BioGeogilde Weblog

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Amor: cria dependência como uma droga, mas sabe bem como o chocolate 14 de Fevereiro de 2011

A maravilhosa máquina cerebral destrói a mitologia do amor? Ainda não, talvez nunca. Mas já se sabe muito: as regiões activadas quando vemos a pessoa de quem gostamos ou os químicos libertados. E é tudo verdade: o estômago apertado, o coração acelerado, o vício, a intensidade do primeiro ano de relação. O amor é a droga. E hoje é Dia dos Namorados.

A base neurológica do amor romântico é o título insosso de um artigo científico publicado em 2000, que se propunha pela primeira vez olhar para o cérebro de 17 pessoas e ver quais as áreas que ficavam luminosas perantefotografias dos seus amados. Os investigadores Andreas Bartels e Semir Zekl, que na altura trabalhavam na University College de Londres, escolheram voluntários que diziam estar “verdadeiramente, profundamente, loucamente apaixonados” por alguém e resolveram submetê-los a uma máquina que forma imagens tridimensionais do cérebro por ressonância magnética.

Os observados eram analisados enquanto viam fotografias dos seus mais-que-tudo que iam passando entre fotografias de amigos do mesmo sexo que o/a companheiro/a. No cérebro, a afluência especial de oxigénio a determinadas regiões era registada pela máquina e denunciava pela primeira vez as redes complexas associadas ao amor e que permitem alguém dizer palavras como “verdadeiramente”, “profundamente” ou “loucamente” num contexto piroso, mas completamente justificável com um “deixa lá, ele/ela está apaixonado/a”. (more…)

 

Estudo confirma que doces podem causar dependência 3 de Fevereiro de 2011

Neurotransmissores que provocam o vício libertados com consumo de açúcar.

O vício em chocolate e noutros doces realmente existe, de acordo com investigadores do Instituto Central de Saúde Mental de Mannheim, na Alemanha, que procuraram compreender quando e por quê o açúcar pode causar dependência, da mesma forma que o álcool, o tabaco ou outras drogas.

Falk Kiefer, investigador que liderou o estudo que respondeu a estas questões, submeteu um grupo de voluntários com excesso de peso a ressonâncias magnéticas a fim de observar as suas reacções perante a exibição de imagens de doces, bolos e gelados.

Com estes testes, o cientista alemão constatou que as imagens activaram o mecanismo de compensação do cérebro em pessoas expostas às imagens de guloseimas.
Foi observada a libertação de dopamina, um neurotransmissor que estimula o sistema nervoso central e que também é conhecido como a “hormona da felicidade”, visto que proporciona a sensação de bem-estar. Segundo os investigadores, esta reacção é comparável aos efeitos causados pela droga e pelo álcool, cujo consumo também provoca a libertação deste neurotransmissor.

Foram ainda realizados testes com ratos “viciados em açúcar”. Quando privados deste componente, tiveram as mesmas reacções que roedores “alcoólicos” que deixaram de consumir álcool, como tremores, ansiedade e nervosismo. “Os processos que são libertados no mecanismo de compensação pelo açúcar são, de facto, comparáveis com o álcool e a nicotina”, assegurou o investigador Rainer Spanagel. (more…)