BioGeogilde Weblog

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Existem alimentos que podem regenerar o fígado 14 de Março de 2011

     Nutricionistas brasileiros sugerem nutrientes e combinações.  

Ingerir excesso de álcool, exagerar na ingestão de hidratos de carbono, principalmente na forma de açúcar ou doces, consumir enchidos ou mais gordura do que o necessário são pequenas causas que têm efeito no nosso fígado.

Algumas das consequências podem ser dores de cabeça ou outro tipo de mal-estar, mas existe a possibilidade de regenerarmos esse nosso órgão que é o mais afectado pelo consumo excessivo de bebidas e alimentos impróprios. Segundo um estudo de um grupo de nutricionistas brasileiros, se consumirmos durante dois dias alguns alimentos, poderemos recuperar a saúde do nosso fígado.

Os nutricionistas sugerem até alguns alimentos e combinações para o efeito. Um dos nutrientes que tem a função de limpar o fígado é o enxofre, presente principalmente em vegetais mais escuros, como a couve, os bróculos e o agrião. Um sumo de agrião e couve pode ser tomado duas vezes ao dia e tem efeitos surpreendentes.

Aminoácidos como a leucina, encontrado em carnes magras, por exemplo, ou a cisteína da lentilha, do feijão branco e do grão-de-bico também fortalecem as enzimas que limpam o organismo e ajudam a regenerar o fígado. Um estudo já divulgado pelo Instituto Nacional de Investigação Agronómica (Inra) francês reforça que uma maior presença de leucina na alimentação contribui para reduzir a perda da massa muscular durante a velhice. (more…)

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Cocktail para os ossos 9 de Dezembro de 2010

Relatório divulga novas quantidades de cálcio e vitamina D necessárias.

Um recente estudo norte-americano precisa quais as quantidades de cálcio e de vitamina D necessárias por dia. O Instituto Americano de Medicina (NIH) é mitigado pelas virtudes daquilo que funciona contra doenças cancerígenas e cardiovasculares, atribuídas desde alguns anos à Vitamina D. O documento confirma ainda a importância do composto orgânico para o crescimento dos ossos e saúde do esqueleto.

Neste contexto, o NIH estabelece novos níveis de consumo diário de vitamina D e cálcio, sublinhando que a maioria dos norte-americanos e canadianos absorvem quantidades insuficientes na sua alimentação. As quantidades necessárias para o efeito protector destes nutrientes, no que refere doenças cardíacas e cancerígenas, ainda não são claras e é importante realizar ensaios clínicos mais rigorosos. A vitamina D, obtida através de um derivado do colesterol sob o efeito do sol sobre a pele, favorece a absorção intestinal do cálcio. O estudo conclui que os norte-americanos e canadianos precisam de 600 unidades internacionais de vitamina D por dia até aos 70 anos e de 800 a partir dessa idade. (more…)

 

Micróbio congelado pode dar pistas sobre a vida extraterrestre 16 de Junho de 2009

gronelandiaO “bichinho” chama-se Herminiimonas glaciei ou, simplesmente, H. glaciei . Durante mais de 120 mil anos esteve aprisionado no gelo da Gronelância e segundo os investigadores da equipa norte-americana dirigida por Jennifer Loveland-Curtze servirá de exemplo mostrando que tipo de formas de vida podem existir noutros planetas.

Os investigadores mostraram muita paciência na tarefa de acordar este micróbio para a vida. As amostras do pequeno exemplar – mesmo quando já consideramos as reduzidas dimensões das bactérias – terão sido “internadas” numa incubadora a dois graus celsius durante sete meses. Depois e durante os quatro meses e meio seguintes, a temperatura foi aumentada para cinco graus. Foi nessa altura que as colónias da bactéria foram vistas.

É uma ultramicrobactéria e terá sido este tamanho reduzido que a terá ajudado a sobreviver no gelo. As pequenas dimensões celulares já foram associadas a vantagens na eficiência para a obtenção de nutrientes, protecção de predadores, entre outras defesas.

A maior parte da vida na Terra consiste em microorganismos e, por isso, é possível considerar que este cenário se encontra noutros planetas. A pesquisa de microorganismos que vivem em condições extremas na Terra pode, assim, dar algumas pistas sobre o tipo de formas de vida existentes noutros locais do sistema solar, dizem os investigadores. “Estas condições extremas do frio são as melhores analogias para possíveis habitats extraterrestres”, diz Loveland-Curtze, acrescentando que as baixas temperaturas podem conservar as células e os ácidos nucleicos durante milhões de anos. Estudar este micróbio minúsculo pode ajudar a perceber como as células vivem e sobrevivem em temperaturas que podem chegar as 56 graus negativos, como pouco oxigénio, poucos nutrientes, pressões altas e pouco espaço.

H. glaciei não é prejudicial aos humanos e é uma das poucas ultramicrobactéria descritas até à data e será a única proveniente do manto de gelo da Gronelândia. A descoberta foi publicada na actual edição do “International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology”.
15.06.2009 – 17h05 PÚBLICO