BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Terra um Planeta com Vida 25 de Outubro de 2011

Anúncios
 

Afinal, terá sido o metano que causou a extinção da vida marinha 24 de Julho de 2011

A extinção de cerca de 90 por cento das espécies marinhas e de 70 por cento dos vertebrados ocorrida há 201 milhões de anos terá sido causada, não pelo incremento da actividade vulcânica, mas graças à libertação de uma enorme quantidade de metano na atmosfera, conclui um estudo publicado hoje na revista Science.

Um grupo de investigadores coordenado por Micha Ruhl, da Universidade de Utrecht, na Holanda, defende que a destruição da vida marinha que aconteceu durante o período geológico, altura em que se deu a fragmentação da Pangeia – e que a comunidade científica atribui a alterações de clima – correspondeu antes à libertação de metano para a atmosfera, seguida de uma alteração climática.

Até agora, os estudos apontavam a actividade vulcânica como a causa das alterações de clima que levaram à extinção maciça de espécies marinhas. Teoria que é posta, agora, em questão. De acordo com os investigadores, a libertação de toneladas de metano – um hidrocarboneto em forma de gás incolor – aconteceu durante dez mil a 20 mil anos, durante a extinção da vida marinha no final do período Triásico. (more…)

 

Subida das temperaturas vai acelerar emissão de CO2 armazenado nas turfeiras do Norte do planeta 29 de Julho de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 11:31
Tags: , , , , ,

turfeirasEstudo publicado na revista “Nature”

 Enquanto o mundo negoceia um plano de acção mundial contra as alterações climáticas, os cientistas trabalham para perceber melhor o fenómeno. Hoje, uma equipa de investigadores de três países divulgou que um aumento de 1ºC vai aumentar em mais de metade o CO2 emitido pelas turfeiras nas regiões nórdicas. O estudo foi publicado na revista “Nature”. 

A equipa de cientistas holandeses, suecos e britânicos mostrou que “um aumento de 1ºC vai acelerar a respiração de todo aquele ecossistema [as turfeiras] em média em 60 por cento na Primavera e 52 por cento no Verão. Este efeito durará, pelo menos, oito anos”.

Os cientistas estimam que durante as próximas décadas, o aumento de 1ºC levará as turfeiras boreais a emitir anualmente entre 38 e cem milhões de toneladas de CO2. Ora, a meta de redução das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) no conjunto da União Europeia é de 92 milhões de toneladas por ano, lembram os investigadores.

(more…)

 

Modelos climáticos deixam de fora metano libertado pelos oceanos 9 de Julho de 2009

alteraçõesAté agora, a contribuição do metano oceânico para o efeito de estufa tem sido grandemente subestimada e não foi incluída nos modelos climáticos internacionais, alerta um estudo publicado ontem na revista especializada “Nature Geoscience”.

Os cientistas da Universidade de San Diego, coordenados por Evan A. Solomon, estudaram seis locais do Golfo do México onde o metano é libertado por “chaminés de gás” na placa oceânica, a 500 ou 600 metros de profundidade. A emissão para a atmosfera destas bolhas de metano será “considerável”.

Contra o que seria de esperar, as bolhas emitidas a estas profundidades atingem as águas à superfície e o metano que contêm escapa para a atmosfera.

Graças a um robô submersível, os investigadores recolheram amostras de água de 20 em 20 metros numa coluna de água nas proximidades daquelas “chaminés de gás” e analisaram a concentração de metano. Máxima à saída das chaminés, a concentração em metano diminui rapidamente, antes de aumentar de novo à superfície.

A partir das concentrações de metano nas águas à superfície, os investigadores calcularam a velocidade da difusão de metano na atmosfera. E encontraram valores dez a dez mil vezes superiores às estimativas anteriores. Até agora pensava-se que as bolhas emitidas a mais de 200 metros de profundidade não chegavam à superfície.

Os investigadores consideram que estes resultados “salientam a importância das chaminés de gás como fonte de metano atmosférico”, uma fonte subestimada nas previsões climáticas actuais.

O estudo de outras bacias ricas em hidrocarbonetos – como o Golfo Pérsico ou o Mar Cáspio – deverá confirmar estes resultados.

O metano é um gás com efeito de estufa muitas vezes subestimado mas mais potente que o dióxido de carbono (CO2). Num período de cem anos, o seu potencial de aquecimento global é 25 vezes maior do que o do CO2.
06.07.2009 – PÚBLICO

 

Ambiente: Telhados brancos reduziriam aquecimento global 29 de Maio de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 14:31
Tags: , , , , ,

Telhados brancos e estradas de cores frias, reflectindo mais a luz do Sol e o calor, teriam um grande impacto na luta contra o aquecimento climático, declarou terça-feira, em Londres, o secretário americano da Energia, Steven Chu.

A construção de casas com telhados brancos e planos e de estradas de cor pálida são projectos de geo-engenharia «completamente benignos» e que teriam um efeito equivalente a parar o tráfego automóvel no mundo durante 11 anos, afirmou o responsável americano num simpósio em Londres.

De acordo com Chu, um dos laureados com o Prémio Nobel da Física em 1997, estas medidas tornariam as casas mais frescas e, como tal, com menor consumo energético de ar condicionado.

