BioGeogilde Weblog

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Flatulências de dinossauros podem ter aquecido nosso planeta 9 de Maio de 2012

Apesar da aparência inofensiva, bovinos – como bois e búfalos – e ovinos – como ovelhas, carneiros e cordeiros – figuram como vilões quando falamos da mudança climática. Estes animais são responsáveis por mais de 20% das emissões globais de metano, segundo relatório de 2006 da Organização das Nações Unidas.

O gás, produzido durante o processo digestivo dos ruminantes, é expelido por meio de flatulências e arrotos, e tem capacidade de reter 23 vezes mais calor na atmosfera do que o dióxido de carbono.

No Brasil, que possui 203 milhões de bovinos – o maior rebanho comercial do planeta -, a fermentação entérica do gado representa 63% do total de emissões de metano da agricultura. Outros 15% são originários da fermentação entérica de outros animais.

E não seria tão diferente com os dinossauros. Segundo cientistas britânicos das Universidades de Londres, Glasgow e John Moore, no Reino Unido, as emissões expelidas pelos dinossauros saurópodes – como o Brontossauro – podem ter sido suficientes para aquecer todo o planeta, há 150 milhões de anos.

De acordo com o estudo, a população desses dinossauros ‘vegetarianos’ produzia cerca de 520 milhões de toneladas de gás por ano. (more…)

 

Até quando vamos ter água boa para beber? 24 de Abril de 2012

Equipa do CCIAM estuda as vulnerabilidades do sistema da EPAL.

A mudança climática actual já teve efeitos sobre o ambiente natural, incluindo nos recursos hídricos. Mas, mudanças ainda maiores são esperadas durante o século XXI.

Segundo uma equipa de investigadores do CCIAM (Climate Change Impacts, Adaptation and Mitigation Research Group), um grupo integrado no laboratório S.I.M (Sistemas, Instrumentalização e Modelação), Faculdade de Ciências de Lisboa, no sul da Europa, a precipitação vai muito provavelmente diminuir e os eventos extremos (incluindo inundações e secas) serão mais frequentes.

Neste contexto, este grupo de investigação ligado às alterações climáticas começou a estudar as vulnerabilidades de médio e longo prazo do sistema da EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) para a mudança climática, fornecendo assim informações para o planeamento e apoio à decisão. Intitulado «ADAPTACLIMA-EPAL», neste projecto os investigadores estão a fazer um plano estratégico de adaptação da EPAL aos cenários de alterações climáticas. Ou seja, “períodos de seca como o que estamos a sofrer agora, e já sofremos em 2003 e 2005, terão tendência a acontecer cada vez mais, com características um pouco diferentes. Por isso, modelamos esses cenários e tentamos perceber qual a melhor estratégia para a EPAL se adaptar a este clima em mudança”, explica David Avelar ao Ciência Hoje. Segundo o biólogo da equipa do CCIAM, o intuito, num sentido geral, é perceber se no futuro iremos ter água boa para beber.Desde que iniciou, em 2010, o estudo já modelou os cenários climáticos e socioeconómicos para a região da EPAL, que é toda a bacia do Tejo. Isto é, “já sabemos como é que vai ser a (more…)