BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

«Top 10» das espécies descobertas em 2009 27 de Maio de 2010

A lista pretende chamar a atenção para a importância da biodiversidade.

O Instituto Internacional de Exploração de Espécies (IISE, siglas no original em inglês), da Universidade do Arizona, já divulgou as espécies descobertas e registadas em 2009. Um peixe rã com aparência psicadélica e uma esponja carnívora encontram-se entre as dez descobertas mais importantes. Esta lista é realizada todos os anos pelo instituto citado e por um comité internacional de taxonomistas.

Em comunicado, o instituto explica que “o destaque que se dá a dez espécies pretende chamar a atenção, de uma forma divertida, para a importância dos museus de História Natural, dos Jardins Botânicos e para o tema da biodiversidade”.

Quentin Wheeler, director do IISE, explica que “classificar espécies de todo o mundo e as suas características únicas são parte fundamental para entender a história da vida. Interessa-nos para enfrentarmos o desafio de viver num planeta em constante mudança”. (more…)

 

Crocodilos da Mauritânia adaptam-se a climas extremos 25 de Maio de 2010

Filed under: 11ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 14:15
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Investigadores portugueses estão a monitorizar populações que se julgavam extintas.

Quando saem da água são mortos. Dentro dos lagos e gueltas, os crocodilos são protegidos pela população da Mauritânia. Um crocodilo fora de água é sinónimo de seca, o medo que atormenta os homens dependentes do gado e das colheitas.

Há quatro mil anos atrás, a seca causou uma grande alteração na paisagem: a vegetação escasseou, os lagos desapareceram e o verde deu lugar ao castanho do solo árido. Os crocodilos perderam os habitats e com a seca da década de 1970, os investigadores acreditavam que restavam apenas três populações de crocodilos no norte do continente africano − no Chade, no Egipto e em Marrocos.

Uma equipa de investigadores do Centro Interdisciplinar em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO) fez-se à estrada. Cruzaram o Estreito de Gibraltar e atravessaram o Sahara Ocidental para descobrir populações de crocodilos num país que mescla o deserto com o Atlântico. (more…)

 

ONU lança hoje catálogo com mais de um milhão de espécies 19 de Maio de 2010

Filed under: 11ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 13:23
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Quantas espécies de animais e plantas existem no planeta é uma pergunta ainda sem resposta. A ONU quer ajudar a resolver este “mistério” e lança hoje numa conferência sobre biodiversidade, no Quénia, aquela que diz ser a lista mais completa, com mais de 1,25 milhões de espécies.

Actualmente, as estimativas apontam para valores que variam entre os dois milhões e os cem milhões de espécies. Mas apenas estão descobertas para a ciência 1,9 milhões.

Agora, o Catálogo da Vida 2010, reconhecido pela Convenção para a Diversidade Biológica, assume-se como a lista mais completa de sempre, com 1,257,735 espécies de plantas, animais, fungos e microrganismos, com um total de 2,369.883 nomes que lhe estão associados.

Este é um trabalho coordenado por Frank Bisby, da Escola de Ciências Biológicas na Universidade britânica de Reading, e resulta do esforço de 82 organizações espalhadas por todo o mundo. (more…)

 

DIA DA TERRA 2010 ANO INTERNACIONAL DA BIODIVERSIDADE 22 de Abril de 2010

Filed under: 11ºAno,9ºAno,9ºB,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 17:00
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Biodiversidade é vida. Biodiversidade é nossa vida.

Dia da Terra, 22 de Abril de 1970 foi o nascimento do moderno movimento ambientalista nos Estados Unidos. O fundador Gaylord Nelson, em seguida, um senador de Wisconsin, recorda a sua motivação para propor o primeiro protesto ambiental nacional: “O objectivo era o de organizar uma manifestação nacional de preocupação para o meio ambiente tão grande que agitasse o estabelecimento político e vigorasse este tema na agenda nacional.” Foi uma aposta, mas funcionou. (more…)

 

Cientistas descobrem três novas espécies de coral no arquipélago das Galápagos 10 de Setembro de 2009

Filed under: 11ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 10:59
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GalapagosBiodiversidade

 

Uma equipa de cientistas das universidades de Miami e de Southampton anunciou a descoberta de três novas espécies de corais no arquipélago das Galápagos, ao fim de um trabalho de três anos. A notícia foi publicada recentemente na revista “Galapagos Research”. 

A equipa, coordenada por Terry Dawson, da Universidade de Southampton, descobriu as espécies Pocillopora effusus, P. Inflata e a Pavona chiriquiensis.

Além destas três novas espécies, os investigadores encontraram a espécie Gardineroseris planulata que se acreditava extinta durante o fenómeno El Niño de 1997-1998. O trabalho de campo “redescobriu várias pequenas colónias, separadas, nas ilhas Darwin e Wolf”, explica um comunicado daquela universidade.

O projecto pretendeu apoiar o Governo do Equador na protecção dos recifes de coral das Galápagos, nomeadamente ao apresentar propostas sobre uma possível gestão sustentável, que não exclua actividades económicas como o turismo.

