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Afinal, terá sido o metano que causou a extinção da vida marinha 24 de Julho de 2011

A extinção de cerca de 90 por cento das espécies marinhas e de 70 por cento dos vertebrados ocorrida há 201 milhões de anos terá sido causada, não pelo incremento da actividade vulcânica, mas graças à libertação de uma enorme quantidade de metano na atmosfera, conclui um estudo publicado hoje na revista Science.

Um grupo de investigadores coordenado por Micha Ruhl, da Universidade de Utrecht, na Holanda, defende que a destruição da vida marinha que aconteceu durante o período geológico, altura em que se deu a fragmentação da Pangeia – e que a comunidade científica atribui a alterações de clima – correspondeu antes à libertação de metano para a atmosfera, seguida de uma alteração climática.

Até agora, os estudos apontavam a actividade vulcânica como a causa das alterações de clima que levaram à extinção maciça de espécies marinhas. Teoria que é posta, agora, em questão. De acordo com os investigadores, a libertação de toneladas de metano – um hidrocarboneto em forma de gás incolor – aconteceu durante dez mil a 20 mil anos, durante a extinção da vida marinha no final do período Triásico.

Os cálculos dos investigadores apontam, ainda assim, para uma libertação de 12 mil gigatoneladas de carbono (sob a forma de metano) relativamente curta, comparando com o tempo de duração da actividade vulcânica que acompanhou a fragmentação e a separação da Pangeia (pelo menos, 600 mil anos).

Um ciclo aquático global mais intenso que a equipa de Micha Ruhl conclui ser resultado – e prova – das modificações observadas na vegetação no fim daquele período.

Com base no estudo, os investigadores prevêem que a actividade humana irá criar, pelo menos, cinco mil gigatoneladas de carbono na atmosfera no caso de o ser humano consumir a totalidade das reservas conhecidas de hidrocarbonetos combustíveis.
23/07/11 PÚBLICO