BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Acidez dos oceanos aumenta a um ritmo sem precedentes desde há 300 milhões de anos 2 de Março de 2012

As emissões de dióxido de carbono estão a elevar a acidez dos mares e oceanos a um ritmo sem precedentes desde há 300 milhões de anos, que, a manter-se, impedirá a vida marinha em poucas décadas, revela um estudo.

A investigação, que a revista científica Science publica na sexta-feira, refere que a química marinha sofreu “profundas alterações” nos últimos 300 milhões de anos, embora nenhuma “tão rápida, grande e global” como a de hoje.
A acidez marinha produz-se à medida que o dióxido de carbono emitido pela actividade humana – originada fundamentalmente pela queima de combustíveis fósseis – é absorvido pelos mares e oceanos.
Um terço das emissões vai directamente para os oceanos e mares, que se tornam progressivamente tanto mais ácidos quanto mais frias são as suas águas.
A acidez, que prejudica muitas formas de vida marinha, interfere, sobretudo, com o desenvolvimento das espécies com carapaça ou esqueleto de carbonato cálcico, como corais e corais .
Uma equipa de cientistas dos Estados Unidos, Reino Unido, Espanha, Alemanha e Holanda examinou, para a investigação, centenas de estudos paleoceanográficos, incluindo de fósseis de sedimentos marinhos. (more…)

Anúncios
 

Modelos climáticos deixam de fora metano libertado pelos oceanos 9 de Julho de 2009

alteraçõesAté agora, a contribuição do metano oceânico para o efeito de estufa tem sido grandemente subestimada e não foi incluída nos modelos climáticos internacionais, alerta um estudo publicado ontem na revista especializada “Nature Geoscience”.

Os cientistas da Universidade de San Diego, coordenados por Evan A. Solomon, estudaram seis locais do Golfo do México onde o metano é libertado por “chaminés de gás” na placa oceânica, a 500 ou 600 metros de profundidade. A emissão para a atmosfera destas bolhas de metano será “considerável”.

Contra o que seria de esperar, as bolhas emitidas a estas profundidades atingem as águas à superfície e o metano que contêm escapa para a atmosfera.

Graças a um robô submersível, os investigadores recolheram amostras de água de 20 em 20 metros numa coluna de água nas proximidades daquelas “chaminés de gás” e analisaram a concentração de metano. Máxima à saída das chaminés, a concentração em metano diminui rapidamente, antes de aumentar de novo à superfície.

A partir das concentrações de metano nas águas à superfície, os investigadores calcularam a velocidade da difusão de metano na atmosfera. E encontraram valores dez a dez mil vezes superiores às estimativas anteriores. Até agora pensava-se que as bolhas emitidas a mais de 200 metros de profundidade não chegavam à superfície.

Os investigadores consideram que estes resultados “salientam a importância das chaminés de gás como fonte de metano atmosférico”, uma fonte subestimada nas previsões climáticas actuais.

O estudo de outras bacias ricas em hidrocarbonetos – como o Golfo Pérsico ou o Mar Cáspio – deverá confirmar estes resultados.

O metano é um gás com efeito de estufa muitas vezes subestimado mas mais potente que o dióxido de carbono (CO2). Num período de cem anos, o seu potencial de aquecimento global é 25 vezes maior do que o do CO2.
06.07.2009 – PÚBLICO

 

Descoberto local onde se formaram os primeiros gelos do continente mais frio do mundo 8 de Junho de 2009

 

Região da Antárctida com topografia parecida com os Alpes

 
ANTARCTICA LIFE
 
 
 
 

Há 14 milhões de anos os flocos de neve que caiam nas montanhas de Gamburtsev, na Antárctida, deixaram começaram a formar um pequeno glaciar que transformou a paisagem da Antárctida na cor que conhecemos hoje, branca.

Uma equipa de investigadores foi até àquela região inóspita e através de ondas de rádio conseguiram construir uma imagem da topografia e determinar onde é que se formaram os primeiros glaciares do continente, o estudo foi publicado hoje na versão online da revista “Nature”.

