BioGeogilde Weblog

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Clonada primeira cabra para produção de lã de alta qualidade 20 de Março de 2012

O animal clonado e baptizado de Noori nasceu saudável e com 1,3 quilos.

Uma equipa de cientistas indianos, liderada por Riaz Ahmad Shah, clonaram com sucesso, e pela primeira, vez uma cabra hircus que produz lã de alta qualidade pashmina, muito apreciada para a confecção de roupas e acessórios.

O animal clonado e baptizado de Noori nasceu saudável e com 1,3 quilos, no dia 9 de Março em Kashmir, na Índia. De acordo com um comunicado, o embrião foi implantado e desenvolveu-se no útero de uma outra fêmea, que funcionou como uma “mãe de aluguer”. A técnica levou dois anos até ter sucesso.

Entretanto, a Noori já ganhou o peso e conta com cinco quilos. O animal já está reunido com mais de duas dúzias de outras cabras pashminas, no laboratório de Alastaingh, com o objectivo de produzirem lã de alta qualidade.A clonagem foi recebida como boa notícia em zonas de grande altitude, como em Ladakh (a região mais fria do estado), onde se encontram estes animais para produção de fibras de boa qualidade. Agora, com a Noori espera-se que a lã pashmina possa ser produzida em zonas mais baixas, como o vale de Kashmir, com a qualidade pretendida. (more…)
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Cientistas russos ressuscitaram flor com 30 mil anos 22 de Fevereiro de 2012

É uma história que faz lembrar o Jurassic Park, sem âmbar nem dinossauros mas com a ajuda de esquilos pré-históricos: os cientistas russos conseguiram fazer crescer uma flor a partir de material vegetal congelado há 30 mil anos que foi guardado em buracos pelos pequenos mamíferos da época. Os resultados da investigação foram publicados agora na Proceedings of the National Academy of Sciences .

O poder de conservação das plantas é bem conhecido pelos cientistas. As sementes podem germinar passado muito tempo, 2000 anos até, no caso de sementes de palmeiras encontradas numa fortaleza de Masada, perto do Mar Morto, em Israel. Mas os resultados obtidos pela equipa liderada por Svetlana Yashina e David Gilichinsky, da Academia de Ciências Russa, não têm precedentes. “No presente, as plantas da S. stenophylla são os mais antigos organismos multicelulares viáveis”, escreveram os autores no artigo.

A planta que conseguiram regenerar da espécie Silene stenophylla continua a crescer na Sibéria. Mas este material biológico da flor estava escondido num dos 70 buracos de hibernação feitos pelos esquilos que viviam naquela altura, que os cientistas investigaram, no Nordeste da Sibéria.

“Todos os buracos foram encontrados a profundidades de 20 a 40 metros, da superfície de hoje, e estão localizados nas mesmas camadas onde existem ossos de grandes mamíferos como mamutes, rinocerontes-lanudos, bisontes, cavalos, veados, alces, e outros representantes da fauna” do Plistocénico tardio, escreveu a equipa.

Os buracos estão na acamada de permafrost, uma camada de solo gelada e que funciona como um congelador gigante. Este solo manteve durante dezenas de milhares de anos o material a uma temperatura média de -7 graus célsius. No laboratório, através da técnica de Carbono 14, os cientistas aferiram a idade do material, que tem cerca de 31.800 anos, com um erro de 300 anos.

O material continha sementes e partes do fruto da espécie vegetal. A equipa tentou germinar as sementes, mas não obteve sucesso, depois utilizaram partes vivas do furto da planta. Ao contrário dos animais, é possível regenerar uma planta a partir de partes vivas de um espécime, que nas condições certas, acabam por se desenvolver dando origem a raízes, caules, folhas, flores e frutos. No fundo, desenvolve-se um clone. Foi o que aconteceu nesta experiência, os cientistas colocaram a germinar pedaços do fruto, que germinou e deu uma planta com flores. Os cientistas conseguiram ainda produzir novas plantas a partir das sementes produzidas por estas flores. (more…)