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Dicas que podem ajudar a ter um melhor desempenho nos exames 18 de Junho de 2011

Muito do que se faz em época de exames acaba por ajudar pouco e pode até prejudicar muito. Para evitar mais erros e garantir uma melhor prestação, relembramos aqui os conselhos que nos foram sendo transmitidos pelo agora ex-responsável do Gabinete de Avaliação Educacional; Carlos Pinto Ferreira, pela psicóloga clínica Lara Alves e pelo coordenador do gabinete de apoio ao aluno de um instituto do ensino superior, Ricardo Carvalho.

Adeus a alguns hábitos dominantes:

– Para estudar é preciso calma e concentração. Por isso, os estudantes devem excluir outras actividades enquanto estudam, como por exemplo ver televisão, trocar SMS ou mensagens via MSN.

– As directas são inimigas do cérebro

– O consumo de estimulantes, café incluído, só parece que ajuda, mas na prática acaba por prejudicar mais. Nomeadamente impede que os períodos de repouso se cumpram sem sobressaltos.

– Estudar durante muito tempo e até muito tarde não ajuda a capacidade de reflexão e de memorização

– Estudar na véspera do exame pode baralhar mais do que ajudar. A falta de tempo é geradora de mais ansiedade e insegurança. Com este sprint final também ficarão mais cansados, podendo assim prejudicar a prestação no exame.

– Deve-se parar de estudar cerca de uma hora antes de ir para a cama. Ouvir música, tomar um banho, ver um pouco de televisão são actividades que podem ajudar a “cortar”. O cérebro não é como um interruptor, que pode simplesmente desligar-se

Antes dos exames (preparação):

– Os estudantes devem fazer os seus próprios apontamentos. Não basta ficar a olhar para os livros e esperar que, por milagre, a matéria se transfira automaticamente para o cérebro. Resumir, sublinhar e escrever por palavras próprias ajuda à concentração, à sistematização e à memorização

– Fazer esquemas da matéria, com palavras-chave, pequenas frases e ligações entre conceitos ajuda a sistematizar e a organizar conhecimentos, o que é fundamental para uma boa prestação.

– Aproveitar o estudo para exames para treinar a expressão escrita

– Para testar conhecimentos adquiridos, recorrer a enunciados de exames de anos anteriores.

– A sessão do dia deve começar por uma revisão da matéria estudada na véspera

Nos exames:

– Reconfirmar sempre a data, a hora e o local do exame. Deixar todo o material preparado na noite anterior para evitar momentos de pânico e atrasos.

– Fazer exercícios respiratórios antes e durante a prova ajuda a acalmar. Basta fechar os olhos e respirar calma e profundamente 10 vezes

– Evitar conversas que sejam fonte de perturbação.

– Evitar perguntas sobre a matéria nos momentos antes de entrar para o exame, porque só provocará mais ansiedade e confusão.

– Não comer demasiado antes do início da prova, nem fazer esta de estômago vazio

– Se a mesa onde se está a fazer o exame abanar, pedir para trocar ou então colocar um calço debaixo da perna da mesa antes de começar a prova.

– Ler, com atenção, todo o enunciado até se perceber com certeza o que é pedido. São muitos os alunos que não lêem as questões até ao fim ou que as treslêem, respondendo a perguntas que não foram postas ou perdendo tempo com demonstrações que ninguém pediu

– Fazer primeiro as perguntas em que se está mais bem preparado.

– Não desistir de imediato só porque as perguntas não soam familiares. Tentar antes identificar o que de facto é pedido porque na maioria dos casos as questões dos exames dizem respeito a matéria que foi ensinada.

– Fixar duas ou três palavras-chave para cada resposta, já que este exercício pode ajudar a “activar” os conhecimentos adquiridos e a não esquecer partes que sejam essenciais.

– Evitar que a mão escorregue para a escrita tipo SMS. É frequente, mas conta como erro ortográfico.

– As respostas devem ser escritas com clareza e com princípio, meio e fim, evitando também as frases muito longas. Várias vezes o motivo de uma classificação mais fraca prende-se com problemas na expressão escrita.

– Quando há pouco tempo, mais vale entregar o exame tal como está em vez de rever a prova. Muitas vezes, à última hora, são alteradas respostas a que antes, com mais calma e menos cansados, os alunos tinham respondido de forma correcta.

Público 07/06/10

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Desflorestação mantém a Amazónia pobre 12 de Junho de 2009

 
 amazoniaEstudo mostra ausência de desenvolvimento sustentado
 
A desflorestação da Amazónia é como uma onda. Quando está no seu auge, até melhora as condições de vida locais. Mas depois que passa, volta tudo a ficar como estava: pobre. Esta é o principal resultado de um estudo hoje divulgado na revista Science, liderado por uma investigadora portuguesa.

