BioGeogilde Weblog

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Clonada primeira cabra para produção de lã de alta qualidade 20 de Março de 2012

O animal clonado e baptizado de Noori nasceu saudável e com 1,3 quilos.

Uma equipa de cientistas indianos, liderada por Riaz Ahmad Shah, clonaram com sucesso, e pela primeira, vez uma cabra hircus que produz lã de alta qualidade pashmina, muito apreciada para a confecção de roupas e acessórios.

O animal clonado e baptizado de Noori nasceu saudável e com 1,3 quilos, no dia 9 de Março em Kashmir, na Índia. De acordo com um comunicado, o embrião foi implantado e desenvolveu-se no útero de uma outra fêmea, que funcionou como uma “mãe de aluguer”. A técnica levou dois anos até ter sucesso.

Entretanto, a Noori já ganhou o peso e conta com cinco quilos. O animal já está reunido com mais de duas dúzias de outras cabras pashminas, no laboratório de Alastaingh, com o objectivo de produzirem lã de alta qualidade.A clonagem foi recebida como boa notícia em zonas de grande altitude, como em Ladakh (a região mais fria do estado), onde se encontram estes animais para produção de fibras de boa qualidade. Agora, com a Noori espera-se que a lã pashmina possa ser produzida em zonas mais baixas, como o vale de Kashmir, com a qualidade pretendida. (more…)
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Estudo dos lagos nos Himalaias quer medir risco de inundações 24 de Junho de 2009

HimalaiasAlterações Climáticas afectam as montanhas mais altas do mundo

Um grupo de investigadores começou a estudar os lagos formados pelo degelo dos glaciares dos Himalaias para obter dados sobre o risco de inundações que estas massas de água podem provocar. O primeiro a ser estudado foi o Imja na região do Evereste. A investigação ainda vai no início mas já se notam mudanças que podem estar associadas às alterações climáticas.O gelo dos Himalaias alimenta a rios asiáticos importantes como o Ganges ou o Indo. Estudos anteriores feitos a partir de simulações informáticas mostram que estes rios podem aumentar de tamanho provocando inundações devido ao degelo causado pelas alterações climáticas.

“A área do lago tem vindo a ficar maior e há algumas mudanças nas extremidades das moreias [locais onde se acumulam depósitos]”, disse à BBC News Pradeep Mool, um dos especialistas do International Centre for Integrated Mountain Development (ICIMOD). O instituto, que também é responsável por este estudo, é formado por oito países asiáticos da região dos Himalaias e dedica-se a investigar o impacto que a cordilheira pode ter nas populações humanas locais. O investigador acrescentou que o aumento do tamanho do lago não é alarmante.

O Imja situa-se a cinco mil metros de altitude, nasceu no final dos anos de 1950 devido ao descongelamento de um glaciar. O lago foi o primeiro a ser visitado, em Maio. Seguem-se outros do Nepal. “Começámos pelo Nepal, mas pretendemos estender os estudos para outros países que ficam nos Himalaias”, disse à BBC News Arun Bhakta Shretha, um especialista em alterações climáticas também do ICIMOD. “Esta é parte de uma avaliação regional das inundações que estes lagos podem causar”, referiu.

As alterações climáticas estão por trás desta preocupação. Há 20 anos que não existe uma monitorização no local da evolução dos lagos da cordilheira. Todos os dados que têm sido fabricados foram a partir de simulações informáticas ou através de registos de satélites. Estes estudos mostram por exemplo que a temperatura média das montanhas tem aumentado 0,06 graus célsius por ano.

Só na região do Nepal, dos 3300 glaciares que existem, 2300 têm lagos. Nos últimos 70 ano, ocorreram 30 inundações causadas pelo galgar das águas destes lagos. Appa Sherpa, um sherpa que já fez 19 viagens ao Evereste, conta que viu água líquida acima dos oito mil metros, durante a última escalada em Maio. “Fiquei chocado ao ver água líquida a essa altitude, nunca vira nada sem ser neve e gelo.”

Segundo Arun Bhakta Shretha o objectivo do estudo é compreender os riscos a partir de um olhar que abrange os aspectos físicos, económicos e sociais. “Estamos a tentar ligar a ciência, a política e a atenção do público para que as nossas descobertas sejam úteis para a sociedade.”

A longo prazo, os cientistas defendem que os rios podem secar quase totalmente durante a época seca, devido ao retrocesso contínuo dos glaciares, deixando milhões de pessoas sem água na região. Estes estudos poderão ajudar a estimar quando é que isto pode vir a ocorrer.

23.06.2009 –  PÚBLICO