BioGeogilde Weblog

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Até quando vamos ter água boa para beber? 24 de Abril de 2012

Equipa do CCIAM estuda as vulnerabilidades do sistema da EPAL.

A mudança climática actual já teve efeitos sobre o ambiente natural, incluindo nos recursos hídricos. Mas, mudanças ainda maiores são esperadas durante o século XXI.

Segundo uma equipa de investigadores do CCIAM (Climate Change Impacts, Adaptation and Mitigation Research Group), um grupo integrado no laboratório S.I.M (Sistemas, Instrumentalização e Modelação), Faculdade de Ciências de Lisboa, no sul da Europa, a precipitação vai muito provavelmente diminuir e os eventos extremos (incluindo inundações e secas) serão mais frequentes.

Neste contexto, este grupo de investigação ligado às alterações climáticas começou a estudar as vulnerabilidades de médio e longo prazo do sistema da EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) para a mudança climática, fornecendo assim informações para o planeamento e apoio à decisão. Intitulado «ADAPTACLIMA-EPAL», neste projecto os investigadores estão a fazer um plano estratégico de adaptação da EPAL aos cenários de alterações climáticas. Ou seja, “períodos de seca como o que estamos a sofrer agora, e já sofremos em 2003 e 2005, terão tendência a acontecer cada vez mais, com características um pouco diferentes. Por isso, modelamos esses cenários e tentamos perceber qual a melhor estratégia para a EPAL se adaptar a este clima em mudança”, explica David Avelar ao Ciência Hoje. Segundo o biólogo da equipa do CCIAM, o intuito, num sentido geral, é perceber se no futuro iremos ter água boa para beber.Desde que iniciou, em 2010, o estudo já modelou os cenários climáticos e socioeconómicos para a região da EPAL, que é toda a bacia do Tejo. Isto é, “já sabemos como é que vai ser a (more…)
 

Seca grave afecta 99% do país apesar da chuva 18 de Abril de 2012

Choveu, mas pouco. Depois das duas primeiras semanas de Abril com alguma precipitação, praticamente todo o território continental de Portugal mantém-se em situação grave de seca meteorológica.

Segundo a última avaliação do Instituto de Meteorologia, divulgada nesta quarta-feira, 57% do território nacional mantêm-se em “seca extrema” e 42% em “seca severa”. A situação praticamente não se alterou em relação ao final de Março (57% de “seca extrema”, 41% de “seca grave”), embora a distribuição regional do problema tenha variado. A seca abrandou um pouco no Norte interior e agravou-se no Ribatejo, Alto Alentejo e parte do Algarve.

A quantidade de precipitação na primeira quinzena de Abril esteve abaixo do normal em todo o Continente. Chegou apenas a 41% da média no Norte, 43% no Centro e 42% no Sul. Desde o início do ano hidrológico – que começa em Outubro – choveu apenas 51% da média no país.

A situação observada a 15 de Abril era, em termos meteorológicos, pior do que a de 2005, no total do país. Mas há sete anos, havia o agravante de já se vir de um ano anterior também de seca, com as barragens por isso mais vazias.

O prognóstico do Instituto de Meteorologia não é favorável. Chuva a sério poderá ocorrer apenas na porção mais a norte do país, (more…)

 

Água doce que chega aos oceanos aumentou quase um quinto em 13 anos 8 de Outubro de 2010

A água evapora-se dos oceanos, criam-se nuvens, chove e nos continentes os rios levam esta água de volta ao mar. Mas cada vez em maior volume. Segundo uma equipa de cientistas que utilizou satélites para avaliar os caudais dos rios da Terra, entre 1994 e 2006, o volume anual de água doce que chegou aos oceanos aumentou 1,5 por cento. Tudo porque o termóstato do planeta está mais elevado.

“Pode não parecer muito – 1,5 por cento por ano –, mas ao fim de algumas décadas é uma quantidade enorme”, afirma em comunicado Jay Famiglietti, professor de Ciências da Terra da Universidade da Califórnia e investigador principal do estudo publicado na revista Proceedings of the Royal Academy of Sciences. Ao longo de 13 anos, as medições feitas pelos satélites Topex/Poseidon e Jason-1, da NASA e da Agência Espacial Francesa, e pelos satélites Aerospace Center Gravity Recovery e Climate Experiment, da NASA com o Centro Espacial Alemão, mediram um aumento de 18 por cento de água a chegar aos mares. (more…)