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Descoberta aranha gigante que faz teia com um metro diâmetro 21 de Outubro de 2009

Filed under: 11ºAno,Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 14:48
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aranha2Uma nova espécie rara de aranha gigante que produz teias orbiculares com até um metro de diâmetro foi descoberta na África do Sul e Madagascar.

Em estudo publicado na revista científica PloS One, os investigadores anunciaram a descoberta da espécie Nephila komaci.

Apenas as fêmeas são consideradas gigantes, com corpo de 3,8 centímetros de diâmetro e as pernas até 12 centímetros de tamanho. O macho é considerado pequeno, com tamanho até cinco vezes menor. A teia pode ter até um metro de diâmetro.

As aranhas de teias orbiculares são um grupo abrangente de animais, conhecidos pela forma circular com que tecem a sua teia.

A nova aranha foi identificada pelo biólogo esloveno Matjaz Kuntner, que trabalha na Academia Eslovena de Ciências e Artes, e por Jonathan Coddington, do museu de História Natural do Smithsonian Institution, em Washington.

Kuntner disse à BBC que a descoberta é «muito invulgar», já que a Nephila é muito estudada e era pouco provável que uma nova espécie fosse encontrada dentro do género. Ao se deparar com os animais gigantes, os cientistas não tinham certeza se eram de facto uma nova espécie, ou se eram apenas variações gigantes de outras espécies conhecidas.

O primeiro espécime analisado pertencia a um coleccionador em Pretória, na África do Sul, tendo sido analisado pela primeira vez em 2000.

Ao pesquisar mais de 2,5 mil espécies em 37 museus, nenhuma aranha semelhante foi encontrada, e o pesquisador concluiu que ela estava extinta.

No entanto, quando um colega encontrou outras três aranhas idênticas na África do Sul, o cientista concluiu que se tratava mesmo de uma nova espécie.

A descoberta permitirá que cientistas estudem a diferença de tamanho entre as espécies do género Nephila.

Kuntner acredita que, por pressões ligadas à evolução e à sobrevivência, as fêmeas sofreram de «gigantismo», para que pudessem produzir um número maior de crias e garantir a perpetuação da espécie.

Os dois pesquisadores temem que a espécie possa estar perto da extinção.

“«A quantidade é restrita e os lugares onde as encontrámos situam-se em dois ambientes de biodiversidade ameaçada: (na região sul-africana de) Maputaland e em Madagascar», afirmou Coddington.

A aranha foi baptizada em homenagem a outro cientista amigo de Kuntner, Andrej Komac, que morreu num acidente.

21/10/09 Diário Digital