BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Descobertas no Alentejo pegadas de elefantes extintos há mais de 30 mil anos 5 de Março de 2010

Uma equipa de investigação paleontológica descobriu no litoral alentejano os primeiros vestígios conhecidos na Europa do comportamento social do Elefante Antigo, tendo encontrado trilhos de pegadas destes animais extintos há mais de 30 mil anos.

A descoberta – feita por uma equipa científica do Geopark Naturtejo, coordenada pelo paleontólogo Carlos Neto Carvalho – resulta de um projecto de investigação das jazidas paleontológicas existentes ao longo do litoral do sudoeste alentejano e da costa vicentina, entre Porto Covo e Vila Nove de Milfontes.

A equipa de investigadores descobriu “um conjunto de pegadas de grandes e pequenos mamíferos, entre as quais as de um elefante que existiu na Europa, o Elephas antiguus”, explicou o especialista Carlos Neto de Carvalho.

“É um elefante próximo do elefante asiático e que se extinguiu há pouco mais de 30 mil anos do continente europeu”, explicou o especialista.

Estes trilhos de pegadas permitem aos investigadores conhecer mais sobre a anatomia destes animais e perceber também o tipo de comportamento e de habitats que povoaram imediatamente antes de se extinguirem.

“Já tinham sido descobertas várias ossadas, inclusivamente em jazidas portuguesas, e agora surge esta informação, que é complementar”, disse, sublinhando que este é o primeiro registo do comportamento social destes animais que se conhece na Europa. (more…)

Anúncios
 

Telescópio espacial Kepler encontrou cinco planetas fora do sistema solar 6 de Janeiro de 2010

Filed under: 11ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 10:49
Tags: , , , , , ,

O telescópio espacial norte-americano Kepler, enviado para o espaço a 6 de Março de 2009, encontrou os seus cinco primeiros planetas fora do sistema solar, foi ontem anunciado pela Sociedade americana de Astronomia, em Washington.

Os planetas – com tamanhos que variam entre uma dimensão semelhante a Neptuno e uma maior que Júpiter – foram chamados Kepler 4b, 5b, 6b, 7b e 8b e a sua descoberta resulta de cerca de seis semanas de recolha de dados desde que as operações científicas começaram, a 12 de Maio de 2009. Estes juntam-se aos 415 exo-planetas já detectados graças a outros telescópios desde 1995.

No entanto, são todos demasiado quentes para albergar vida, salientam os responsáveis pela missão. As temperaturas estimadas nos exo-planetas variam entre os 1200 e os 1648 graus Célsius.

“Estas observações ajudam-nos a compreender melhor como se formam e evoluem os sistemas planetários”, comentou William Borucki, do centro de investigações Ames da NASA (agência espacial norte-americana) e responsável principal pela equipa científica do Kepler. (more…)

 

Investigadores descobrem forma de leitura de memórias

cerebro2Um estudo científico da Universidade de Londres afirma que pode ser possível «ler» as memórias de uma pessoa, através da observação da sua actividade cerebral, revela a revista Current Biology.

A descoberta foi feita através de um aparelho de digitalização, que permite detectar a actividade de uma zona específica do cérebro e pode ter aberto uma nova área de investigação do cérebro.

Demis Hassabis e Eleanor Maguire, autores do estudo, investigaram durante anos o papel do hipocampo, uma zona diminuta do cérebro, que permite que os seres humanos se recordem do passado e imaginem o futuro. Os cientistas usaram uma ressonância magnética funcional para medir os fluxos sanguíneos do cérebro de um voluntário, enquanto ele estava num cenário de realidade virtual.

«Surpreendentemente, apenas com a observação dos dados do cérebro (registados por um algoritmo informático criado por Hassabis), conseguimos indicar de forma exacta onde estava este voluntário, podíamos ler a sua memória espacial», explica Maguire. «Perceber como os seres humanos guardam as memórias é fundamental para ajudar a perceber o seu esquecimento como acontece na doença de Alzheimer», adiantou Hassabis.

Estudos anteriores feitos em ratos já tinham permitido descobrir que a memória fica gravada no hipocampo mas estas investigações concluíram que não era possível registar o momento exacto a que se referem as memórias, uma conclusão que Hassabis e Maguire refutam.

Para Maguire, esta investigação abre uma série de possibilidades para descobrir como são codificadas as memórias pelos neurónios, observando recordações mais completas e precisas do passado e até visões do futuro.

                                                                                                                              13 de Março de 2009 Diário Digital / Lusa