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Descobertas 200 Novas Espécies na Papuásia-Nova Guiné 7 de Outubro de 2010

Filed under: 11ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 09:35
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Rãs com dois centímetros, formigas de cabeça gigante, insectos semelhantes a grilos de cor verde-esmeralda e um género novo de um mamífero roedor. Estas foram algumas das mais de 200 espécies descobertas na Papuásia-Nova Guiné por uma equipa internacional de cientistas.

A expedição organizada pela Conservational International (CI) decorreu durante dois meses em 2009 e percorreu duas montanhas de ilhas diferentes do país que se mantêm protegidas da exploração humana e desconhecidas da ciência por serem tão inacessíveis.

“Estas descobertas devem servir como uma mensagem de cautela sobre o muito que ainda desconhecemos dos locais escondidos na Terra e que só conseguiremos preservá-los através de uma gestão coordenada e de longa-duração”, explicou Leeanne Alonso, director do Grupo de Avaliação Rápida da CI, que desde 1990 faz estudos para identificar locais ricos em espécies.

Na montanha de Nakanai, na ilha de Nova Bretanha e na montanha de Muller, na ilha de Nova Guiné o estudo relâmpago deu a conhecer 24 rãs, nove plantas, duas espécies de mamíferos, cem aranhas e cem insectos que incluem formigas e insectos parentes dos grilos. Na região de Nakanai foi onde se descobriu o ratinho do novo género, que vive a altitudes superiores a 1590 metros. As patas são pequenas e os dentes incisivos servem para escavar e carregar solo e estão projectados para a frente.

Uma das espécies novas de insectos da família Tettigoniidae, parentes dos grilos, tem o comportamento bizarro de dar pontapés com as patas traseiras espinhosas quando ameaçada. Segundo um cientista que experimentou o ataque, o golpe é doloroso.

Os cientistas esperam que estas descobertas ajudem a transformar estes lugares a Património da Humanidade, até porque as zonas de altitude baixa das ilhas estão exploradas. “Espantou-me a quantidade de floresta que desapareceu nas regiões de baixa altitude para a produção de óleo de palma”, disse Stephen Richards, líder da equipa. “A inclinação da montanha limitou a destruição, mas se as pessoas começarem a construir estradas, estas áreas vão tornar-se mais acessíveis.”

Público 6-10-2010

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