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Especialistas de 12 países estudam influência da actividade téctonica e vulcânica na previsão de erupções 12 de Setembro de 2009

picoAçores

Cientistas de mais de uma dezena de países, incluindo alguns com vulcões muito activos, estão nos Açores para estudar a forma como a actividade tectónica e vulcânica pode influir nas previsões de erupções.

A Conferência Anual da Comissão Europeia de Sismologia vai decorrer durante a próxima semana no Convento de S. Pedro de Alcântara, no Pico, com a presença de 35 cientistas de 12 países.

“A presença de cientistas de países com vulcões altamente activos, com larga experiência na sua monitorização, é uma garantia da importância deste encontro”, salientou Zilda França, da Universidade dos Açores, em declarações à Lusa. (more…)

 

Cientistas reúnem-se nos Açores para falar de vulcões 14 de Abril de 2009

acores1Os Açores acolhem este ano dois eventos internacionais sobre vulcanologia e sismicidade, que vai reunir cientistas internacionais, num arquipélago considerado pelos estudiosos «um laboratório vivo» naquelas duas áreas.

Zilda França, do departamento de Geociências da Universidade dos Açores, adiantou à agência Lusa que o primeiro evento, no âmbito da geoquímica, ocorre entre 11 a 15 de Maio, nas ilhas do Pico e Faial.

A Penrose Conference, realizada anualmente em vários países, traz até ao arquipélago açoriano cientistas da Alemanha, Portugal, América, Malásia, Itália, França, Espanha e Suíça, considerados «o topo da geoquímica mundial».

Segundo Zilda França, é «um evento muito importante», que se vai debruçar sobre a existência de plumas mantélicas (um material que existe no interior da terra em profundidade), responsáveis pelo vulcanismo de determinadas regiões.

«Pensa-se que todo o vulcanismo do arquipélago resulta da existência de uma pluma», salientou Zilda França, uma das cinco organizadores do evento, com o aval da Geological Society of América.

Em Setembro, a ilha do Pico volta a receber um evento internacional «de renome», que vai abordar «a interacção entre a actividade vulcânica e tectónica e implicações para as previsões», numa organização da IASPEI.

Essa associação internacional debruça-se sobre aspectos físicos da terra e este ano reúne peritos da Comissão Sismológica Internacional, no Pico.

Entre 14 a 20 de Setembro, os cientistas internacionais vão abordar a experiência dos Açores, «um laboratório vivo» no campo da vulcanolocia e sismicidade, e estudar os casos do Hawai e América do Sul.

Evidenciando a «alta» sismicidade e o vulcanismo «activo» do arquipélago açoriano, Zilda França disse à Lusa que os Açores têm uma «situação privilegiada», por estarem situados numa zona de confluência de três placas tectónicas (a americana, a euro-asiática e a africana ou núbia).

                                                                                                      14 de Abril de 2009 In Diário Digital / Lusa

 

Aquecimento do Atlântico ligado às poeiras do Sara e aos vulcões 29 de Março de 2009

desertoA aceleração do aquecimento do Oceano Atlântico nos últimos trinta anos explica-se em grande parte pela diminuição das tempestades de areia no Sara e uma menor actividade vulcânica nos trópicos, sustenta um estudo divulgado quinta-feira nos Estados Unidos.

Os investigadores combinaram dados de satélites sobre a poeira e outras partículas em suspensão na atmosfera que fazem cortina ao sol, com modelos climáticos para avaliar os efeitos sobre a temperatura na superfície do Oceano Atlântico.

Conseguiram calcular o aquecimento do Atlântico nos últimos 26 anos e o impacto sobre as temperaturas segundo as alterações nas tempestades de areia em África e as actividades vulcânicas sobretudo com as erupções do vulcão El Chichón no México em 1982 e do Monte Pinatubo nas Filipinas em 1991.

“Uma grande parte da subida da temperatura desde há 26 anos na superfície do Oceano Atlântico nos trópicos – um quarto de grau Celsius em média por década – só pode explicar-se por (uma diminuição) das tempestades de areia e da actividade vulcânica”, indica Amato Evan, um climatologista da Universidade do Wisconsin (norte), principal autor deste estudo publicado na edição online do jornal Science datado de 26 de Março.

“A combinação destes dois factores explica cerca de 70 por cento deste aumento da temperatura e um quarto está ligado às tempestades de areia e poeira” em África, precisa.

Um aumento modesto pode ter um impacto importante na frequência e na intensidade dos ciclones que se formam mais nas águas mais quentes, explica este investigador.

É assim que a diferença de temperatura na superfície do Atlântico entre 1994, um ano com muito pouca actividade ciclónica, e 2005, que bateu um recorde em número de tempestades tropicais e de furacões, foi de apenas de meio grau Celsius, nota.

Os resultados desta investigação sugerem que apenas 30 por cento dos aumentos da temperatura da água do Atlântico são devidos a outros factores tais como as alterações climáticas, conclui.

Sem desvalorizar a importância das alterações climáticas, este investigador nota que este ajustamento permite compreender porque é que o Atlântico aquece mais depressa do que o Pacífico.

“Isto permite restabelecer uma coerência porque sabemos que as alterações climáticas não podem só por si levar a uma subida tão rápida das temperaturas na superfície dos oceanos”, salienta Amato Evan.

                                                                  In Diário de Notícias, 27 de Março de 2009