BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Flatulências de dinossauros podem ter aquecido nosso planeta 9 de Maio de 2012

Apesar da aparência inofensiva, bovinos – como bois e búfalos – e ovinos – como ovelhas, carneiros e cordeiros – figuram como vilões quando falamos da mudança climática. Estes animais são responsáveis por mais de 20% das emissões globais de metano, segundo relatório de 2006 da Organização das Nações Unidas.

O gás, produzido durante o processo digestivo dos ruminantes, é expelido por meio de flatulências e arrotos, e tem capacidade de reter 23 vezes mais calor na atmosfera do que o dióxido de carbono.

No Brasil, que possui 203 milhões de bovinos – o maior rebanho comercial do planeta -, a fermentação entérica do gado representa 63% do total de emissões de metano da agricultura. Outros 15% são originários da fermentação entérica de outros animais.

E não seria tão diferente com os dinossauros. Segundo cientistas britânicos das Universidades de Londres, Glasgow e John Moore, no Reino Unido, as emissões expelidas pelos dinossauros saurópodes – como o Brontossauro – podem ter sido suficientes para aquecer todo o planeta, há 150 milhões de anos.

De acordo com o estudo, a população desses dinossauros ‘vegetarianos’ produzia cerca de 520 milhões de toneladas de gás por ano. (more…)

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Âmbar alberga fósseis de insectos extintos 26 de Abril de 2011

Restos foram preservados durante 20 milhões de anos

Foram encontrados vários exemplares de pequenos insectos preservados em pedras de âmbar, em Chiclayo, no Peru. Os investigadores acreditam que estes pequenos espécimes – com 20 milhões de anos – tenham convivido com os dinossauros e possivelmente até antes da idade do gelo.

“Os pedaços de âmbar contêm insetos Psocoptera, Diptera, Coleoptera, Hemiptera e aranhas, bem como esporos e fosseis de pólen e até uma gota de sangue e pêlo de um mamífero roedor”, segundo avançou Honningen Klaus, responsável pela equipa de investigadores do Museu Paleontológico Meyer-Honningen, no Peru.

O paleontólogo adiantou que uma grande parte de presença fóssil na pedra ambarina pertence a restos de animais ou vegetais – pelo menos 80 por cento. A descoberta foi feita numa praia do extremo Norte do Peru.A equipa encontrou mais de uma centena de pedras, entre os sedimentos do rio, mas ainda não conseguiram identificar a maioria. Alguns dos insectos nem sequer estavam catalogados, como o exemplo de um mosquito zancudo, de patas longas ou uma vespa com o ferrão na parte da frente. (more…)
 

Planeta caminha para nova extinção em massa 7 de Março de 2011

Seres vivos actuais não enfrentam fenómeno tão catastrófico como dinossauros

Um estudo, publicado ontem na revista científica «Nature», alerta para o facto de podermos estar a caminhar para uma nova extinção em massa. No entanto, ressalva que os seres vivos actuais não enfrentam um fenómeno tão catastrófico como o dos dinossauros.

Chamada de «Sexta Extinção» devido às «Big Five», como são conhecidas as cinco grandes extinções da história do planeta que exterminaram três quartos das espécies do planeta. A investigação, coordenado por Anthony Barnosky, da Universidade da Califórnia em Berkeley, calcula que, nos últimos 500 anos, perderam-se “apenas” entre um e dois por cento dos seres vivos modernos.
Contudo, a análise de fósseis de seres vivos sugere que, no máximo, duas espécies do grupo desapareciam a cada milhão de anos – antes da civilização humana. O estudo deixa, apesar de tudo, bem claro que existe incertezas nas contagens. Por exemplo, as espécies de mamíferos ‘abatidas’, do ano de 1500 até agora, foram 80 – o que é considerado uma aceleração brutal. (more…)

 

A Terra estará a viver a sexta extinção em massa por causa das alterações do clima 17 de Fevereiro de 2011

Qual vai ser o impacto das alterações climáticas na árvore da vida, no final do século XXI? Pela primeira vez, um artigo, publicado amanhã, quinta-feira, pela equipa do biólogo Miguel Araújo na revista Nature, avaliou os efeitos das alterações do clima na árvore da vida. A Terra pode estar a viver a sexta extinção em massa, desta vez pela mão humana, se não forem travadas as emissões de gases com efeito de estufa.

