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Datação Relativa 3 de Março de 2011

Filed under: Uncategorized — Prof. Cristina Vitória @ 09:10
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A datação relativa apoia-se no estudo dos fósseis e dos estratos para datar rochas. Todavia só os fósseis que se distribuem em intervalos de tempo curtos, na História da Terra, tendo ampla distribuição geográfica é que permitem essa datação. A esses fósseis dá-se o nome de fósseis de idade.

Datação relativa – Método de calcular a idade das formações geológicas ou de certos acontecimentos relativamente à idade de outras formações ou acontecimentos.

Estratos – Camadas sobrepostas paralelas formadas por sedimentos que se distinguem pela diferença de espessura, pelas dimensões ou pela coloração dos materiais.

Fóssil de idade – Fóssil que permite a datação de rochas, pois corresponde a espécies que viveram durante curtos intervalos de tempo e ocuparam áreas dispersas por muitas zonas da terra. São fósseis de idade as trilobites, que viveram apenas no Paleozóico e as amonites, que viveram no Mesozóico.

Princípio da identidade paleontológica – estratos com fósseis do mesmo tipo têm a mesma idade.

O método da datação relativa baseia-se, não só nas informações dadas pelos fósseis, como também em outros dois princípios fundamentais: o princípio da horizontalidade inicial, segundo o qual, se não houver nenhuma perturbação, a sedimentação se realiza regularmente, formando camadas geralmente paralelas e horizontais designadas por estratos, e o princípio da sobreposição dos estratos, segundo o qual cada estrato é mais antigo do que aquele que o recobre.

 

Fóssil ajuda a perceber como as cobras deixaram de ter patas 8 de Fevereiro de 2011

O fóssil de uma cobra que viveu há 95 milhões de anos ajudou uma equipa de investigadores a compreender melhor como é que estes animais perderam as patas e a traçar a sua origem, segundo um estudo publicado hoje na revista “Journal of Vertebrate Paleontology”.

Apenas são conhecidos três espécimes de cobras fossilizadas com ossos de patas bem preservados. A Eupodophis descouensi, a cobra estudada por esta equipa de investigadores – liderada por Alexandra Houssaye, do Museu de História Natural de Paris –, foi encontrada há dez anos no Líbano.

Com um comprimento total de 50 centímetros, o fóssil revela uma pequena pata traseira com cerca de dois centímetros, junto à pélvis do animal. Apesar de o fóssil mostrar apenas uma pata à superfície, uma segunda pata está escondida na rocha, conforme o revelou um exame feito com recurso a uma nova tecnologia de radiação electromagnética.

“Este fóssil é crucial para compreender a evolução das cobras, dado que representa um estádio evolutivo intermédio, quando as cobras antigas ainda não tinham perdido totalmente as patas que herdaram de lagartos antigos”, explicam os autores do estudo, em comunicado. (more…)

 

Cientistas descobrem fóssil de girassol com 50 milhões de anos 26 de Setembro de 2010

Filed under: 11ºAno — Prof. Cristina Vitória @ 17:48
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Uma equipa de cientistas acredita que o girassol surgiu há 50 milhões de anos na América do Sul, depois da descoberta de um fóssil muito bem preservado, na Patagónia, revela a revista “Science”.

O fóssil foi encontrado em 2002 em rochas ao longo do rio Pichileufu, na Patagónia, Sul da Argentina durante uma “caça aos fósseis” por amadores, explica a revista “Nature” online.

A descoberta sugere que a família Asteracaea – da qual fazem parte o girassol, o dente-de-leão, crisântemo, alface e a margarida – apareceu há 50 milhões de anos, mais cedo do que se pensava, na região onde hoje é a América do Sul.

Segundo o jornal “Daily Mail”, os fósseis que tinham sido encontrados até agora consistiam apenas em alguns grãos de pólen. Ainda assim, estes registos permitiram saber que esta família teve origem num antecessor comum com outras duas famílias – Goodeniaceae e Calyceraceae – que se desenvolveu naquilo que hoje é a Antárctida. Quando a Antárctida começou a arrefecer, este tronco comum migrou para a Austrália e América do Sul. Num período entre há 56 e 23 milhões de anos, este tronco comum subdividiu-se.

A descoberta – coordenada pela paleobióloga Viviana Dora Barreda, do Museu das Ciências Naturais da Argentina, em Buenos Aires – oferece “provas evidentes da família dos girassóis num estádio ainda muito primitivo da sua diversificação”, escreve também na revista “Science” o botânico Tod Stuessy, da Universidade de Viena. (more…)

 

Descobertos pêlos de mamífero conservados em âmbar com 100 milhões de anos 15 de Junho de 2010

Os pêlos de mamífero a três dimensões mais antigos foram encontrados num fóssil de âmbar. Com 100 milhões de anos, estes pêlos pertenceram a uma espécie que viveu ao lado dos dinossauros.

A descoberta foi feita no sudoeste de França, no âmbar, juntamente com os pêlos, ficou também preservado uma pupa de moscas. O âmbar foi produzido no período Cretácico, que decorreu entre os 145 milhões de anos e 65 milhões de anos, quando os dinossauros foram pulverizados da Terra.

Conhecem-se pêlos fossilizados do Jurássico, o período anterior. “Temos impressões de pêlo a duas dimensões, tão antigas como o Jurássico Médio”, disse citado pela BBC News Romain Vullo, da Universidade de Rennes, em França, que estudou os pêlos. “No entanto, os pêlos carbonizados dão muito menos informação sobre a estrutura do que os pêlos a três dimensões, preservados em âmbar”, explicou Vullo. (more…)

 

Fóssil comum a todos os mamíferos descoberto em Moçambique 29 de Janeiro de 2010

Ricardo Araújo e Rui Castanhinha partiram numa aventura a Moçambique, no Verão passado, com uma ideia fixa: encontrar o primeiro dinossauro daquele país. Saiu-lhes na rifa algo ainda mais antigo e raro, que agora revelaram: o fóssil de um antepassado comum a todos os mamíferos, com 250 milhões de anos, quando ainda faltavam 30 milhões de anos para aparecerem os primeiros dinossauros.

Tanto Ricardo Araújo (24 anos) como Rui Castanhinha (27 anos) estavam prestes a entrar numa nova fase da vida. O primeiro ia começar o mestrado em paleontologia na Universidade Metodista do Sul, no Texas (Estados Unidos); o segundo, o doutoramento no Instituto Gulbenkian de Ciência, em Oeiras. Estavam ambos a colaborar, tal como agora, com o paleontólogo Octávio Mateus, do Museu da Lourinhã, e antes da nova fase nada melhor do que uma expedição científica em África. “Eu e o Rui tínhamos decidido cometermos a loucura de partir para Moçambique para descobrir o primeiro dinossauro do país”, conta Ricardo Araújo. (more…)

 

Fósseis 3 de Novembro de 2008

Filed under: Uncategorized — Prof. Cristina Vitória @ 13:36
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Aqui estão mais alguns videos muito interessantes sobre a fossilização.