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Extinção ameaça um terço dos tubarões de alto mar 2 de Julho de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 20:48
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tubarao2Um terço das espécies de tubarão de alto mar – como o grande tubarão-branco e o tubarão-martelo – está ameaçado de extinção. A sobre-pesca é a principal razão, segundo um estudo publicado hoje pela UICN (União Mundial para a Conservação).

Das 64 espécies oceânicas de tubarões e raias estudadas pela UICN, 32 por cento estão ameaçadas de extinção.

“Apesar de as ameaças serem cada vez maiores, os tubarões continuam praticamente sem protecção em alto-mar”, lamentou a co-autora do estudo Sonja Fordham, da Shark Alliance, num comunicado da UICN. Esta especialista pede, assim, um “plano de protecção internacional e coordenado”.

Os tubarões são capturados pela sua carne e barbatanas, especialmente na Ásia. Os autores do relatório denunciam, em especial, a prática conhecida como “finning”, que consiste em cortar as barbatanas aos tubarões e rejeitar ao mar o resto do corpo.

“O nosso relatório demonstra um grave problemas de sobre-pesca destas espécies, nas águas nacionais e internacionais, e uma clara necessidade de acção imediata a uma escala global”, acrescentou Fordham.

Além das medidas de protecção, o Grupo de Investigação sobre Tubarões, da UICN, exige um aumento dos investimentos na investigação para acompanhar melhor a evolução das populações de tubarões nos diferentes oceanos do planeta.

Todos os anos são capturados cem milhões de tubarões e várias espécies viram as populações diminuir durante a última década, segundo o Fundo Internacional para a Protecção dos Animais (IFAW).
25.06.2009 –  PÚBLICO

 

Desflorestação mantém a Amazónia pobre 12 de Junho de 2009

 
 amazoniaEstudo mostra ausência de desenvolvimento sustentado
 
A desflorestação da Amazónia é como uma onda. Quando está no seu auge, até melhora as condições de vida locais. Mas depois que passa, volta tudo a ficar como estava: pobre. Esta é o principal resultado de um estudo hoje divulgado na revista Science, liderado por uma investigadora portuguesa.

Foi a primeira vez que a bióloga Ana Rodrigues – ligada ao Instituto Superior Técnico, à Universidade de Cambridge (Reino Unido) e ao Centro de Ecologia Funcional e Evolutiva (França) – se debruçou sobre o tema da Amazónia. “É um bom sistema de estudo”, afirma Ana Rodrigues, cuja principal área de investigação são as relações entre o desenvolvimento e a biodiversidade. “Ali, o desenvolvimento está a acontecer muito rapidamente”, justifica.

O estudo hoje publicado – em co-autoria com investigadores do Imperial College de Londres e da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazónia, no Brasil – apresenta um retrato espacial do nível de vida de 286 municípios da região, em função do grau e intensidade da desflorestação.

Imagens de satélite permitiram classificar os municípios em sete categorias. Num extremo estão aqueles com floresta praticamente virgem. No outro, aqueles que já foram vítimas do abate generalizado de árvores no passado. No meio está a “fronteira” da desflorestação, ou seja, as regiões onde a agricultura e a pecuária, no momento da análise, estavam a avançar com mais força sobre o verde tropical.

O ano escolhido foi o de 2000, para o qual há abundantes dados sobre as condições de vida das populações. Como baliza, os investigadores escolheram o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que agrega num só número a expectativa de vida, a literacia e o nível de vida, medido pelo rendimento per capita.

Os resultados apontam para um processo de boom e colapso, como uma bolha. O IDH dispara nos municípios por onde a onda da desflorestação está a passar. Mas depois cai progressivamente.

No final, quando já não há árvores para cortar, nem terra fértil para a agricultura, o IDH volta para um nível semelhante ao do princípio, quando a floresta era virgem. E o seu valor é substancialmente mais baixo do que a média do país.

“Não está a haver um desenvolvimento sustentado do nível de vida das populações”, afirma Ana Rodrigues. Embora a tese em si não seja nova, o estudo apresentou-a sob um novo ângulo analítico.

Não há uma explicação única para o facto de o IDH subir nas zonas de fronteira da desflorestação. A chegada de migrantes de outras regiões com melhores condições de vida pode ser um dos factores. Mas a razão mais provável, especula o estudo, estará no rendimento proporcionado pelos recursos naturais e no acesso ao mercado disponilizado por novas estradas.

Já a queda subsequente do IDH, segundo Ana Rodrigues, terá dois factores determinantes: o aumento da população e uma terra já esgotada e desprovida dos recursos naturais que antes a tornavam tão atraente.

Seis vezes a área de Portugal em 30 anos

Entre 1977 e 2007, a Amazónia perdeu cerca de 570 mil quilómetros quadrados de floresta – mais de seis vezes a área de Portugal.

O recorde anual foi em 1995: 29 mil quilómetros quadrados de verde varridos do mapa. Um novo pico ocorreu já esta década, com 27 mil quilómetros quadrados devastados em 2004. De lá para cá, as áreas têm vindo a diminuir. No último ano, foram cerca de 12 mil quilómetros quadrados – quatro vezes a área ardida em Portugal em 2003.

12.06.2009 – 09h55 PÚBLICO

 

Dia Internacional da Biodiversidade 22 de Maio de 2009

biodiversityHoje 22 de Maio é o dia internacional da biodiversidade. A biodiversidade é o termo utilizado para definir a variabilidade de organismos vivos, flora, fauna, fungos macroscópicos e microorganismos, abrangendo a diversidade de genes e de populações de uma espécie, a diversidade de espécies, a diversidade de interações entre espécies e a diversidade de ecossistemas.

Mais claramente falando, diversidade biológica, ou biodiversidade, refere-se à variedade de vida no planeta terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.

Vamos ser activistas na defesa do ambiente ajudando a preservar a Biodiversidade.

Informa-te das espécies em risco. Consulta este link: http://www.wwf.pt/

Já construíste a tua baleia? Acede ao link: http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php