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Médicos espanhóis curam doente com cancro no pâncreas 24 de Janeiro de 2011

Especialistas espanhóis conseguiram eliminar um tumor maligno de um doente com cancro no pâncreas em estado avançado graças a uma técnica que envolveu o transplante do tumor para ratos, escreve a BBC.

O doente, norte-americano, foi diagnosticado em Maio de 2006 e restavam-lhe poucas semanas de vida. Três dos seus sete irmãos morreram com a mesma doença no pâncreas, que tem apenas uma taxa de cura de 5%.

Mais de quatro anos depois, Mark Gregoire, de 65 anos, não apresenta vestígios do tumor no seu corpo, apesar de os médicos ainda advertirem que é cedo para dizer que foi totalmente curado.

Os especialistas, da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, e do Centro Nacional de Pesquisas Oncológicas de Madrid, desenvolveram as células do tumor de Gregoire em ratos de laboratório, para que pudessem testar simultaneamente a reacção do tumor a dezenas de possibilidades de medicação sem expor o doente aos possíveis efeitos secundários.

Com esta técnica, os médicos descobriram que o cancro de Gregoire podia ser tratado com a substância mitomicina-C, que inibe a divisão das células tumorais. O paciente era tratado com sessões de quimioterapia padrão para cancro de pâncreas, sem resultados, e recuperou rapidamente com o novo tratamento.

«Todos os tumores têm um ponto vulnerável, mas a dificuldade é identificar isso, tendo em conta a diversidade genética dos tumores», explicou à BBC o coordenador do estudo, Manuel Hidalgo.

«A probabilidade de que outro paciente com cancro do pâncreas tenha o mesmo tipo de tumor que Gregoire é de 1% a 3%», explica. As variações possíveis de tratamentos chegam a quase 100. «Daí a necessidade de personalizar o tratamento», afirma.

 Sol 24/01/11