BioGeogilde Weblog

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Austrália classifica coala como espécie vulnerável 1 de Maio de 2012

O coala foi classificado nesta segunda-feira como uma das espécies a proteger em várias regiões da Austrália, onde a sua sobrevivência está ameaçada pela urbanização, atropelamentos ou doenças, anunciou o Governo.

As populações de coalas (Phascolarctos cinereus) das províncias de Nova Gales do Sul, Queensland e da região em redor da capital, Camberra, foram classificadas entre as espécies “vulneráveis”. Esta é a categoria inferior à categoria “em perigo”, segundo a lista da União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN). Segundo a estação australiana ABC, as populações de coalas das duas primeiras regiões registaram reduções de 40% nos últimos 20 anos; hoje já não existem coalas em estado selvagem perto de Camberra.

“O coala é o símbolo da Austrália e tem um lugar especial no nosso país”, disse o ministro do Ambiente, Tony Burke. O Governo anunciou ainda a criação de um fundo para apoiar investigações sobre o habitat do animal.

O pequeno marsupial, espécie endémica australiana, está a sofrer com a redução do seu habitat nas regiões mais densamente povoadas, segundo um relatório oficial de 2011. Antes da chegada dos colonos britânicos, em 1788, eram vários milhões os coalas a viver na Austrália. Mas, nos anos 1920, foram mortos pelo seu pêlo e as populações diminuíram drasticamente, especialmente nas regiões do Sul. A indignação popular pôs fim à carnificina. Mas a urbanização do país tornou-se uma nova ameaça. Hoje deverão existir apenas 40.000 coalas.

Ainda assim, nas províncias de Victória e Austrália do Sul, as populações são consideradas excessivas e “devem ser controladas”, disse Tony Burke.

30.04.2012 Público

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Elefantes sabem como cooperar 8 de Março de 2011

Uma nova experiência científica revelou que os elefantes sabem quando precisam da ajuda de um companheiro. Segundo a BBC, os investigadores puseram dois parquidermes em frente a uma plataforma à qual só podiam aceder se os dois puxassem por duas cordas. A aparente capacidade de compreensão de que precisam de cooperar prova que os elefantes pertencem ao “grupo de elite” dos animais inteligentes, defendem os cientistas, cujo estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

 O coordenador do estudo, Joshua Plotni, da Universidade de Cambridge, em Inglaterra, disse ser muito importante conseguir-se avaliar o comportamento dos elefantes com todo este detalhe. “É tão difícil trabalhar com elefantes por causa do seu tamanho”, sublinhou. “Vemo-los fazer coisas espantosas em estado selvagem, mas com esta experiência podemos, de facto, confirmar que eles estavam a cooperar um com o outro”, enfatizou.

 Os elefantes asiáticos (Elephas maximus) utilizados neste teste científico já tinham sido ensinados que ao puxarem pela ponta da corda, a plataforma chegava até eles e que esta continha comida. A corda foi colocada em volta da plataforma, o que significava que, se puxassem apenas por uma ponta, a plataforma não de deslocaria. Mas se cada um dos elefantes puxasse a sua ponta, a plataforma chegaria até eles com as iguarias. (more…)

 

Descobertas novas espécies de vermes marinhos que lançam bombas bio-luminescentes 21 de Agosto de 2009

CoverPoss3Artigo publicado na “Science”
Um grupo de investigadores descobriu sete espécies que vivem nas profundidades oceânicas e que pertencem a um novo grupo de poliquetas, primos marinhos das minhocas. Muitas delas têm uma habilidade especial: lançam bolas verdes que brilham no escuro para, teorizam os investigadores, defenderem-se dos predadores.

A descoberta foi publicada num pequeno artigo na “Science”, por um grupo de investigadores do Scripps Institution of Oceanography, em São Diego, na Califórnia. Os vermes foram vistos pela primeira vez por aparelhos controlados remotamente que mergulharam a profundidades entre os 1800 e 3700 metros no Oceano Pacífico.

As sete novas espécies que pertencem aos anelídeos ( vermes com segmentos repetidos ao longo do corpo, que normalmente têm muitos pares de patas, onde se incluem as minhocas), têm entre os 1,8 e 9,3 centímetros e foram todas colocadas num novo género chamado Swima. A única espécie que já tem nome chama-se Swima bombiviridis, devido à capacidade de lançar bombas verdes. (more…)

 

Uso de ferramentas por primatas não-humanos alarga limites da arqueologia 6 de Agosto de 2009

chimpanzeeEvolução

 

 Uma equipa científica de que faz parte uma portuguesa propõe o alargamento da arqueologia ao estudo das ferramentas usadas por primatas não humanos e a criação de uma nova disciplina dedicada à evolução nessa área. 

Num estudo publicado na revista “Nature”, os investigadores consideram que a arqueologia de primatas, a nova disciplina, é essencial para conhecer melhor as origens das tecnologias e da cultura material, e a importância do uso das ferramentas na ordem primatas, disse à Lusa a co-autora Susana Carvalho.

 

chimpanzee1A arqueóloga portuguesa está actualmente na Universidade de Cambridge (Reino Unido) a fazer um doutoramento em arqueologia de chimpanzés, tendo para isso estudado a utilização de ferramentas de pedra por estes primatas em Bossou, na República da Guiné, e comparado utensílios simples usados para partir nozes com as primeiras indústrias de pedra conhecidas de hominídeos.

