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“Bebé medicamento” nasceu em França 9 de Fevereiro de 2011

Especialistas consideram Umut-Talha como criança da dupla esperança.

O primeiro “bebé medicamento” de França, que poderá salvar um dos seus irmãos que sofrem de uma doença grave, nasceu num hospital da região de Paris, segundo anunciou hoje a instituição. O menino veio ao mundo no dia 26 de Janeiro, com 3,650 quilos, e encontra-se de boa saúde, indicou o médico René Frydman, do hospital Antoine Béclère, em Clamart. A prática foi autorizada pela lei bioética de 2004.

Os pais, de origem turca, decidiram dar-lhe o nome de Umut-Talha (que significa “Nossa Esperança”). O “bebé medicamento” ou “bebé da dupla esperança”, como o apelidam os especialistas, nasceu de fecundação ‘in vitro’, após um duplo diagnóstico genético pré-implantação que permite a escolha dos embriões, um procedimento que a lei francesa autoriza desde 2004. O duplo diagnóstico permitiu assegurar que a criança é imune à doença genética de sangue das quais sofreram as primeiras crianças da família, como também verificar que é um dador compatível com os seus irmãos mais velhos.

Compatibilidade de tecidos

Esta compatibilidade de tecidos pode permitir uma transplantação de sangue do cordão umbilical, com o objectivo de tratar os irmãos. As crianças sofrem de talassemia, uma doença de sangue hereditária, que é grave e incapacitante, causa anemia e requer transfusões de sangue constantes. (more…)

 

Células da Pele Transformadas em Neurónios directamente 1 de Fevereiro de 2010

Transformar directamente células normais da pele de ratinhos em neurónios, sem ser preciso passar pela fase de células estaminais, foi o que uma equipa de cientistas a trabalhar na Califórnia relata ter conseguido fazer na edição de hoje da revista científica “Nature”.

Este método tem o potencial de acelerar e facilitar a medicina regenerativa, evitando uma fase crucial, em que as células estaminais podem dar origem a tumores — o lado negro destas células, que são a maior aposta da biomedicina. “Este estudo é um grande passo em frente”, comentou Irving Weissman, director do Instituto de Biologia das Células Estaminais e Medicina Regenerativa da Universidade de Stanford (EUA), uma das instituições que participou e detém a patente do trabalho.

Por ora, foi testado apenas com ratinhos, mas os cientistas acreditam que este resultado deverá ser replicável em células humanas, para dar origem a tratamentos para doenças que afectam não só as células nervosas, mas também outros órgãos, como fígados ou pâncreas. (more…)