Foi a primeira vez que a bióloga Ana Rodrigues – ligada ao Instituto Superior Técnico, à Universidade de Cambridge (Reino Unido) e ao Centro de Ecologia Funcional e Evolutiva (França) – se debruçou sobre o tema da Amazónia. “É um bom sistema de estudo”, afirma Ana Rodrigues, cuja principal área de investigação são as relações entre o desenvolvimento e a biodiversidade. “Ali, o desenvolvimento está a acontecer muito rapidamente”, justifica.

O estudo hoje publicado – em co-autoria com investigadores do Imperial College de Londres e da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazónia, no Brasil – apresenta um retrato espacial do nível de vida de 286 municípios da região, em função do grau e intensidade da desflorestação.

Imagens de satélite permitiram classificar os municípios em sete categorias. Num extremo estão aqueles com floresta praticamente virgem. No outro, aqueles que já foram vítimas do abate generalizado de árvores no passado. No meio está a “fronteira” da desflorestação, ou seja, as regiões onde a agricultura e a pecuária, no momento da análise, estavam a avançar com mais força sobre o verde tropical.

O ano escolhido foi o de 2000, para o qual há abundantes dados sobre as condições de vida das populações. Como baliza, os investigadores escolheram o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que agrega num só número a expectativa de vida, a literacia e o nível de vida, medido pelo rendimento per capita.

Os resultados apontam para um processo de boom e colapso, como uma bolha. O IDH dispara nos municípios por onde a onda da desflorestação está a passar. Mas depois cai progressivamente.

No final, quando já não há árvores para cortar, nem terra fértil para a agricultura, o IDH volta para um nível semelhante ao do princípio, quando a floresta era virgem. E o seu valor é substancialmente mais baixo do que a média do país.

“Não está a haver um desenvolvimento sustentado do nível de vida das populações”, afirma Ana Rodrigues. Embora a tese em si não seja nova, o estudo apresentou-a sob um novo ângulo analítico.

Não há uma explicação única para o facto de o IDH subir nas zonas de fronteira da desflorestação. A chegada de migrantes de outras regiões com melhores condições de vida pode ser um dos factores. Mas a razão mais provável, especula o estudo, estará no rendimento proporcionado pelos recursos naturais e no acesso ao mercado disponilizado por novas estradas.

Já a queda subsequente do IDH, segundo Ana Rodrigues, terá dois factores determinantes: o aumento da população e uma terra já esgotada e desprovida dos recursos naturais que antes a tornavam tão atraente.

Seis vezes a área de Portugal em 30 anos

Entre 1977 e 2007, a Amazónia perdeu cerca de 570 mil quilómetros quadrados de floresta – mais de seis vezes a área de Portugal.

O recorde anual foi em 1995: 29 mil quilómetros quadrados de verde varridos do mapa. Um novo pico ocorreu já esta década, com 27 mil quilómetros quadrados devastados em 2004. De lá para cá, as áreas têm vindo a diminuir. No último ano, foram cerca de 12 mil quilómetros quadrados – quatro vezes a área ardida em Portugal em 2003.

12.06.2009 – 09h55 PÚBLICO

 

Descoberto local onde se formaram os primeiros gelos do continente mais frio do mundo 8 de Junho de 2009

 

Região da Antárctida com topografia parecida com os Alpes

 
ANTARCTICA LIFE
 
 
 
 

Há 14 milhões de anos os flocos de neve que caiam nas montanhas de Gamburtsev, na Antárctida, deixaram começaram a formar um pequeno glaciar que transformou a paisagem da Antárctida na cor que conhecemos hoje, branca.

Uma equipa de investigadores foi até àquela região inóspita e através de ondas de rádio conseguiram construir uma imagem da topografia e determinar onde é que se formaram os primeiros glaciares do continente, o estudo foi publicado hoje na versão online da revista “Nature”.

“Este é o maior reservatório de gelo da Terra, e é o local da Terra que menos se conhece”, disse Fausto Ferraccioli, cientista do British Antarctic Survey, envolvido num noutro projecto internacional para estudar a região. O investigador explicou que as elevações e a localização das montanhas de Gamburtsev tornam o “local ideal” para a formação do primeiro gelo.

O primeiro autor do estudo, Sun Bo do Instituto de Investigação Polar da China, e os seus colegas, percorreram mais de 1200 quilómetros do Centro de Investigação que fica no extremo Este do continente, até ao meio das montanhas, num local denominado Dome A. Nessa região, a equipa utilizou o radar para medir um quadrado de 30 quilómetros de lado e determinou que a paisagem, há 14 milhões de anos, era parecida com a cordilheira dos Alpes. A equipa chegou à conclusão que neste último período de tempo, a camada de gelo não se alterou.

