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Brasil libertou insectos transgénicos para combater a febre de dengue 18 de Abril de 2012

Mais de dez milhões de mosquitos transgénicos têm sido libertados no Brasil, na cidade de Juazeiro, na Bahia, para combater a febre de dengue, que causa dores tão intensas que é conhecida como doença quebra-ossos, hemorragias e pode terminar na morte das pessoas infectadas.

Libertados na natureza desde há um ano, os machos do mosquito Aedes aegypti têm um gene que leva à morte os descendentes destes mosquitos modificados geneticamente, para assim acabar por reduzir a transmissão da doença. A experiência, segundo o site SciDevNet, foi aprovada pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança do Brasil, e será alargada a várias cidades do país.
Aldo Malavasi, da empresa brasileira Moscamed, produtora dos mosquitos, inicialmente desenvolvidos por uma empresa britânica, diz que os resultados agora apresentados já são “muito positivos” e garante que os mosquitos são incapazes de ter descendentes viáveis. “Das amostras recolhidas no campo, 85 por cento dos ovos eram transgénicos, o que significa que os machos libertados estão a ultrapassar a população selvagem. Isto deverá resultar na diminuição de mosquitos Aedes e na redução da transmissão da dengue.”
Os críticos destas experiências receiam, no entanto, que os mosquitos consigam dar descendência fértil  na natureza, com consequências ambientais imprevisíveis.

16.04.2012 PÚBLICO