“Estes resultados podem melhorar muito o nosso conhecimento sobre o estado actual dos recifes das Galápagos e o seu valor para as comunidades locais. Isto abre a porta a novas medidas de conservação que protejam estes habitats valiosos”, comentou Dawson, no comunicado.

Os recifes de coral daquele arquipélago suportam centenas de espécies, muitas delas raras e endémicas. No entanto, a sua distribuição foi gravemente afectada por fenómenos climáticos extremos nos últimos 30 anos. Em 1982-1983, a passagem do El Niño causou uma redução da área de corais na ordem dos 95 por cento, salientam os autores do estudo. A causa foi a subida das temperaturas das águas.
10.09.2009 – PÚBLICO

 

Desflorestação mantém a Amazónia pobre 12 de Junho de 2009

 
 amazoniaEstudo mostra ausência de desenvolvimento sustentado
 
A desflorestação da Amazónia é como uma onda. Quando está no seu auge, até melhora as condições de vida locais. Mas depois que passa, volta tudo a ficar como estava: pobre. Esta é o principal resultado de um estudo hoje divulgado na revista Science, liderado por uma investigadora portuguesa.

Foi a primeira vez que a bióloga Ana Rodrigues – ligada ao Instituto Superior Técnico, à Universidade de Cambridge (Reino Unido) e ao Centro de Ecologia Funcional e Evolutiva (França) – se debruçou sobre o tema da Amazónia. “É um bom sistema de estudo”, afirma Ana Rodrigues, cuja principal área de investigação são as relações entre o desenvolvimento e a biodiversidade. “Ali, o desenvolvimento está a acontecer muito rapidamente”, justifica.

O estudo hoje publicado – em co-autoria com investigadores do Imperial College de Londres e da Universidade de East Anglia, no Reino Unido, e do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazónia, no Brasil – apresenta um retrato espacial do nível de vida de 286 municípios da região, em função do grau e intensidade da desflorestação.

Imagens de satélite permitiram classificar os municípios em sete categorias. Num extremo estão aqueles com floresta praticamente virgem. No outro, aqueles que já foram vítimas do abate generalizado de árvores no passado. No meio está a “fronteira” da desflorestação, ou seja, as regiões onde a agricultura e a pecuária, no momento da análise, estavam a avançar com mais força sobre o verde tropical.

O ano escolhido foi o de 2000, para o qual há abundantes dados sobre as condições de vida das populações. Como baliza, os investigadores escolheram o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), que agrega num só número a expectativa de vida, a literacia e o nível de vida, medido pelo rendimento per capita.

Os resultados apontam para um processo de boom e colapso, como uma bolha. O IDH dispara nos municípios por onde a onda da desflorestação está a passar. Mas depois cai progressivamente.

No final, quando já não há árvores para cortar, nem terra fértil para a agricultura, o IDH volta para um nível semelhante ao do princípio, quando a floresta era virgem. E o seu valor é substancialmente mais baixo do que a média do país.

“Não está a haver um desenvolvimento sustentado do nível de vida das populações”, afirma Ana Rodrigues. Embora a tese em si não seja nova, o estudo apresentou-a sob um novo ângulo analítico.

Não há uma explicação única para o facto de o IDH subir nas zonas de fronteira da desflorestação. A chegada de migrantes de outras regiões com melhores condições de vida pode ser um dos factores. Mas a razão mais provável, especula o estudo, estará no rendimento proporcionado pelos recursos naturais e no acesso ao mercado disponilizado por novas estradas.

Já a queda subsequente do IDH, segundo Ana Rodrigues, terá dois factores determinantes: o aumento da população e uma terra já esgotada e desprovida dos recursos naturais que antes a tornavam tão atraente.

Seis vezes a área de Portugal em 30 anos

Entre 1977 e 2007, a Amazónia perdeu cerca de 570 mil quilómetros quadrados de floresta – mais de seis vezes a área de Portugal.

O recorde anual foi em 1995: 29 mil quilómetros quadrados de verde varridos do mapa. Um novo pico ocorreu já esta década, com 27 mil quilómetros quadrados devastados em 2004. De lá para cá, as áreas têm vindo a diminuir. No último ano, foram cerca de 12 mil quilómetros quadrados – quatro vezes a área ardida em Portugal em 2003.

12.06.2009 – 09h55 PÚBLICO

 

Dia Internacional da Biodiversidade 22 de Maio de 2009

biodiversityHoje 22 de Maio é o dia internacional da biodiversidade. A biodiversidade é o termo utilizado para definir a variabilidade de organismos vivos, flora, fauna, fungos macroscópicos e microorganismos, abrangendo a diversidade de genes e de populações de uma espécie, a diversidade de espécies, a diversidade de interações entre espécies e a diversidade de ecossistemas.

Mais claramente falando, diversidade biológica, ou biodiversidade, refere-se à variedade de vida no planeta terra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade de espécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicas desempenhadas pelos organismos nos ecossistemas; e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemas formados pelos organismos.

Vamos ser activistas na defesa do ambiente ajudando a preservar a Biodiversidade.

Informa-te das espécies em risco. Consulta este link: http://www.wwf.pt/

Já construíste a tua baleia? Acede ao link: http://www.send-a-whale.com/sendawhale/landing.php