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Artigo sobre bactérias que se alimentam de arsénio está debaixo de fogo da comunidade científica 13 de Dezembro de 2010

Filed under: 11ºAno,12º Ano,9ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 13:35

Como dizia Carl Sagan, declarações excepcionais exigem provas excepcionais. A comunidade científica olhou para o artigo da Science publicado dia 2 de Dezembro sobre as bactérias que integravam arsénio no ADN, e não encontrou essas provas.

Tudo começou com o anúncio da NASA sobre uma conferência onde se iria revelar uma descoberta com implicações na procura de vida extraterrestre. A notícia baseava-se no artigo da Science sobre a bactéria GFAJ-1, natural do lago Mono, na Califórnia, um sítio rico em arsénio.

A astrobióloga Felisa Wolfe-Simon, do Instituto de Astrobiologia da NASA, primeira autora do artigo, colocou uma amostra desta espécie num ambiente de cultura rico em arsénio e verificou que as bactérias continuavam a crescer. Através de testes, a equipa percebeu que a GFAJ-1 era capaz de integrar o elemento e usá-lo para substituir o fósforo no ADN. (more…)

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Importância da cor para reconhecimento de objectos

Estudo da UAlg revela que cérebro distingue através de processo cromático.

O Grupo de Neurociências Cognitivas da Universidade do Algarve conseguiu observar a importância da cor nos mecanismos cerebrais que permitem reconhecer objectos, com recurso a técnicas de imagiologia de ponta. Este estudo já foi alvo de interesse pela revista científica internacional «The Open Neuroimaging Journal».

 A investigação, liderada por Inês Bramão, partiu do interesse em se conseguir “perceber se o cérebro é capaz de distinguir objectos naturais (como uma rosas) de outros não naturais (um blusa) pela cor e se responde da mesma forma às duas categorias”, explica.

Activação cerebral induzida por objectos a cores (A) e com objectos a preto e branco (B).

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Imaginar comida pode ajudar a emagrecer

Estudo na «Science» sugere que uma ideia repetitiva de um alimento já traz satisfação.

Uma equipa de investigadores da Universidade de Carnegie Mellon (Estados Unidos) publicou, na revista «Science», um estudo revelador que poderá fazer muita gente feliz. Quem estiver a pensar em perder uns quilos poderá pensar em comida e enquanto estiver a imaginar-se a devorar um chocolate ou um pedaço de queijo hipercalórico, o apetite irá diminuindo.

A verdade é que o primeiro pedaço de um alimento e já esperado há algum tempo é o mais suculento e, à medida que nos vamos acostumando ao sabor, torna-se menos emocionante. Os investigadores chamam a este processo “hábito” e com isto provam que a mente é um alimento poderoso.  Segundo a equipa, imaginar um chocolate pode ser suficiente para criar o “hábito” deste determinado alimento, por exemplo. Para chegar a esta conclusão, os investigadores pediram a um grupo de voluntários que imaginassem diferentes situações, enquanto realizavam 33 acções repetitivas. (more…)