BioGeogilde Weblog

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Cancro do pâncreas começa pelo menos dez anos antes de ser detectado 28 de Outubro de 2010

Se fosse possível detectar o tumor mais cedo, poderia ser extraído, como se faz com os pólipos do cólon.

O cancro do pâncreas, um dos mais letais, mata não porque comece a espalhar-se pelo organismo rapidamente, mas sim porque só causa sintomas quando já está muito avançado. A primeira mutação genética que dá origem ao cancro pode ter surgido até 11,7 anos antes – seria muito tempo para agir, se os cientistas conseguissem descobrir as lesões cedo.

A equipa de Bert Vogelstein, da Universidade of Johns Hopkins, em Baltimore (EUA) dizia ontem em dois artigos na revista científica Nature que, quando surgem as primeiras lesões, o tumor poderia ser removido – como se faz com os pólipos do cólon. Mas, para isso, seria preciso detectar o cancro numa fase inicial.

A equipa, que inclui investigadores britânicos, do Instituto Wellcome Trust Sanger e da Universidade de Cambridge, usou amostras de tecidos de tumores para, aplicando as modernas técnicas da genómica, descobrir quais as taxas de mutação dos genes das células cancerosas. Segundo os cientistas, são precisos, em média, sete anos para se formar um tumor do tamanho de uma ameixa. (more…)

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Grávida transmitiu cancro ao seu bebé no útero 14 de Outubro de 2009

grávidaDuas questões intrigavam há décadas os especialistas: podia uma mãe transmitir um cancro ao seu bebé ainda por nascer, através da placenta, como se de um contágio se tratasse? E se assim fosse, como é que as células cancerosas da mãe não eram imediatamente reconhecidas como estranhas pelo sistema imunitário do feto e eliminadas?14/10/10 PÚBLICO

O trágico caso de uma japonesa de 28 anos veio demonstrar, pela primeira vez, que uma tal transmissão é possível e resolver o enigma. A mulher, aparentemente saudável, tinha dado à luz uma menina aparentemente saudável. Porém, a mãe acabaria por morrer, um mês e meio após o parto, de uma leucemia aguda. E, passados 11 meses, a menina dava entrada no hospital com um inchaço na bochecha: um linfoma. A criança, hoje com três anos, encontra-se em remissão.

Desde meados do século XIX conhecem-se 17 casos de provável passagem de metástases da mãe para o feto, explicam Takeshi Isoda, da Universidade Médica e Dentária de Tóquio, Mel Greaves, da Universidade de Londres, e colegas, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Mas agora provou-se, escrevem, “sem qualquer ambiguidade, que o cancro do bebé é de origem materna”. (more…)