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Chimpanzés sabem o que é ser polícia 9 de Março de 2012

Cientistas de Zurique provam comportamentos morais nos nossos familiares mais próximos.

Alguns chimpanzés mantêm a ordem dos grupos em que vivem intervindo de forma imparcial. A conclusão é de uma equipa de primatologistas da Universidade de Zurique, que acaba de publicar observações de quatro grupos do jardim zoológico de Gossau, nordeste da Suíça. Os investigadores escrevem na revista “PlOs One” que os machos e as fêmeas mais respeitados em cada grupo intervêm como polícias quando a estabilidade do grupo é ameaçada, por com novos elementos. “O interesse nas preocupações comunitárias altamente desenvolvido nos humanos e que constitui a base do nosso comportamento moral tem raízes profundas”, concluem. “Pode ser observado nos nossos parentes mais próximos.”

As semelhanças entre o comportamento dos humanos e destes grandes primatas não deixa de surpreender e os investigadores acreditam que este estudo é a primeira observação directa de comportamento motivado por concepções morais nos chimpanzés, que se terão separado do homem na linha evolutiva há entre oito e seis milhões de anos. Os cientistas ainda não estão certos de qual terá sido o último ancestral comum. A resposta mais recente foi divulgada em 2009 na revista “Science”, com a descoberta de um hominídeo fêmea com 4,4 milhões de anos, baptizada de Ardi e que veio replicar o entusiasmo gerado pela australopiteca Lucy nas parecenças com o homem (embora seja um milhão de anos mais mais velha). O ancestral mais consensual viveu há sete milhões de anos e foi descrito em 2001, Sahelanthropus tchadensis.

Por Marta F. Reis, publicado em 9 Mar 2012 – Jornal I