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O bilinguismo amplia a capacidade perceptiva e adia a demência 23 de Fevereiro de 2011

Um novo idioma é um desfio para o cérebro.

Foram apresentados vários estudos sobre o tema das jornadas «O que nos diz o bilinguismo sobre o nosso cérebro?», organizadas pela Associação Americana para o Avanço nas Ciências (American Association for the Advancement of Science), em Washington, que demonstram que saber duas línguas não gera confusão no cérebro. Pelo contrário, amplia a capacidade perceptiva.

Uma das investigações, realizadas por María Teresa Bajo e Pedro Macizo, da Universidade de Granada, consistiu em medir o tempo de resposta da actividade cerebral perante uma pergunta, dirigida a voluntários que dominavam o espanhol e o inglês de igual forma. Os investigadores verificaram que os bilingues são capazes de activar ambos os idiomas, ao mesmo tempo, mesmo em situações em que apenas necessitem uma língua.
Segundo um comunicado da instituição, o bilinguismo permite melhorar a atenção e a memória das pessoas, já que a treina como se de uma ginástica mental se tratasse. Segundo os avanços da investigadora Nùria Sebastián-Gallés, da Universidade Pompeu Fabra de Barcelona, por exemplo, crianças bilingues, de quatro a oito meses conseguem distinguir entre dois idiomas que não conhecem.

Perante diferentes vídeos, onde se falava francês ou inglês, idiomas desconhecidos no lar onde crescem, os investigadores conseguiram perceber se as crianças distinguiam as línguas, através das expressões faciais dos intervenientes no vídeo. Os cientistas referem que o bilinguismo amplia a capacidade perceptiva do cérebro. (more…)

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Sistema Nervoso 10 de Março de 2009

Filed under: 9ºB,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 17:35
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Cientistas suecos, em Novembro passado, descobriram que o encéfalo humano de um adulto é capaz de produzir neurónios, a partir de células totipotentes, em pelo menos numa área, no hipocampo (área de grande importância ao nível da memória e da aprendizagem). Assim, o encéfalo humano, que se repara tão pobremente por si próprio, pode na realidade exibir um grande potencial de regeneração desde que os investigadores aprendam a induzir a actividade das células totipotentes noutras áreas cerebrais.O processo de produção de neurónios consiste, primeiro, na divisão de células indiferenciadas totipotentes da camada de células granulosas do hipocampo. Seguidamente, algumas das células resultantes migram profundamente na camada de células granulosas e, então, algumas das células migradoras diferenciam-se em neurónios granulosos. Este processo de neurogénese ocorre ao longo da vida de um indivíduo no hipocampo e a esperança dos investigadores é conseguirem estimular o processo noutras partes do sistema nervoso. Este processo poderá revelar-se uma alternativa vantajoso, em medicina, comparativamente aos implantes.

Scientific American. Maio de 1999.

  Cientistas londrinos conseguiram produzir os primeiros nervos artificiais que estarão aptos a poderem ser implantados dentro de dois anos em indivíduos acidentados. Estes tubos de polímero, com cerca de 1 mm de diâmetro, poderão constituir a «ponte» entre os nervos saudáveis e os que foram danificados. A técnica envolve, juntamente com a implantação dos nervos artificiais, a injecção de células geneticamente modificadas para expressarem o Factor de Crescimento, pequenas proteínas que induzem as fibras nervosas a crescerem ao longo do tubo e a estabelecerem as ligações com os nervos na sua periferia.

Diário de Notícias, 20 Maio de 1999.