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Imagens de Marte enviadas pela sonda Curiosity 7 de Outubro de 2012

Filed under: 7ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 15:36
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A sonda Curiosity, que chegou a Marte em 6 de agosto, retomou sua exploração do planeta vermelho e está previsto que seu braço mecânico analise sua primeira rocha, informaram nesta quarta-feira encarregados da missão de dois anos.

Para os analistas, serão utilizados sobretudo dois tipos de instrumentos: a câmera “Mars Hand Lens Imagers” (Mahli) e o espectrômetro (APXS). Este último permite identificar a composição química das rochas. A câmera e o espectrômetro estão nas extremidades do braço mecânico da Curiosity.

O dispositivo também é dotado, entre as 10 ferramentas que possui, de um laser capaz de alcançar objetivos a 7 m de distância. Nos últimos dias, a Curiosity tirou centenas de fotos de três eclipses parciais do Sol, encoberto pelas duas luas de Marte.

O destino final da Curiosity é o monte Sharp, a 8 km, um trajeto que levará pelo menos três meses para percorrer, à razão de 100 m por dia, segundo a Nasa. O robô foi lançado a Marte para, eventualmente, encontrar indícios de que o planeta pôde ter sido propício para a vida microbiana no passado.

Imagens enviadas pela Curiosity:

http://www.space.com/17322-amazing-mars-photos-curiosity-rover-week-4.html?FB

http://panoramas.dk/mars/greeley-haven.html

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Ouro tem origem extraterrestre 24 de Janeiro de 2011

Impacto de asteróides deu origem a alguns metais preciosos

Quase todo o ouro que a humanidade possui ou que está a ser extraído de minas é de origem extraterrestre. Foi trazido para a Terra por asteróides  massivos que embateram no planeta no final da sua formação, há 4500 milhões de anos, sugerem os resultados de um estudo publicado na revista “Science”.  

Esta nova investigação traz fortes evidências de que o ouro, a platina e o paládio, entre outros metais, presentes no manto e na crosta da Terra, da Lua e de Marte, chegaram a tais sítios graças à queda  de objectos celestes do tamanho de mini-planetas durante a fase da formação planetária do sistema solar.  Estas colisões massivas aconteceram dezenas de milhões de anos depois do grande impacto que originou a Lua. (more…)

 

Lua de Saturno expele sal, resta saber se vem de um oceano 29 de Junho de 2009

luasaturnoSaturno encerra um novo dilema científico: Enceladus, um dos vários satélites que giram à volta do planeta, tem ou não um oceano salgado por baixo da camada de gelo que cobre o pólo sul? Não se sabe, mas há sal a sair do satélite que alimenta um dos anéis do planeta, assegura um dos dois artigos publicados hoje na revista Nature sobre este tema.

Além de Europa — uma lua de Júpiter —, Marte e Terra, está provado que Enceladus também contém água. A lua está coberta por gelo, mas no pólo sul apresenta quatro fracturas com 120 quilómetros de onde saem jactos de vapor de água com partículas de gelo, atirados a uma altitude de milhares de quilómetros e que alimentam um dos anéis de Saturno — o E, o mais exterior, difuso e com maior diâmetro.

Uma possível explicação para a origem destes jactos diz que a água provém de um oceano situado abaixo da camada de gelo. Este oceano, ao longo do tempo, teria ganho uma composição salina devido às reacções químicas que se vão dando entre a água e as rochas, como acontece com na Terra. Com esta teoria podem reunir-se as várias condições para existir um habitat compatível com a vida: uma fonte de calor causada pela força gravítica entre Saturno e Enceladus, um ambiente químico rico em compostos e finalmente água abundante — o oceano salgado.

Mas os dois artigos da Nature parecem contradizer-se. Nicholas Schneider, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, e os seus colegas, mediram através de um telescópio terrestre o espectro de emissão do sódio vindo dos jactos de Enceladus. O resultado ficou muito abaixo das concentrações esperadas para uma composição química vinda de um oceano subterrâneo salgado.

Já a equipa de Postberg, da Univesidade de Heidelberg, na Alemanha, identificou um novo tipo de partículas do anel E ricas em sódio, a partir de informação recolhida pela sonda Cassini, que tem estado em órbita de Saturno desde 2004. Estas partículas, adianta o artigo, compõem só seis por cento do gelo existente no anel, que é proveniente de Enceladus. Segundo os investigadores, as partículas ricas em sódio viriam directamente do oceano salgado, enquanto o resto do gelo, mais de 90 por cento, seria formado a partir da condensação do vapor de água dos jactos.

Uma das possibilidades é a existência de cavernas profundas com água salgada, onde a evaporação se dá lentamente e o vapor contém pouco sal. Mas ainda há muito a saber.

24.06.2009 PÚBLICO