BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Homem do Gelo tinha olhos castanhos, tez branca e intolerância à lactose 1 de Março de 2012

A múmia mais completa de sempre, encontrada em 1991, nos Alpes italianos, continua a ser uma fonte de informação. Agora foram reveladas as conclusões da análise genética do seu ADN. Ötzi teria olhos castanhos e pele branca, era intolerante à lactose e tinha disposição genética para ter problemas cardíacos, revela o estudo publicado nesta terça-feira na revista Nature Communications.

A história deste representante do neolítico, que morreu há 5300 anos, por motivos mais ou menos misteriosos, mas que envolveram certamente uma seta que carrega no ombro esquerdo e um corte na mão direita, é rica em detalhes conhecidos nos últimos 20 anos.
Em 1991, um casal de alpinistas alemão encontrou no Vale Ötzal, a 3120 metros de altura, um corpo mumificado, que estava protegido há milénios da deterioração pelo frio, pela escuridão e pelo gelo. O Homem do Gelo foi encontrado e descrito.
Como múmia, Ötzi é mais completo do que os faraós egípcios, pois continua a ter todos os órgãos, que nos faraós foram retirados. Tinha 1,59 metros, pesava em vida 50 quilos e quando morreu teria cerca de 46 anos. Vestia couro de cabra e tinha se alimentado, recentemente, de carne de veado e cabra. (more…)

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A amiba e a bactéria, uma história de agricultura microscópica 20 de Janeiro de 2011

Um estudo publicado na Nature mostra pela primeira vez um exemplo de agricultura no mundo microscópico. Uma espécie de amiba é capaz de parar de comer bactérias, armazenar alguns indivíduos e semeá-los noutro local onde não haja alimento.

Chama-se Dictyostelium discoidieum e podia entrar na lista dos seres vivos mais estranhos. Esta amiba microscópica – que quando falta comida agrega-se a mais uns milhares de irmãos amibas para se transformar num corpo parecido com uma lesma de meio centímetro – é capaz de recolher bactérias para levar para outros locais onde não haja alimento.

A descoberta foi feita por Debra Brock, da Universidade Rice, em Houston, no Texas (EUA). Era a primeira vez que a cientista olhava para os esporos de uma amiba selvagem, explicou a Science que noticiou a descoberta. Normalmente, os cientistas trabalham com indivíduos que provêm de laboratórios, há gerações e gerações. Mas a equipa de Brock tinha ido buscar à natureza 35 amibas selvagens. (more…)

 

As probabilidades estão do lado de Darwin 27 de Maio de 2010

A vida tem um antepassado comum? Sim. Dizem a teoria da evolução no século XIX, a genética do século XX e a estatística de hoje.

Há poucos dias Craig Venter mostrou ter sintetizado um genoma artificial, que foi introduzido dentro de uma célula bacteriana, e foi capaz de desencadear o movimento da vida. Bravo. Mas o código genético que utilizou não foi inventado por ele. É partilhado por todos os organismos da Terra, tem pelo menos 3,5 mil milhões de anos, e une-nos desde sempre, apesar de só termos tido consciência disso no século XIX, quando Charles Darwin se lembrou de desenhar no seu caderno de apontamentos a primeira árvore evolutiva e escreveu por cima “I think”.

O evolucionista pensou, desenhou, teorizou. Adeus criacionismo e Adão e Eva, adeus teoria da geração espontânea. Olá evolução e primos chimpanzés. Ao longo do século XIX e XX a evolução continuou a ganhar argumentos. A demonstração das características hereditárias que Gregor Mendel fez com as ervilhas, a descoberta da cadeia dupla de ADN e a conclusão de que o código genético é quase universal, ou seja, que os organismos usam o mesmo dicionário para traduzir a informação que está no ADN para as proteínas, confirmaram o que a teoria de Darwin previa. (more…)

 

Investigadores transferiram genoma alterado entre duas espécies de bactérias 24 de Agosto de 2009

ENVIRONMENT MICROBESBiologia sintética

Pôr as bactérias a trabalhar para nós é um dos grandes objectivos da biotecnologia. Investigadores do Instituto Craig Venter, em Maryland, deram mais um passo nesse sentido, ao conseguirem transplantar um genoma modificado de uma bactéria para outra, e esperam usar esta técnica para criar micróbios completamente sintéticos.21.08.2009 – PÚBLICO/ Reuters

Desde a produção de novas vacinas até à limpeza de resíduos tóxicos, há toda uma panóplia de trabalhos reservados para estes seres microscópicos, à medida que se consegue mexer cada vez mais na sua estrutura genética.

O artigo publicado hoje na revista “Science” descreve o que equipa de Carole Lartigue fez: retirou o genoma completo de uma bactéria, inseriu-o em leveduras – um óptimo modelo para se fazer experiências em biologia– alterou-lhe geneticamente o genoma. Finalmente, voltou a transplantá-lo para outra espécie de bactéria. (more…)