BioGeogilde Weblog

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais, Biologia Geologia e Biologia

Toda água da Terra reunida 21 de Maio de 2012

Muito se fala que o planeta Terra deveria chamar-se planeta Água devido a cerca de 70% de sua superfície ser coberta de água. Mas a realidade é que os oceanos são rasos, se comparados com o raio da Terra (3,79 quilómetros em média, comparados com os cerca de 6.000 quilómetros do raio).

A ilustração mostra o que aconteceria se toda a água na superfície ou próxima dela (até a humidade da atmosfera) fosse reunida em uma esfera. O raio desta esfera seria de cerca de 700 quilómetros, menos que metade do raio da Lua, mas um pouco maior que Rhea, uma lua de Saturno, que, como muitas luas em nosso sistema solar, é constituída praticamente só de água congelada. O quanto desta água está sobre a Terra e quanto está sob a superfície ainda é um tópico de pesquisas.

Esta imagem é do U. S. Geography Survey (Pesquisas Geográficas do EUA, algo como o IBGE deles). Também fizeram uma imagem um pouco diferente retratando a água do planeta, com três gotinhas de água sobre a Terra: a maior é toda a água do planeta, a segunda maior é a água doce subterrânea, dos lagos, pântanos e rios, e a menor é a água apenas de rios e lagos.

Uma imagem muito parecida, do dr. Adam Nieman, “Volume Global de Água e Ar”, ganhou em 2003 uma competição de imagens científicas, “Visions of Science”.

Então, vivemos sobre um planeta “Água” ou “Terra”?

Hype Science

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Até quando vamos ter água boa para beber? 24 de Abril de 2012

Equipa do CCIAM estuda as vulnerabilidades do sistema da EPAL.

A mudança climática actual já teve efeitos sobre o ambiente natural, incluindo nos recursos hídricos. Mas, mudanças ainda maiores são esperadas durante o século XXI.

Segundo uma equipa de investigadores do CCIAM (Climate Change Impacts, Adaptation and Mitigation Research Group), um grupo integrado no laboratório S.I.M (Sistemas, Instrumentalização e Modelação), Faculdade de Ciências de Lisboa, no sul da Europa, a precipitação vai muito provavelmente diminuir e os eventos extremos (incluindo inundações e secas) serão mais frequentes.

Neste contexto, este grupo de investigação ligado às alterações climáticas começou a estudar as vulnerabilidades de médio e longo prazo do sistema da EPAL (Empresa Portuguesa das Águas Livres) para a mudança climática, fornecendo assim informações para o planeamento e apoio à decisão. Intitulado «ADAPTACLIMA-EPAL», neste projecto os investigadores estão a fazer um plano estratégico de adaptação da EPAL aos cenários de alterações climáticas. Ou seja, “períodos de seca como o que estamos a sofrer agora, e já sofremos em 2003 e 2005, terão tendência a acontecer cada vez mais, com características um pouco diferentes. Por isso, modelamos esses cenários e tentamos perceber qual a melhor estratégia para a EPAL se adaptar a este clima em mudança”, explica David Avelar ao Ciência Hoje. Segundo o biólogo da equipa do CCIAM, o intuito, num sentido geral, é perceber se no futuro iremos ter água boa para beber.Desde que iniciou, em 2010, o estudo já modelou os cenários climáticos e socioeconómicos para a região da EPAL, que é toda a bacia do Tejo. Isto é, “já sabemos como é que vai ser a (more…)
 

Investigadores transformam água do mar em água potável através de natotecnologia 23 de Março de 2010

Objectivo é criar um dispositivo portátil que possa ser utilizado em situações de emergência.

Uma equipa de investigadores do MIT desenvolveu um dispositivo que consegue transformar pequenas quantidades de água do mar (salgada) em água potável. Graças à nanotecnologia este método é bastante mais simples do que os métodos de dessalinização habituais. O estudo está publicado na «Nature Nanotechnology».

O instrumento agora apresentado funciona mediante um fenómeno conhecido como “polarização por concentração de iões” que acontece quanto uma corrente de iões circula através de um nano-canal que vai seleccionando os iões.

Os processos tradicionais de dessalinização requerem um grande consumo energético. A água é forçada a passar por uma membrana que remove as células do sal. Por isso, só funcionam com grandes quantidades de água. Economicamente, são dispendiosas.

Neste novo método, que já tem sido utilizado para outros fins, a água com carga iónica, salgada, passa por um nano-canal. Ao longo do canal existe uma voltagem que repele as partículas com carga. Isto faz com que o líquido se separe, criando dois fluxos, um com carga e outro com partículas neutras.

Os investigadores ainda não sabem como sequenciar e juntar várias destas unidades. O seu objectivo é conseguir criar um dispositivo portátil que possa funcionar com uma bateria que trabalhe a energia solar. Isto para ser utilizado em situações de emergência (ajudar pessoas que vivem em ambientes de seca, vítimas de cheias ou outros desastres naturais). (more…)