“A arqueologia foi sempre vista como a ciência que estuda a cultura material em humanos”, disse Susana Carvalho. “Agora, a partir da investigação que decorre na Guiné-Conacri, com chimpanzés, e no Brasil, com macacos capuchinhos, é necessário alargar essa noção de arqueologia a todas as culturas de primatas, investigando o seu uso passado e actual de ferramentas em habitat natural”, frisou. (more…)

 

Lua de Saturno expele sal, resta saber se vem de um oceano 29 de Junho de 2009

luasaturnoSaturno encerra um novo dilema científico: Enceladus, um dos vários satélites que giram à volta do planeta, tem ou não um oceano salgado por baixo da camada de gelo que cobre o pólo sul? Não se sabe, mas há sal a sair do satélite que alimenta um dos anéis do planeta, assegura um dos dois artigos publicados hoje na revista Nature sobre este tema.

Além de Europa — uma lua de Júpiter —, Marte e Terra, está provado que Enceladus também contém água. A lua está coberta por gelo, mas no pólo sul apresenta quatro fracturas com 120 quilómetros de onde saem jactos de vapor de água com partículas de gelo, atirados a uma altitude de milhares de quilómetros e que alimentam um dos anéis de Saturno — o E, o mais exterior, difuso e com maior diâmetro.

Uma possível explicação para a origem destes jactos diz que a água provém de um oceano situado abaixo da camada de gelo. Este oceano, ao longo do tempo, teria ganho uma composição salina devido às reacções químicas que se vão dando entre a água e as rochas, como acontece com na Terra. Com esta teoria podem reunir-se as várias condições para existir um habitat compatível com a vida: uma fonte de calor causada pela força gravítica entre Saturno e Enceladus, um ambiente químico rico em compostos e finalmente água abundante — o oceano salgado.

Mas os dois artigos da Nature parecem contradizer-se. Nicholas Schneider, da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, e os seus colegas, mediram através de um telescópio terrestre o espectro de emissão do sódio vindo dos jactos de Enceladus. O resultado ficou muito abaixo das concentrações esperadas para uma composição química vinda de um oceano subterrâneo salgado.

Já a equipa de Postberg, da Univesidade de Heidelberg, na Alemanha, identificou um novo tipo de partículas do anel E ricas em sódio, a partir de informação recolhida pela sonda Cassini, que tem estado em órbita de Saturno desde 2004. Estas partículas, adianta o artigo, compõem só seis por cento do gelo existente no anel, que é proveniente de Enceladus. Segundo os investigadores, as partículas ricas em sódio viriam directamente do oceano salgado, enquanto o resto do gelo, mais de 90 por cento, seria formado a partir da condensação do vapor de água dos jactos.

Uma das possibilidades é a existência de cavernas profundas com água salgada, onde a evaporação se dá lentamente e o vapor contém pouco sal. Mas ainda há muito a saber.

24.06.2009 PÚBLICO

 

Osmorregulação 25 de Maio de 2009

 

Bióloga portuguesa descobre duas novas espécies de insectos 24 de Março de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 18:53
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trechus_machadoiDuas novas espécies de escaravelhos, até aqui desconhecidas mundialmente, foram descobertas pela bióloga portuguesa Sofia Reboleira em grutas da Serra d´Aire e Candeeiros, o único habitat destes insectos que se conhece em todo o mundo.

«Só se conhecia uma espécie de escaravelho cavernícola do maciço calcário estremenho [característico da Serra d´Aire e Candeeiros] e passamos a conhecer três», afirmou à agência Lusa a bióloga e espeleóloga da Universidade de Aveiro, Sofia Reboleira.

No âmbito da realização da sua Tese de Mestrado, a cientista desceu a cerca de cem metros de profundidade e foi surpreendida com a descoberta de dois novos escaravelhos que habitam exclusivamente no subsolo das grutas da Serra d´Aire e Candeeiros.

«Só existem numa parte daquelas grutas e em mais lado nenhum do mundo», frisou.

Sofia Reboleira explicou tratar-se de «espécies em vias de extinção«, uma vez que pelo facto de estarem confinadas a um único habitat têm uma «população extraordinariamente reduzida« e são muito «sensíveis à poluição e às alterações do habitat».

Por outro lado, «não sobrevivem» à superfície e «apenas se reproduzem no interior das grutas», fazendo depender dessa condição de isolamento e privação da luz algumas das suas características, como o aspecto despigmentado ou os olhos reduzidos, a que a própria evolução da espécie os conduziu.

As três espécies de escaravelhos, que se distinguem pelas características genitais do macho, provêem contudo de uma espécie ancestral comum que se foi reproduzindo, criando diferenças que deram origem a novas espécies.

As duas novas espécies do escaravelho do maciço calcário estremenho vão ser pela primeira vez divulgadas à comunidade científica mundial, num artigo que irá ser publicado em Maio numa revista alemã da especialidade.

A descoberta remonta ao ano de 2007, altura em que a revista National Geographic publicou um artigo sobre o trabalho de campo desenvolvido pela bióloga no âmbito da tese de mestrado (no Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro), que veio a apresentar em Dezembro do mesmo ano, sob a orientação científica dos docentes Fernando Gonçalves, do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro, e Artur Serrano, da Faculdade de Ciências de Lisboa.

                                                                                                      24 de Março de 2009, In Diário Digital / Lusa