BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Porquê que há ondas gigantes na Nazaré? 9 de Novembro de 2011

A explicação para esta consistência é um fenómeno geológico, o canhão da Nazaré, um sulco profundo no leito do oceano que canaliza a força da água direitinha para este trecho de costa. Com mais de 200 quilómetros de extensão, este é o maior desfiladeiro submarino da Europa: no seu extremo mais abissal, chega aos 5000 metros de profundidade.

O Canhão ou Cana da Nazaré é conhecido como o maior da Europa e um dos maiores do Mundo (com a cabeceira situada a curta distância da linha de costa, o Canhão da Nazaré estende-se ao longo de mais de 200 km na direcção do oceano profundo) e só recentemente começou a ser estudado de forma multidisciplinar, pelo projecto Hermes (programa que reúne equipas de diversos organismos de investigação cientifica de toda a Europa), financiado pela União Europeia. O projecto prevê o levantamento minucioso do fundo do mar, com identificação de correntes, sedimentos e biodiversidade para tentar ajudar a perceber um dos mistérios do mar português.

 

O vale submarino começa a definir-se a cerca de 500 metros da costa, ao largo da Praia da Nazaré, próximo do promontório do Sítio, recortando a plataforma continental com uma direcção de EW. Prolonga-se por mais de 170km de comprimento e atinge uma profundidade superior a 5000 metros na planície abissal onde desemboca. Mas a sua origem é uma incógnita, porque, normalmente, estas estruturas estão associadas a grandes rios, servindo de vazadouros dos seus sedimentos, o que não acontece, de forma imediata e aparente, no caso da Nazaré. Há estudos que indicam a existência, noutras eras geológicas, de um rio aqui, possivelmente o Mondego que, por movimentos tectónicos, poderá ter sido desviado para norte. (more…)

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Biodiversidade 18 de Outubro de 2011

Filed under: 8ºAno — Prof. Cristina Vitória @ 11:04
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A Terra estará a viver a sexta extinção em massa por causa das alterações do clima 17 de Fevereiro de 2011

Qual vai ser o impacto das alterações climáticas na árvore da vida, no final do século XXI? Pela primeira vez, um artigo, publicado amanhã, quinta-feira, pela equipa do biólogo Miguel Araújo na revista Nature, avaliou os efeitos das alterações do clima na árvore da vida. A Terra pode estar a viver a sexta extinção em massa, desta vez pela mão humana, se não forem travadas as emissões de gases com efeito de estufa.

Já houve cinco momentos de desaparecimento maciço de biodiversidade, causados por fenómenos geológicos catastróficos — como a colisão de um asteróide com a Terra há 65 milhões de anos, que ficou famosa porque, entre os desaparecidos, estavam os dinossauros. Agora, devido às alterações do clima pela acção humana, há a tese de que a Terra estará a viver a sexta extinção em massa.

Mas uma vaga de desaparecimentos tem de cumprir quatro condições para ser uma extinção em massa, explica Miguel Araújo, coordenador do pólo na Universidade de Évora do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos: tem de ocorrer de forma generalizada em todo o mundo; num período de tempo geológico curto; envolver grandes quantidades de espécies; e afectar espécies de um leque vasto de grupos biológicos. (more…)

 

Mamutes tinham sangue anticongelante 4 de Maio de 2010

Investigadores questionam a hipótese de se voltar a criar proteína com a mesma característica.

Os mamutes tinham sangue ‘anticongelante’ que lhes permitia manter o corpo em condições perfeitas mesmo quando estavam expostos a baixas temperaturas.

O estudo, publicado na Nature Genetics, resultou de um trabalho com vários exemplares que viveram há aproximadamente dez mil anos.

Os cientistas usaram uma proteína dissolvida no sangue destes animais para poderem chegar à hemoglobina, onde se encontram os glóbulos vermelhos sanguíneos, que transportam o oxigénio através do sangue.

Além disto, os autores afirmaram que esta descoberta permitiu abrir novas linhas de investigação acerca dos ecossistemas tão frios do Pleistoceno.

Deste modo, a equipa descobriu que os mamutes tinham uma adaptação genética que permitia a sua hemoglobina libertar esse oxigénio inclusive quando deparados com temperaturas − uma capacidade normalmente inibida quando os termómetros rondam os graus abaixo do zero. (more…)