BioGeogilde Weblog

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Clonada primeira cabra para produção de lã de alta qualidade 20 de Março de 2012

O animal clonado e baptizado de Noori nasceu saudável e com 1,3 quilos.

Uma equipa de cientistas indianos, liderada por Riaz Ahmad Shah, clonaram com sucesso, e pela primeira, vez uma cabra hircus que produz lã de alta qualidade pashmina, muito apreciada para a confecção de roupas e acessórios.

O animal clonado e baptizado de Noori nasceu saudável e com 1,3 quilos, no dia 9 de Março em Kashmir, na Índia. De acordo com um comunicado, o embrião foi implantado e desenvolveu-se no útero de uma outra fêmea, que funcionou como uma “mãe de aluguer”. A técnica levou dois anos até ter sucesso.

Entretanto, a Noori já ganhou o peso e conta com cinco quilos. O animal já está reunido com mais de duas dúzias de outras cabras pashminas, no laboratório de Alastaingh, com o objectivo de produzirem lã de alta qualidade.A clonagem foi recebida como boa notícia em zonas de grande altitude, como em Ladakh (a região mais fria do estado), onde se encontram estes animais para produção de fibras de boa qualidade. Agora, com a Noori espera-se que a lã pashmina possa ser produzida em zonas mais baixas, como o vale de Kashmir, com a qualidade pretendida. (more…)
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Parasita consegue “manipular” o comportamento de ratinhos 15 de Março de 2012

Quando os ratinhos, que têm naturalmente muito medo dos felinos, têm cistos no cérebro devido a uma infecção crónica pelo parasita Toxoplasma gondii, começam a andar mais depressa e durante mais tempo… e o medo de serem caçados diminui. Este autêntico jogo do gato e do rato virado do avesso – e cujos cordelinhos são literalmente puxados por um microorganismo – foi agora revelado por Cristina Afonso e Vítor Paixão, da Fundação Champalimaud, e foi nesta quarta-feira à noite publicado online na revista de livre acesso PLoS ONE.

O Toxoplasma é um protozoário capaz de infectar todos os mamíferos, mas cujo hospedeiro final são os felinos, onde se reproduz de forma sexuada (nos roedores, hospedeiros intermédios, reproduz-se por clonagem). Ora, se os ratinhos se tornarem mais aventureiros, os gatos apanham-nos mais facilmente, aumentando as chances de o parasita conseguir infectar o seu hospedeiro final.
A infecção no ratinho começa com uma fase aguda, durante a qual o animal perde muito peso, e a seguir torna-se crónica, com o parasita a formar pequenas bolsas, ou cistos, cerebrais. Já se suspeitava que, estando alojado no cérebro, o parasita pudesse induzir alterações comportamentais nos roedores. Por exemplo, observações de laboratório sugeriam que os ratinhos infectados, em vez de fugirem a sete pés do cheiro a gato, se tornavam indiferentes a ele e até podiam achá-lo “interessante” porque activava áreas cerebrais associadas, como o prazer sexual. “Como se pensassem, ‘espera lá, isto não é um predador, é uma fêmea!’”, diz-nos Cristina Afonso em conversa telefónica. (more…)