“Este é o maior reservatório de gelo da Terra, e é o local da Terra que menos se conhece”, disse Fausto Ferraccioli, cientista do British Antarctic Survey, envolvido num noutro projecto internacional para estudar a região. O investigador explicou que as elevações e a localização das montanhas de Gamburtsev tornam o “local ideal” para a formação do primeiro gelo.

O primeiro autor do estudo, Sun Bo do Instituto de Investigação Polar da China, e os seus colegas, percorreram mais de 1200 quilómetros do Centro de Investigação que fica no extremo Este do continente, até ao meio das montanhas, num local denominado Dome A. Nessa região, a equipa utilizou o radar para medir um quadrado de 30 quilómetros de lado e determinou que a paisagem, há 14 milhões de anos, era parecida com a cordilheira dos Alpes. A equipa chegou à conclusão que neste último período de tempo, a camada de gelo não se alterou.

O radar emite ondas para o chão que quando chegam à interface entre o gelo e a montanha são reflectidas devido à mudança do material. Como os investigadores sabem a velocidade das ondas podem, através do tempo que a onda demora a ir e vir, medir a espessura do gelo.

Desta forma conseguem ter uma ideia da topografia. “O que é perfeito, porque permite-nos perceber como é que o vale funcionaria quando estava preenchido por gelo, e como é que a água escorria quando não existia gelo nenhum”, disse à BBC News Martin Siegert, director da escola de geociências na Universidade de Edimburgo, que também esteve envolvido no estudo.

No final do Eocénico, há 40 milhões de anos, a diminuição da temperatura da Terra foi o arranque para o “congelamento” da Antárctida, a movimentação das placas tectónicas que “chutaram” o continente para o Pólo Sul e a formação da corrente circumpolar antárctica tornaram o clima do continente no que é agora.

Por cima das montanhas de Gamburtsev existem três quilómetros de gelo. “É necessária uma temperatura média anual de três graus célsius para que os glaciares se formem como se formaram”, disse Siegert. “Hoje, a temperatura média anual nesta região é de 60 graus negativos. Por isso acreditamos que estas montanhas são uma relíquia [devido à erosão glacial] da Antárctida antes da camada de gelo estar no lugar”

O estudo também é revelante para se compreender a estabilidade do gelo. “É uma parte crítica do sistema terrestre,” disse Ferraccioli. “Se todo o gelo derretesse, o nível médio do mar subiria cerca de 60 metros.”

“Tem havido muitas alterações climáticas ao longo destes 14 milhões de anos”, disse Siegert. “O que podemos dizer sobre este local no meio da Antárctica é que nada mudou.” Mas o investigador avisa que se o mundo continuar a emitir dióxido de carbono como tem feito até agora, nos próximos mil anos o continente deixará de ter gelo.

“Isto põe a camada de gelo no contexto do clima global e quais são as condições necessárias para uma camada de gelo aumentar,” explicou Siegert. “O que é preocupante é que parece que nos dirigimos para concentrações de dióxido de carbono consistentes com alturas em que havia muito menos gelo.”

03.06.2009 – 23h26 PÚBLICO

 

Transporte nos animais 7 de Maio de 2009

circulatorio2

 

Tal como acontece com as plantas, os animais também necessitam de efectuar trocas com o meio exterior , nomeadamente, de receber oxigénio e nutrientes e eliminar dióxido de carbono e outros materiais decorrentes do processo metabólico. Assim, em todos os animais, as células estão rodeadas por um fluido intersticial, com o qual estabelecem as trocas de materiais. À medida que os animais se tornam mais complexos, os seus sistemas de transporte tornam-se mais especializados.

 

O sistema de transporte deverá:
· garantir a rápida chegada de nutrientes e oxigénio às células e eliminar dióxido de carbono e outros produtos resultantes do metabolismo;
· assegurar a distribuição de calor metabólico no organismo, a defesa do organismo contra substâncias estranhas e o transporte de hormonas.