Já houve cinco momentos de desaparecimento maciço de biodiversidade, causados por fenómenos geológicos catastróficos — como a colisão de um asteróide com a Terra há 65 milhões de anos, que ficou famosa porque, entre os desaparecidos, estavam os dinossauros. Agora, devido às alterações do clima pela acção humana, há a tese de que a Terra estará a viver a sexta extinção em massa.

Mas uma vaga de desaparecimentos tem de cumprir quatro condições para ser uma extinção em massa, explica Miguel Araújo, coordenador do pólo na Universidade de Évora do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos: tem de ocorrer de forma generalizada em todo o mundo; num período de tempo geológico curto; envolver grandes quantidades de espécies; e afectar espécies de um leque vasto de grupos biológicos. (more…)

 

Descobertos pêlos de mamífero conservados em âmbar com 100 milhões de anos 15 de Junho de 2010

Os pêlos de mamífero a três dimensões mais antigos foram encontrados num fóssil de âmbar. Com 100 milhões de anos, estes pêlos pertenceram a uma espécie que viveu ao lado dos dinossauros.

A descoberta foi feita no sudoeste de França, no âmbar, juntamente com os pêlos, ficou também preservado uma pupa de moscas. O âmbar foi produzido no período Cretácico, que decorreu entre os 145 milhões de anos e 65 milhões de anos, quando os dinossauros foram pulverizados da Terra.

Conhecem-se pêlos fossilizados do Jurássico, o período anterior. “Temos impressões de pêlo a duas dimensões, tão antigas como o Jurássico Médio”, disse citado pela BBC News Romain Vullo, da Universidade de Rennes, em França, que estudou os pêlos. “No entanto, os pêlos carbonizados dão muito menos informação sobre a estrutura do que os pêlos a três dimensões, preservados em âmbar”, explicou Vullo. (more…)

 

Raio-X permite ver elementos químicos em fóssil de Archaeopteryx 11 de Maio de 2010

Filed under: 11ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 12:41
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Um século e meio depois de ser descoberto, o fóssil do Archaeopteryx continua a dar informações inéditas. Investigadores utilizaram um aparelho de raio-x e identificaram elementos químicos no fóssil.

O estudo feito por uma equipa internacional de cientistas foi publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS). Os investigadores verificaram que o que pareciam ser marcas das penas da ave com 150 milhões de anos, são afinal as penas fossilizadas.

“A descoberta que certos fósseis retêm a química detalhada do organismo original dá aos cientistas uma nova via para aprender mais sobre criaturas extintas há muito tempo”, disse em comunicado o investigador Rob Morton, do “Children of the Middle Waters Institute”, em Oklahoma.

O antigo fóssil foi irradiado com um raio-X do Stanford Synchrotron Accelerator Laboratory, que é muito potente e permitiu discernir diferentes tipos de elementos. O mapa químico revelou que as penas fossilizadas tinham fósforo e enxofre, constituintes presentes nas penas das aves de hoje. Nos ossos da ave, foram encontrados também elementos de cobre e zinco, que os investigadores acreditam terem sido importantes para a saúde do animal. (more…)

 

Sequenciado primeiro genoma de um anfíbio 30 de Abril de 2010

O genoma da primeira espécie de anfíbio foi sequenciado. A rã Xenopus tropicalis tem entre 20 e 21 mil genes, dos quais 1700 são análogos a genes humanos relacionados com doenças.

“Quando se analisa os segmentos do genoma do Xenopus está-se a olhar literalmente para estruturas que têm 360 milhões de anos de idade e eram parte do genoma do último ancestral comum de todas as aves, rãs, dinossauros e mamíferos que caminharam pela Terra”, disse em comunicado Uffe Hellsten, primeiro autor do artigo que vai ser publicado amanhã na revista Science.

O investigador que liderou o projecto trabalha no DOE Joint Genome Institute, na Califórnia. A ideia do projecto nasceu em 2002 e reuniu o trabalho de 24 instituições e 48 investigadores. Como em todas as outras ocasiões em que se sequenciou o genoma de um organismo, este é o primeiro passo para um estudo mais aprofundado da genética desta rã.

Foto: A X. tropicalis à esquerda e a X. laevis à direita, esta usada como teste de gravidez em 1940.

“Agora começa o trabalho a sério”, disse em comunicado Jacques Robert, investigador doutorado que trabalha no Centro Médico da Universidade de Rochester, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. (more…)