O radar emite ondas para o chão que quando chegam à interface entre o gelo e a montanha são reflectidas devido à mudança do material. Como os investigadores sabem a velocidade das ondas podem, através do tempo que a onda demora a ir e vir, medir a espessura do gelo.

Desta forma conseguem ter uma ideia da topografia. “O que é perfeito, porque permite-nos perceber como é que o vale funcionaria quando estava preenchido por gelo, e como é que a água escorria quando não existia gelo nenhum”, disse à BBC News Martin Siegert, director da escola de geociências na Universidade de Edimburgo, que também esteve envolvido no estudo.

No final do Eocénico, há 40 milhões de anos, a diminuição da temperatura da Terra foi o arranque para o “congelamento” da Antárctida, a movimentação das placas tectónicas que “chutaram” o continente para o Pólo Sul e a formação da corrente circumpolar antárctica tornaram o clima do continente no que é agora.

Por cima das montanhas de Gamburtsev existem três quilómetros de gelo. “É necessária uma temperatura média anual de três graus célsius para que os glaciares se formem como se formaram”, disse Siegert. “Hoje, a temperatura média anual nesta região é de 60 graus negativos. Por isso acreditamos que estas montanhas são uma relíquia [devido à erosão glacial] da Antárctida antes da camada de gelo estar no lugar”

O estudo também é revelante para se compreender a estabilidade do gelo. “É uma parte crítica do sistema terrestre,” disse Ferraccioli. “Se todo o gelo derretesse, o nível médio do mar subiria cerca de 60 metros.”

“Tem havido muitas alterações climáticas ao longo destes 14 milhões de anos”, disse Siegert. “O que podemos dizer sobre este local no meio da Antárctica é que nada mudou.” Mas o investigador avisa que se o mundo continuar a emitir dióxido de carbono como tem feito até agora, nos próximos mil anos o continente deixará de ter gelo.

“Isto põe a camada de gelo no contexto do clima global e quais são as condições necessárias para uma camada de gelo aumentar,” explicou Siegert. “O que é preocupante é que parece que nos dirigimos para concentrações de dióxido de carbono consistentes com alturas em que havia muito menos gelo.”

03.06.2009 – 23h26 PÚBLICO

 

Divagar estimula o cérebro, defende estudo… 13 de Maio de 2009

Filed under: 9ºB,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 22:22
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Mafalda%20pensandoContrariamente às ideias recebidas, divagar estimula o cérebro em vez de o tornar mais lento, permitindo assim resolver problemas complexos, defende um novo estudo.

Este estudo, divulgado no semanário científico norte-americano Processos da Academia Nacional das Ciências, mostra que, quando divagamos, aumenta a actividade de várias regiões do nosso cérebro.

Mas o mais espantoso, é que as partes do cérebro que permitem resolver problemas complexos conhecem uma actividade intensa quando uma pessoa pensa vagamente, quando se acreditava até agora que elas ficavam de sentinela, disse a professora Kalina Christoff, especialista do cérebro e principal autora do estudo.

            12/05/09, In Diário Digital / Lusa

 

Comer carne aumenta risco de morte 26 de Março de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 23:35
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2alcatra_bife_quit1O consumo da carne vermelha ou transformada parece aumentar o risco de mortalidade, enquanto o consumo de carne branca parece reduzi-lo, segundo um estudo conduzido nos Estados Unidos e cujos resultados foram publicados esta segunda-feira.

O estudo foi conduzido, durante dez anos, em mais de meio milhão de pessoas, com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos. No início do estudo, em 1995, os participantes responderam a um questionário sobre o seu consumo de carne vermelha, transformada e carne branca. Foram seguidos depois, nomeadamente, das estatísticas dos serviços de segurança social.

Durante dez anos, morreram 47.976 homens e 23.276 mulheres. Os investigadores do Instituto Nacional Norte-americano do Cancro concluíram que 11% das mortes entre os homens e 16% entre as mulheres podiam ter sido evitadas por uma redução do consumo de carne vermelha e transformada. Entre os que menos consumiram carne vermelha e transformada, o risco de morte em consequência de doenças cardiovasculares era inferior em 11% nos homens e 21% nas mulheres.

Segundo os investigadores, “futuros estudos deverão concentrar-se na ligação entre o consumo e transformada e causas mais específicas de mortalidade”.

                                                                                                                  In Jornal de Notícias, 25 de Março de 2009