BioGeogilde Weblog

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Em 2050 as plantas começarão a florir ainda no Inverno 10 de Setembro de 2009

PrimaveraNovo estudo prevê chegada da Primavera um mês antes

Dentro de 40 anos, o Inverno vai deixar de ser branco. Pereiras e cerejeiras, ranúnculos e gerânios deverão começar a florir no final de Janeiro, quando a estação do frio ainda não terminou. Pelo menos oficialmente. Um novo estudo concluiu que em 2050, a Primavera vai chegar um mês mais cedo do que é tradicional.

Malcolm Clark, da Universidade Monash (Austrália), e Roy Thompson, da Universidade de Edimburgo, olharam com atenção para os registos das plantas dos Reais Jardins Botânicos de Edimburgo (RGBE) desde 1850 e para os registos meteorológicos relativos a Edimburgo desde 1775. O seu estudo, noticiado hoje pelo jornal “The Guardian”, conclui que o “calendário botânico” já mudou para inúmeras espécies de plantas da colecção do RGBE, recolhidas ao longo de 150 anos em vários pontos do globo. Hoje, as plantas estão a florescer mais cedo porque as temperaturas estão, lentamente, a aumentar. Em zonas marítimas, por cada aumento de 1 grau Célsius, as plantas podem florir 16 dias antes. A culpa, dizem, é da subida das temperaturas médias das águas dos oceanos. (more…)

 

Há oito plantas em perigo crítico de extinção no país 18 de Maio de 2009

trevoNo Dia Mundial da Conservação das Plantas, os especialistas dizem que o País está a falhar na preservação dos recursos vegetais. Defendem a criação de um banco de sementes a nível nacional e a inclusão das espécies ameaçadas num Livro Vermelho de forma a assegurar a sua protecção. Portugal não está a cumprir a Convenção para a Biodiversidade.

Oito plantas, das quais sete só existem em Portugal, estão classificadas como espécies “em perigo crítico” de extinção no Plano Nacional de Conservação da Flora em Perigo, que tem como objectivo contribuir para a sua preservação.

Hoje, Dia Mundial da Conservação das Plantas, os especialistas defendem que a inclusão das espécies ameaçadas num Livro Vermelho e a criação de um banco de sementes que salvaguarde os recursos genéticos vegetais são duas medidas essenciais para conservar a flora portuguesa.

Das oito espécies de plantas “em perigo crítico”, apenas sete existem em território nacional onde ocupam uma área de distribuição reduzida. São elas a corriola- -do-espichel, Linaria ricardoi, narciso-do-mondego, miosótis-das- -praias, diabelha-do-algarve, diabelha-do-almograve e o álcar-do- -algarve. Também em extinção está o trevo-de-quatro-folhas, que existe em vários países mas tem vindo a regredir em Portugal.

O director do Departamento de Conservação e Gestão da Biodiversidade do Instituto de Conservação da Natureza (ICNB), Mário Silva, diz não estar previsto, para já, dar continuidade a este projecto de conservação, mas destaca que está a ser concluída uma lista de referência das espécies da flora portuguesa. A lista vai incluir todas as espécies vegetais, com e sem estatuto de protecção, e servirá de base a um Livro Vermelho das Plantas, considerado essencial para a conservação da flora.

A inexistência deste livro mostra que Portugal falha na conservação das plantas. Quem o diz são as especialistas Helena Freitas e Dalila Espírito Santo, responsáveis pelo Jardim Botânico da Universidade de Coimbra e pelo Jardim Botânico d’Ajuda, em Lisboa.

“Estamos na lista dos países que não cumprem a Convenção para a Biodiversidade porque nunca elaborámos um Livro Vermelho das Plantas, um documento essencial para identificar as espécies vegetais mais ameaçadas e desenvolver planos de gestão apropriados para a conservação no território nativo e fora dele”, assinalou Helena Freitas.

A nível europeu, só Portugal e a Macedónia não dispõem de um Livro Vermelho, diz Dalila Espírito Santo. A especialista criticou também a falta de apoios para a conservação de espécies fora do território nativo. Uma tarefa que compete, “essencialmente, aos jardins botânicos, através das colecções vivas ou dos bancos de sementes”.

Também neste caso Portugal negligencia os seus deveres. “É mais um incumprimento. Já devíamos ter criado um banco de sementes a nível nacional. Os que existem são pequenas iniciativas não concertadas, feitas com recursos avulsos”, afirma Helena Freitas.

O único banco de sementes de âmbito nacional, o Banco Português de Germoplasma Vegetal, é dedicado a espécies agrícolas com interesse alimentar.

A conversão das florestas em explorações agrícolas intensivas, incêndios, espécies exóticas e alterações climáticas são alguns dos factores críticos para a sobrevivência das plantas.

                                                                18-05-09 In Diário de Notícias

 

Absorção de água e solutos pela planta 5 de Maio de 2009

A maior parte da água e de solutos necessários à planta são absorvidos pela epiderme e, particularmente, pelos pêlos absorventes da raiz. Posteriormente, e através de um transporte célula a célula, a água atingirá os tecidos vasculares.

Absorção de água e solutos pela planta:
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A eficiência da captação de água pela raiz deve-se aos pêlos radiculares (extensões das células epidérmicas que aumentam muito a área de absorção.
Os iões presentes na solução do solo em concentração elevada entram nas células da raíz por difusão simples.

Podem entrar iões contra o gradiente de concentração por transporte activo.

A água entra por osmose.

O transporte activo de iões, célula a célula, faz também com que a água passe, por osmose, até ao xilema.

A água e os iões, uma vez chegados ao xilema, constituem a seiva bruta ou seiva xilémica.

 

Transporte nas Plantas 24 de Abril de 2009

Filed under: Uncategorized — Prof. Cristina Vitória @ 10:51
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runyon21Objectivos
Compreender a complexidade dos mecanismos de transporte;
Relacionar o nível de complexidade das plantas com a sua evolução;

Identificar os diferentes tecidos especializados no transporte nas plantas.

 

 

O transporte nas plantas vasculares
Nos seres vivos pluricelulares, como a maioria das plantas e dos animais, as células encontram-se bastante afastadas das superfícies através das quais se estabelecem as trocas com o meio exterior.

 

O sucesso evolutivo das plantas deve-se à sua adaptação ao meio terrestre, através de mudanças estruturais, verificando-se, ao longo do tempo, um aumento de complexidade e, consequentemente, de diversidade. Efectivamente, enquanto num meio aquático os organismos fotossintéticos encontram, dissolvidos na água, todos os materiais de que necessitam para a fotossíntese, no meio terrestre, a acessibilidade à água torna-se crítica, sendo necessário criar sistemas de transporte específicos.
O “aparecimento” de tecidos especializados de transporte foi de enorme importância na evolução das plantas terrestres, relacionando-se com o aparecimento e o sucesso de plantas de grande porte.

A maioria das plantas terrestres apresenta tecidos especializados no transporte – plantas vasculares.