BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Do fundo do mar até ao osso 14 de Julho de 2009

cientistasVinte anos de pesquisas em biomateriais

O ideal era que fôssemos como os lagartos, os ouriços ou as estrelas-do-mar. Que quando perdêssemos um braço, partíssemos um osso ou víssemos um cancro a devorar-nos um órgão, estes pedaços de nós voltassem a crescer. O INEB não desiste de tentar.

Celebraram 20 anos de trabalho no final do mês de Junho organizando um fim-de-semana de formação com o título: Engenharia Biomágica. A verdade é que às vezes parece magia o que tornam possível. Às vezes parece que só com magia vão conseguir fazer o que acham possível. Os investigadores do Instituto de Engenharia Biomédica (INEB) foram os primeiros a dedicar-se a esta área em Portugal e têm um lema: engenharia que vive. Foi assim que preencheram defeitos ósseos com cascas de camarão e caranguejo, fizeram próteses com titânio e um simulador de partos. Por exemplo.

No início, que como já dissemos foi há 20 anos, eram pouco mais de uma dezena de pessoas com um interesse em comum. Eram médicos, engenheiros, biólogos, investigadores que se importavam com a engenharia biomédica e que, um dia, se encontraram num congresso sobre o tema, no Porto. E o INEB começou assim sem paredes, cada um no seu departamento e sabendo que, na soma das partes, formavam um todo. Foi o primeiro grupo de investigação a trabalhar na área dos biomateriais em Portugal.

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Exposição a ruído de baixa frequência diminui produção saliva 26 de Março de 2009

A exposição ao ruído de baixa frequência pode conduzir a uma diminuição da produção de saliva, originando o aparecimento de cáries dentárias e infecções na cavidade oral e faringe, refere um estudo a que a Lusa teve hoje acesso.

4e88ebce-fe52-bb41-cf01fb8e4046a974A investigação, realizada por Pedro Oliveira, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), conclui que a exposição ao ruído de baixa frequência tem efeitos nocivos na maior glândula salivar, a glândula parótida, o que pode conduzir a uma diminuição da produção de saliva.

Esta situação pode, segundo as conclusões deste trabalho, causar maior vulnerabilidade ao aparecimento de cáries dentárias e a uma maior frequência de infecções na cavidade oral e na faringe.

Os ruídos de baixa frequência, abaixo dos 500 hertz, apesar de poderem ser notados pelo ouvido na maioria dos casos, não parecem incomodar, mas geram uma reacção do organismo em casos de exposição prolongada.

Depois de estudos científicos terem identificado que o ruído de baixa frequência, associado à doença vibro-acústica, afecta órgãos como o coração, os pulmões ou o estômago, a investigação realizada por Pedro Oliveira, no quadro da sua tese de doutoramento, prova que este tipo de poluição ambiental também provoca efeitos nocivos na glândula parótida.

O ruído de baixa frequência, que está presente em diversos ambientes profissionais e residenciais, é uma forma de energia mecânica que atinge os corpos sob a forma de uma onda de pressão sonora que se transmite pelo ar.

O trabalho realizado no ICBAS conclui que este tipo de ruído origina a destruição da glândula parótida, conduzindo a uma redução da produção de saliva, que é um importante elemento de defesa das estruturas orais.

                                                                                                          25 de Março de 2009, In Diário Digital / Lusa