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Raio-X permite ver elementos químicos em fóssil de Archaeopteryx 11 de Maio de 2010

Filed under: 11ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 12:41
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Um século e meio depois de ser descoberto, o fóssil do Archaeopteryx continua a dar informações inéditas. Investigadores utilizaram um aparelho de raio-x e identificaram elementos químicos no fóssil.

O estudo feito por uma equipa internacional de cientistas foi publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). Os investigadores verificaram que o que pareciam ser marcas das penas da ave com 150 milhões de anos, são afinal as penas fossilizadas.

“A descoberta que certos fósseis retêm a química detalhada do organismo original dá aos cientistas uma nova via para aprender mais sobre criaturas extintas há muito tempo”, disse em comunicado o investigador Rob Morton, do “Children of the Middle Waters Institute”, em Oklahoma.

O antigo fóssil foi irradiado com um raio-X do Stanford Synchrotron Accelerator Laboratory, que é muito potente e permitiu discernir diferentes tipos de elementos. O mapa químico revelou que as penas fossilizadas tinham fósforo e enxofre, constituintes presentes nas penas das aves de hoje. Nos ossos da ave, foram encontrados também elementos de cobre e zinco, que os investigadores acreditam terem sido importantes para a saúde do animal. (more…)

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Dinossauros tinham penas laranja, pretas e brancas 29 de Janeiro de 2010

O.K., os dinossauros tinham penas, pelo menos alguns deles, e eram mesmo aparentados com as aves. E de que cor eram as penas deles? Ninguém sabia de que cores se pintavam estes bichos, mas agora fósseis descobertos na China revelam pela primeira vez os padrões do casaco de penas de duas espécies.

O terópode “Sinosauropteryx”, um pequeno dinossauro bípede que vivia há cerca de 125 milhões de anos, tinha anéis alternados de laranja e branco, até à cauda, e a ave primitiva “Confuciusornis” tinha manchqas de branco, vermelho e castanho alaranjado ao longo do corpo. Os cientistas, que relatam esta descoberta na revista “Nature”, chegaram a estas conclusões estudando dois tipos de melanosomas, organelos de cor que estão no interior da estrutura das penas e do cabelo nas modernas aves e mamíferos, e são responsáveis pelos tons de negro, cinzento e as várias paletas de laranja e castanho.

Estas melanosomas foram descobertos em penas de numerosos fósseis de aves e dinossauros encontrados na China – onde se encontram jazidas preservadas em excelentes condições e se fizeram descobertas muito importantes para ajudar a compreender a história dos dinossauros. (more…)

 

As penas limitam o tamanho das aves? 17 de Junho de 2009

avesMais do que o peso que as impederia de levantar voo, o tamanho das aves parece estar relacionado com o tempo que demora uma muda de penas. É o que defende um artigo de especialistas do Burke Museum da Universidade de Washington publicado na revista PLoS Biology.

A primeira pergunta no comunicado divulgado ontem é: “Por que é que as aves não são maiores?”. O estudo norte-americano demonstra que a resposta está nas penas. À medida que vemos aumentar o tamanho de um animal o crescimento das penas não parece ser capaz de acompanhar o comprimento que seria necessário para um voo seguro, principalmente se tivermos em conta a necessidade de “manutenção” deste material. O que acontece é que as penas acabam por ficar “gastas” antes da esperada substituição. Não há tempo suficiente para esperar pela muda. Assim, é preciso adoptar diferentes estratégias de para diferentes tamanhos de aves. Até ao ponto em que já não há estratégia capaz de assegurar o voo.

Permanentemente expostas a raios ultravioleta e a decomposição de bactérias, as penas sofrem danos e, por isso, têm de ser substituídas com alguma periodicidade. As aves mais pequenas necessitam de um ou duas mudas anuais, durante as penas primárias (cerca de dez) fundamentais para o voo são substituídas sequencialmente, demorando cerca de três semanas cada uma. As espécies maiores recorrem a outras técnicas que podem implicar a substituição de todas as penas ao mesmo tempo ou uma grande parte delas e que envolvem um processo de dois ou mesmo três anos.

Os especialistas fizeram uma série de cálculos que incluem as variáveis do tamanho, comprimento das penas primárias e do peso da ave. Nas contas, tiveram em consideração o ritmo de crescimento das penas. Entre outras conclusões, dizem que seria necessário esperar até 56 dias para substituir um única pena primária numa ave de dez quilos. Detectadas algumas discrepâncias, os investigadores sublinham que para perceber as complexidades da engenharia de produção de penas será necessário estudar melhor a dinâmica e estrutura da zona de crescimentos destes preciosos instrumentos de voo.

Para já, os cisnes de 15 quilos serão os detentores do recorde de tamanho dos voadores. No entanto, ainda há memória de uma ave extinta que pesava aproximadamente 70 quilos chamada Argentavis que viveu na Argentina.

16.06.2009 – 14h49 PÚBLICO