o comportamento dos humanos e destes grandes primatas não deixa de surpreender e os investigadores acreditam que este estudo é a primeira observação directa de comportamento motivado por concepções morais nos chimpanzés, que se terão separado do homem na linha evolutiva há entre oito e seis milhões de anos. Os cientistas ainda não estão certos de qual terá (more…)

 

Acidez dos oceanos aumenta a um ritmo sem precedentes desde há 300 milhões de anos 2 de Março de 2012

As emissões de dióxido de carbono estão a elevar a acidez dos mares e oceanos a um ritmo sem precedentes desde há 300 milhões de anos, que, a manter-se, impedirá a vida marinha em poucas décadas, revela um estudo.

A investigação, que a revista científica Science publica na sexta-feira, refere que a química marinha sofreu “profundas alterações” nos últimos 300 milhões de anos, embora nenhuma “tão rápida, grande e global” como a de hoje.
A acidez marinha produz-se à medida que o dióxido de carbono emitido pela actividade humana – originada fundamentalmente pela queima de combustíveis fósseis – é absorvido pelos mares e oceanos.
Um terço das emissões vai directamente para os oceanos e mares, que se tornam progressivamente tanto mais ácidos quanto mais frias são as suas águas.
A acidez, que prejudica muitas formas de vida marinha, interfere, sobretudo, com o desenvolvimento das espécies com carapaça ou esqueleto de carbonato cálcico, como corais e corais .
Uma equipa de cientistas dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Alemanha e Holanda examinou, para a investigação, centenas de estudos paleoceanográficos, incluindo de fósseis de sedimentos marinhos. (more…)

 

Afinal, terá sido o metano que causou a extinção da vida marinha 24 de Julho de 2011

A extinção de cerca de 90 por cento das espécies marinhas e de 70 por cento dos vertebrados ocorrida há 201 milhões de anos terá sido causada, não pelo incremento da actividade vulcânica, mas graças à libertação de uma enorme quantidade de metano na atmosfera, conclui um estudo publicado hoje na revista Science.

Um grupo de investigadores coordenado por Micha Ruhl, da Universidade de Utrecht, na Holanda, defende que a destruição da vida marinha que aconteceu durante o período geológico, altura em que se deu a fragmentação da Pangeia – e que a comunidade científica atribui a alterações de clima – correspondeu antes à libertação de metano para a atmosfera, seguida de uma alteração climática.

Até agora, os estudos apontavam a actividade vulcânica como a causa das alterações de clima que levaram à extinção maciça de espécies marinhas. Teoria que é posta, agora, em questão. De acordo com os investigadores, a libertação de toneladas de metano – um hidrocarboneto em forma de gás incolor – aconteceu durante dez mil a 20 mil anos, durante a extinção da vida marinha no final do período Triásico. (more…)

 

Reprodução em flores usa sistema de comunicação que existe nos neurónios 18 de Março de 2011

             Descoberta inédita em plantas publicada na Science.

O tubo polínico tem as mesmas características de certas leveduras e fungos filamentosos que crescem só numa direcção. Têm que ter “um tipo de crescimento muito rápido e precisam constantemente de informação do ambiente para saber se viram para a esquerda ou se continuam em frente”, disse ao PÚBLICO José Feijó, líder da equipa responsável pelo estudo.

O tubo polínico carrega ao longo do pistilo, o órgão reprodutor da planta, o núcleo que vai fecundar o óvulo e formar as sementes. Para isso tem que crescer, ou seja, produzir constantemente a parede de celulose que reveste todas as células vegetais. Há vários sinais e substâncias que intervêm neste crescimento e que a equipa do IGC tem vindo a estudar. Um deles é o ião de cálcio, que tem oscilações de concentração dentro da célula. Não se sabe “porquê é que estes padrões do cálcio são importantes na fisiologia das células”, explicou o cientista. O certo é que acontece em muitos processos celulares de diferentes organismos. (more…)

 

Segredo dos ursos para hibernar pode ajudar na medicina 18 de Fevereiro de 2011

Todos os Invernos o urso-preto deita-se durante cinco a sete meses para evitar a temporada fria e volta durante a Primavera, em forma e pronto para caçar. Os cientistas descobriram o que acontece durante a hibernação e acreditam que este método poderá vir a ser aproveitado na medicina e até em viagens interestelares. O estudo foi publicado hoje na revista científica Science.

Já se conhece bem o sistema de hibernação dos pequenos mamíferos, que durante os longos meses de Inverno enroscam-se numa toca e adormecem longamente. A temperatura baixa muito: cada vez que a actividade do organismo diminui para metade, a temperatura baixa dez graus. No urso-preto, Ursus americanus, a hibernação passa-se de forma diferente.

“O metabolismo do urso-preto abranda 75 por cento, mas a sua temperatura corporal só diminuiu cinco a seis graus”, disse em comunicado Øivind Tøien, cientista do Instituto de Biologia do Árctico, da Universidade do Alasca de Fairbanks, que fica no Alasca, Estados Unidos.

A equipa de cientistas estudou cinco ursos-pretos que foram capturados quando se aproximaram demasiado de povoações e colocaram-nos em covis artificiais feitos de madeira e com palha lá dentro. Os ursos hibernaram durante cinco meses. (more…)