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Imaginar comida pode ajudar a emagrecer 13 de Dezembro de 2010

Estudo na «Science» sugere que uma ideia repetitiva de um alimento já traz satisfação.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Carnegie Mellon (Estados Unidos) publicou, na revista «Science», um estudo revelador que poderá fazer muita gente feliz. Quem estiver a pensar em perder uns quilos poderá pensar em comida e enquanto estiver a imaginar-se a devorar um chocolate ou um pedaço de queijo hipercalórico, o apetite irá diminuindo.

A verdade é que o primeiro pedaço de um alimento e já esperado há algum tempo é o mais suculento e, à medida que nos vamos acostumando ao sabor, torna-se menos emocionante. Os investigadores chamam a este processo “hábito” e com isto provam que a mente é um alimento poderoso.  Segundo a equipa, imaginar um chocolate pode ser suficiente para criar o “hábito” deste determinado alimento, por exemplo. Para chegar a esta conclusão, os investigadores pediram a um grupo de voluntários que imaginassem diferentes situações, enquanto realizavam 33 acções repetitivas.

Um conjunto de pessoas tinha de imaginar que inseria 33 moedas na máquina de uma lavandaria – uma acção bastante similar a comer bolas de M&M’s –; outro grupo simulava mentalmente que inseria 30 moedas e que comia três bolas de chocolate e um terceiro devia pensar que apenas introduzia três moedas e ingeria 30 M&M’s. No final da prova, os participantes podiam comer os chocolates que quisessem de um recipiente à disposição.

Aqules que se imaginaram a ingerir as 30 bolas de M&M’s comeram menos do que os outros grupos. No entanto, para terem a certeza de que o resultado se devia à experiência anterior e não a autocontrolo, os cientistas repetiram o teste, mas inverteram as funções de cada grupo. O resultado foi na mesma direcção.

Nesse sentido, os investigadores sugerem que as imagens mentais repetitivas podem de facto servir para reduzir a ingestão de alimentos pouco saudáveis, assim como para combater a síndrome de abstinência do consumo de drogas e lutar contra o tabagismo e a obesidade.

A diferença entre imaginar e experimentar é portanto mais pequena do que se imaginava e pode determinar a quantidade do que se consome e que o “hábito” não se rege apenas pelo olfacto, tacto e paladar, mas pela experiência que representamos mentalmente.

Ciência Hoje 10-12-2010