BioGeogilde Weblog

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Hélice dupla de DNA é fotografada pela primeira vez 9 de Dezembro de 2012

DNAEm 1953, James D. Watson e Francis Crick, trabalhando com cristalografia de raio-X, descobriram que a estrutura do DNA, a molécula que armazena o código genético de todos os seres vivos, tinha a forma de uma dupla hélice, ou de uma espiral.

A cristalografia de raio-X é um processo no qual uma amostra é “iluminada” por raio-X, espalhando o mesmo. Através de uma análise matemática complexa do padrão de espalhamento do raio-X, chega-se à forma da molécula.

Agora, uma imagem dessa forma foi feita pela primeira vez, por Enzo di Fabrizio, no Instituto de Tecnologia Italiano em Gênova. Ele utilizou um método diferente, e fez uso de microscópios eletrônicos.

Primeiro foi criado um padrão com nanopilares extremamente repelentes a água. Nesta estrutura foi colocada uma solução com partes de DNA. A água da solução evaporou rapidamente, deixando fios de DNA esticados entre as nanocolunas, como uma corda bamba.

Para então criar a imagem da molécula, foi utilizado um feixe de elétrons passando por furos na base sobre a qual estavam os nanopilares. A imagem foi captada por um microscópio eletrônico. (more…)

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DNA 6 de Outubro de 2010

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Composição e Estrutura do Ácidos Nucleicos 24 de Setembro de 2009

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Micróbio congelado pode dar pistas sobre a vida extraterrestre 16 de Junho de 2009

gronelandiaO “bichinho” chama-se Herminiimonas glaciei ou, simplesmente, H. glaciei . Durante mais de 120 mil anos esteve aprisionado no gelo da Gronelância e segundo os investigadores da equipa norte-americana dirigida por Jennifer Loveland-Curtze servirá de exemplo mostrando que tipo de formas de vida podem existir noutros planetas.

Os investigadores mostraram muita paciência na tarefa de acordar este micróbio para a vida. As amostras do pequeno exemplar – mesmo quando já consideramos as reduzidas dimensões das bactérias – terão sido “internadas” numa incubadora a dois graus celsius durante sete meses. Depois e durante os quatro meses e meio seguintes, a temperatura foi aumentada para cinco graus. Foi nessa altura que as colónias da bactéria foram vistas.

É uma ultramicrobactéria e terá sido este tamanho reduzido que a terá ajudado a sobreviver no gelo. As pequenas dimensões celulares já foram associadas a vantagens na eficiência para a obtenção de nutrientes, protecção de predadores, entre outras defesas.

A maior parte da vida na Terra consiste em microorganismos e, por isso, é possível considerar que este cenário se encontra noutros planetas. A pesquisa de microorganismos que vivem em condições extremas na Terra pode, assim, dar algumas pistas sobre o tipo de formas de vida existentes noutros locais do sistema solar, dizem os investigadores. “Estas condições extremas do frio são as melhores analogias para possíveis habitats extraterrestres”, diz Loveland-Curtze, acrescentando que as baixas temperaturas podem conservar as células e os ácidos nucleicos durante milhões de anos. Estudar este micróbio minúsculo pode ajudar a perceber como as células vivem e sobrevivem em temperaturas que podem chegar as 56 graus negativos, como pouco oxigénio, poucos nutrientes, pressões altas e pouco espaço.

H. glaciei não é prejudicial aos humanos e é uma das poucas ultramicrobactéria descritas até à data e será a única proveniente do manto de gelo da Gronelândia. A descoberta foi publicada na actual edição do “International Journal of Systematic and Evolutionary Microbiology”.
15.06.2009 – 17h05 PÚBLICO