BioGeogilde Weblog

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Afinal, terá sido o metano que causou a extinção da vida marinha 24 de Julho de 2011

A extinção de cerca de 90 por cento das espécies marinhas e de 70 por cento dos vertebrados ocorrida há 201 milhões de anos terá sido causada, não pelo incremento da actividade vulcânica, mas graças à libertação de uma enorme quantidade de metano na atmosfera, conclui um estudo publicado hoje na revista Science.

Um grupo de investigadores coordenado por Micha Ruhl, da Universidade de Utrecht, na Holanda, defende que a destruição da vida marinha que aconteceu durante o período geológico, altura em que se deu a fragmentação da Pangeia – e que a comunidade científica atribui a alterações de clima – correspondeu antes à libertação de metano para a atmosfera, seguida de uma alteração climática.

Até agora, os estudos apontavam a actividade vulcânica como a causa das alterações de clima que levaram à extinção maciça de espécies marinhas. Teoria que é posta, agora, em questão. De acordo com os investigadores, a libertação de toneladas de metano – um hidrocarboneto em forma de gás incolor – aconteceu durante dez mil a 20 mil anos, durante a extinção da vida marinha no final do período Triásico. (more…)

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Viagem ao Mundo das Trilobites 3 de Março de 2011

Filed under: 11ºAno,12º Ano — Prof. Cristina Vitória @ 20:15
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O parque icnológico de Penha Garcia em Idanha-a-Nova, é uma  jazida única em todo o mundo, preserva artrópodes – trilobites, extintos há 250 milhões de anos.

 

Rinocerontes-de-java filmados num novo vídeo 2 de Março de 2011

O Fundo Mundial da Natureza revelou esta segunda-feira um novo vídeo de dois rinocerontes-de-java. Esta espécie é uma das espécies de mamíferos mais perto da extinção.

O vídeo, do Parque Nacional de Ujung Kulon, na Indonésia, foi filmado com uma câmara que é activada por movimento, entre Novembro e Dezembro, e mostra um rinoceronte e uma cria na floresta.

“Os vídeos são óptimas notícias para os rinoceronte-de-java e provam que eles estão a reproduzir-se em Ujung Kulon”, disse Eric Dinerstein em comunicado, cientista da WWF dos estados unidos.

No entanto, o cientista realçou que a espécie está longe de estar salva. Pensa-se que existam cerca de 40 indivíduos, todos nesta ilha. “Não existe rinocerontes-de-java em cativeiro – se os perdermos na selva, perdemo-los todos.”

Os rinocerontes-de-java já estiveram muito disseminados por todo o Sudeste asiático. Hoje só se encontram neste parque natural e continuam vulneráveis à caça ou a fenómenos naturais como uma erupção vulcânica.

PÚBLICO 28/02/11

 

O Grant Museum de Londres guardava meio dodo numa caixa 22 de Fevereiro de 2011

Que aquela que é uma das mais antigas colecções de história natural britânica guarde histórias por contar até nem surpreende. Mas os responsáveis do Grant Museum, no University College de Londres, não pensaram que, misturados numa caixa de madeira com ossos de crocodilo, fossem encontrar ossos de dodo, a misteriosa ave das Maurícias, extinta no século XVII.

Naquela caixa de madeira do Grant Museum havia de tudo, descreve o Guardian. Os investigadores que estão a tratar do levantamento do espólio do velho museu, que vai mudar de instalações dentro do University College, encontraram uma colecção de toupeiras bebé embalsamadas, o crânio de um suposto exemplar gigante de veado, que afinal académicos da instituição trouxeram da parede de um bar irlandês, e muitos ossos de crocodilo. Pelo menos estava assim identificados, como sendo de crocodilo. A surpresa foi quando se aperceberam que nem todos eram de crocodilo e que entre a colecção estavam muitos ossos de um dodo, metade de um exemplar, diz o Guardian.