27/05/09, In Diário Digital / Lusa

 

Limpar a casa com as receitas ambientais da nossa avó 17 de Maio de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 09:45
Tags: , , , , , ,

limao_truques_dicas_thumbDe cada vez que limpamos a casa ou a roupa, os produtos usados libertam para a atmosfera centenas de partículas químicas que prejudicam a saúde e também o meio ambiente. Por essa razão, o DN deixa-lhe algumas receitas que podem ajudar a tratar da limpeza de maneira ecológica. Isto tudo, claro, sem que a natureza se “queixe”.

Já alguma vez pensou que poderia fazer os seus próprios detergentes em casa e com produtos acessíveis? Sim, isto é possível. É simples, barato e, acima de tudo, ecológico. Diz quem experimentou que estas alternativas verdes, muitas delas receitas usadas pelas nossas avós, resultam da mesma forma – e à vezes ainda melhor – que os produtos sintéticos. Mas a mudança para alternativas verdes deve ser feita gradualmente: principalmente pelo facto de os produtos naturais não deixarem na casa ou na roupa o cheiro a limpo, a que a maioria das pessoas está habituada.

Lavar polui. Pode não fazer sentido, mas é verdade. Os produtos que usamos para limpar as nossas casas libertam os mais variados químicos para o ar que podem ser bastante prejudiciais à saúde, principalmente se tiver crianças em casa ou pessoas com alergias. Tensioactivos, perfumes sintéticos, conservantes (como os ftalatos) e outros aditivos podem ter consequências no nosso corpo.

green-household-cleaners-1O impacte destes químicos não pode nem deve ser desprezado, pois tem graves consequências no meio ambiente. Os testes realizados em peixes que normalmente habitam os locais onde desaguam os esgotos revelaram que as substâncias químicas eram confundidas pelo organismo, que pensava serem hormonas femininas. Ou seja, os químicos provocavam a mutação dos peixes, tornando-os todos fêmeas. Da mesma maneira, esses compostos químicos podem provocar no ser humano problemas de saúde, desde asma, a eczemas, urticária ou até mesmo cancro.

É por isso importante que tome atenção aos compostos dos seus detergentes. A melhor forma é escolher produtos com o rótulo ecológico da União Europeia.

Há também gamas de produtos ecológicos que funcionam muito bem mas cujo preço é elevado, afastando muitos dos potenciais compradores.

Curiosamente, as melhores soluções para deixar a sua casa limpa e não prejudicar o ambiente vêm do passado.

É com ingredientes como o vinagre, limão, bicarbonato de sódio, sal ou amónia – principalmente os três primeiros – que pode fazer os seus próprios detergentes ecológicos.

Dê atenção à sua avó quando ela lhe disser que não há melhor forma de tirar manchas do fogão do que com bicarbonato de sódio. Ou que usar vinagre para remover calcário e amaciar a roupa, também torna as cores mais vivas. Outra receita é a do sumo de limão para limpar vidros, remover manchas do alumínio, da porcelana e que pode ser usado como branqueador. São pequenos truques que tornam a sua avó uma verdadeira ecologista.

                                                                                               16/05/09 In Diário de Notícias

 

Aquecimento do Atlântico ligado às poeiras do Sara e aos vulcões 29 de Março de 2009

desertoA aceleração do aquecimento do Oceano Atlântico nos últimos trinta anos explica-se em grande parte pela diminuição das tempestades de areia no Sara e uma menor actividade vulcânica nos trópicos, sustenta um estudo divulgado quinta-feira nos Estados Unidos.

Os investigadores combinaram dados de satélites sobre a poeira e outras partículas em suspensão na atmosfera que fazem cortina ao sol, com modelos climáticos para avaliar os efeitos sobre a temperatura na superfície do Oceano Atlântico.

Conseguiram calcular o aquecimento do Atlântico nos últimos 26 anos e o impacto sobre as temperaturas segundo as alterações nas tempestades de areia em África e as actividades vulcânicas sobretudo com as erupções do vulcão El Chichón no México em 1982 e do Monte Pinatubo nas Filipinas em 1991.

“Uma grande parte da subida da temperatura desde há 26 anos na superfície do Oceano Atlântico nos trópicos – um quarto de grau Celsius em média por década – só pode explicar-se por (uma diminuição) das tempestades de areia e da actividade vulcânica”, indica Amato Evan, um climatologista da Universidade do Wisconsin (norte), principal autor deste estudo publicado na edição online do jornal Science datado de 26 de Março.

“A combinação destes dois factores explica cerca de 70 por cento deste aumento da temperatura e um quarto está ligado às tempestades de areia e poeira” em África, precisa.

Um aumento modesto pode ter um impacto importante na frequência e na intensidade dos ciclones que se formam mais nas águas mais quentes, explica este investigador.

É assim que a diferença de temperatura na superfície do Atlântico entre 1994, um ano com muito pouca actividade ciclónica, e 2005, que bateu um recorde em número de tempestades tropicais e de furacões, foi de apenas de meio grau Celsius, nota.

Os resultados desta investigação sugerem que apenas 30 por cento dos aumentos da temperatura da água do Atlântico são devidos a outros factores tais como as alterações climáticas, conclui.

Sem desvalorizar a importância das alterações climáticas, este investigador nota que este ajustamento permite compreender porque é que o Atlântico aquece mais depressa do que o Pacífico.

“Isto permite restabelecer uma coerência porque sabemos que as alterações climáticas não podem só por si levar a uma subida tão rápida das temperaturas na superfície dos oceanos”, salienta Amato Evan.

                                                                  In Diário de Notícias, 27 de Março de 2009