BioGeogilde Weblog

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Existem alimentos que podem regenerar o fígado 14 de Março de 2011

     Nutricionistas brasileiros sugerem nutrientes e combinações.  

Ingerir excesso de álcool, exagerar na ingestão de hidratos de carbono, principalmente na forma de açúcar ou doces, consumir enchidos ou mais gordura do que o necessário são pequenas causas que têm efeito no nosso fígado.

Algumas das consequências podem ser dores de cabeça ou outro tipo de mal-estar, mas existe a possibilidade de regenerarmos esse nosso órgão que é o mais afectado pelo consumo excessivo de bebidas e alimentos impróprios. Segundo um estudo de um grupo de nutricionistas brasileiros, se consumirmos durante dois dias alguns alimentos, poderemos recuperar a saúde do nosso fígado.

Os nutricionistas sugerem até alguns alimentos e combinações para o efeito. Um dos nutrientes que tem a função de limpar o fígado é o enxofre, presente principalmente em vegetais mais escuros, como a couve, os bróculos e o agrião. Um sumo de agrião e couve pode ser tomado duas vezes ao dia e tem efeitos surpreendentes.

Aminoácidos como a leucina, encontrado em carnes magras, por exemplo, ou a cisteína da lentilha, do feijão branco e do grão-de-bico também fortalecem as enzimas que limpam o organismo e ajudam a regenerar o fígado. Um estudo já divulgado pelo Instituto Nacional de Investigação Agronómica (Inra) francês reforça que uma maior presença de leucina na alimentação contribui para reduzir a perda da massa muscular durante a velhice. (more…)

 

Estudo confirma que doces podem causar dependência 3 de Fevereiro de 2011

Neurotransmissores que provocam o vício libertados com consumo de açúcar.

O vício em chocolate e noutros doces realmente existe, de acordo com investigadores do Instituto Central de Saúde Mental de Mannheim, na Alemanha, que procuraram compreender quando e por quê o açúcar pode causar dependência, da mesma forma que o álcool, o tabaco ou outras drogas.

Falk Kiefer, investigador que liderou o estudo que respondeu a estas questões, submeteu um grupo de voluntários com excesso de peso a ressonâncias magnéticas a fim de observar as suas reacções perante a exibição de imagens de doces, bolos e gelados.

Com estes testes, o cientista alemão constatou que as imagens activaram o mecanismo de compensação do cérebro em pessoas expostas às imagens de guloseimas.
Foi observada a libertação de dopamina, um neurotransmissor que estimula o sistema nervoso central e que também é conhecido como a “hormona da felicidade”, visto que proporciona a sensação de bem-estar. Segundo os investigadores, esta reacção é comparável aos efeitos causados pela droga e pelo álcool, cujo consumo também provoca a libertação deste neurotransmissor.

Foram ainda realizados testes com ratos “viciados em açúcar”. Quando privados deste componente, tiveram as mesmas reacções que roedores “alcoólicos” que deixaram de consumir álcool, como tremores, ansiedade e nervosismo. “Os processos que são libertados no mecanismo de compensação pelo açúcar são, de facto, comparáveis com o álcool e a nicotina”, assegurou o investigador Rainer Spanagel. (more…)

 

Estudo sobre álcool revela consumo abusivo e dependência de jovens 2 de Maio de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 19:13
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Os jovens bebem demasiadas bebidas alcoólicas, e uma percentagem significativa já é dependente do álcool, revela um estudo médico realizado em Coimbra durante a Queima das Fitas e hoje divulgado.

A investigação coordenada pela médica Rosa Costa, e realizada em 2008 no âmbito daquela festa académica, conclui que os jovens não apenas consomem excessivamente durante o evento, como têm hábitos alcoólicos preocupantes ao longo do ano.

«Os resultados obtidos permitem tirar a ilação de que o consumo de bebidas alcoólicas excessivo é habitual em 50 por cento da amostra, pois 44,5 por cento foram classificados como tendo um consumo nocivo/abuso e 5,6 por cento foram considerados dependentes», revela a clínica no estudo, divulgado na véspera do maior acontecimento da Queima das Fitas 2009, o Cortejo dos Quartanistas.

A investigadora acrescenta que «o consumo nocivo/abuso e a dependência foram mais frequentes no sexo masculino e entre os 18 e os 29 anos. Nas idades mais jovens (15-17 anos) foram encontrados sete casos de consumo nocivo/abuso e dois casos de dependência alcoólica».

Na amostra, em que participaram 395 pessoas (68,4 por cento do sexo masculino), com idade média de 22,8 anos (o mais jovem tinha 15 anos e o mais velho 47 anos), pretendia-se determinar os níveis de alcoolemia e avaliar os hábitos alcoólicos e tabágicos.

Realizado no recinto onde decorriam os concertos das Noites do Parque, o estudo consistiu num questionário anónimo e na medição da taxa de álcool no sangue, com recurso a um alcoolímetro.

«O nível de alcoolemia médio foi de 1,2 mg/dl. O valor máximo de alcoolemia detectado foi de 4 mg/dl. Constatei que 71 por cento dos indivíduos tinham uma alcoolemia superior à permitida por lei (0,5 mg/dl), sendo que a maioria pertencia ao sexo masculino», revela a médica no seu estudo.

Quanto aos hábitos tabágicos, na amostra, 43 por cento eram fumadores e, na altura, a grande maioria, um pouco mais de 85 por cento, afirmara concordar com a lei que proíbe o fumo em locais públicos, que havia entrado em vigor três meses antes (Janeiro de 2008).

A maioria (76 por cento) apresentava dependência baixa da nicotina e quase 40 por cento dos fumadores tinham uma motivação moderada/elevada para parar de fumar, acrescenta.

«Face aos resultados obtidos, penso que seria importante, no futuro, como forma de intervenção, intensificar as campanhas de hábitos de vida saudável, e estendê-las por todo ano e não apenas nesta altura da semana académica da Queima das Fitas», refere a médica do Centro de Saúde da Fernão de Magalhães, em Coimbra.

Segundo Rosa Costa, «a intervenção para este grupo deveria ser mais intensiva e prolongada», durante todo o ano, quer quanto ao consumo excessivo de álcool, quer quanto ao consumo de tabaco.

Na sua perspectiva, os próprios serviços médico-universitários poderiam disponibilizar consultas direccionadas à prevenção do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, e para desabituação tabágica.

O estudo de Rosa Costa contou com o apoio logístico da associação Saúde em Português e da Comissão Central da Queima das Fitas 2008.

                        In Lusa / SOL, 02/05/09