“Não é assim tão surpreendente que tivessem sido guardados juntos. De facto há mais em comum entre crocodilos e aves do que possamos pensar. Foi um erro compreensível”, disse Jack Ashby, da comunicação do museu. (more…)

 

A Espécie Conhecida com mais ADN é uma Planta Japonesa 8 de Outubro de 2010

A Paris japonica é uma planta para o jardineiro paciente. Para obter um exemplar com 80 centímetros, é preciso um ambiente húmido, sem sol directo, com muitos nutrientes e uma paciência de santo – depois de plantada, o caule pode demorar até quatro anos a despontar. A planta é exigente e isso pode estar associado aos 152,23 picogramas (um picograma é um bilionésimo de um grama) de ADN que cada célula tem. Uma quantidade enorme, 50 vezes maior do que cada célula humana carrega, que é apenas de três picogramas.

“Algumas pessoas podem questionar-se que consequência tem um genoma tão grande e se realmente importa uma espécie ter mais ADN do que outra”, disse Ilia Leitch, investigadora do jardim de Londres Kew Gardens. “A resposta é um ‘sim’ – um grande genoma aumenta o risco de extinção”, disse. (more…)

 

Em 2050 as plantas começarão a florir ainda no Inverno 10 de Setembro de 2009

PrimaveraNovo estudo prevê chegada da Primavera um mês antes

Dentro de 40 anos, o Inverno vai deixar de ser branco. Pereiras e cerejeiras, ranúnculos e gerânios deverão começar a florir no final de Janeiro, quando a estação do frio ainda não terminou. Pelo menos oficialmente. Um novo estudo concluiu que em 2050, a Primavera vai chegar um mês mais cedo do que é tradicional.

Malcolm Clark, da Universidade Monash (Austrália), e Roy Thompson, da Universidade de Edimburgo, olharam com atenção para os registos das plantas dos Reais Jardins Botânicos de Edimburgo (RGBE) desde 1850 e para os registos meteorológicos relativos a Edimburgo desde 1775. O seu estudo, noticiado hoje pelo jornal “The Guardian”, conclui que o “calendário botânico” já mudou para inúmeras espécies de plantas da colecção do RGBE, recolhidas ao longo de 150 anos em vários pontos do globo. Hoje, as plantas estão a florescer mais cedo porque as temperaturas estão, lentamente, a aumentar. Em zonas marítimas, por cada aumento de 1 grau Célsius, as plantas podem florir 16 dias antes. A culpa, dizem, é da subida das temperaturas médias das águas dos oceanos. (more…)

 

Extinção ameaça um terço dos tubarões de alto mar 2 de Julho de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 20:48
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tubarao2Um terço das espécies de tubarão de alto mar – como o grande tubarão-branco e o tubarão-martelo – está ameaçado de extinção. A sobre-pesca é a principal razão, segundo um estudo publicado hoje pela UICN (União Mundial para a Conservação).

Das 64 espécies oceânicas de tubarões e raias estudadas pela UICN, 32 por cento estão ameaçadas de extinção.

“Apesar de as ameaças serem cada vez maiores, os tubarões continuam praticamente sem protecção em alto-mar”, lamentou a co-autora do estudo Sonja Fordham, da Shark Alliance, num comunicado da UICN. Esta especialista pede, assim, um “plano de protecção internacional e coordenado”.

Os tubarões são capturados pela sua carne e barbatanas, especialmente na Ásia. Os autores do relatório denunciam, em especial, a prática conhecida como “finning”, que consiste em cortar as barbatanas aos tubarões e rejeitar ao mar o resto do corpo.

“O nosso relatório demonstra um grave problemas de sobre-pesca destas espécies, nas águas nacionais e internacionais, e uma clara necessidade de acção imediata a uma escala global”, acrescentou Fordham.

Além das medidas de protecção, o Grupo de Investigação sobre Tubarões, da UICN, exige um aumento dos investimentos na investigação para acompanhar melhor a evolução das populações de tubarões nos diferentes oceanos do planeta.

Todos os anos são capturados cem milhões de tubarões e várias espécies viram as populações diminuir durante a última década, segundo o Fundo Internacional para a Protecção dos Animais (IFAW).
25.06.2009 –  PÚBLICO