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Modelos climáticos deixam de fora metano libertado pelos oceanos 9 de Julho de 2009

alteraçõesAté agora, a contribuição do metano oceânico para o efeito de estufa tem sido grandemente subestimada e não foi incluída nos modelos climáticos internacionais, alerta um estudo publicado ontem na revista especializada “Nature Geoscience”.

Os cientistas da Universidade de San Diego, coordenados por Evan A. Solomon, estudaram seis locais do Golfo do México onde o metano é libertado por “chaminés de gás” na placa oceânica, a 500 ou 600 metros de profundidade. A emissão para a atmosfera destas bolhas de metano será “considerável”.

Contra o que seria de esperar, as bolhas emitidas a estas profundidades atingem as águas à superfície e o metano que contêm escapa para a atmosfera.

Graças a um robô submersível, os investigadores recolheram amostras de água de 20 em 20 metros numa coluna de água nas proximidades daquelas “chaminés de gás” e analisaram a concentração de metano. Máxima à saída das chaminés, a concentração em metano diminui rapidamente, antes de aumentar de novo à superfície.

A partir das concentrações de metano nas águas à superfície, os investigadores calcularam a velocidade da difusão de metano na atmosfera. E encontraram valores dez a dez mil vezes superiores às estimativas anteriores. Até agora pensava-se que as bolhas emitidas a mais de 200 metros de profundidade não chegavam à superfície.

Os investigadores consideram que estes resultados “salientam a importância das chaminés de gás como fonte de metano atmosférico”, uma fonte subestimada nas previsões climáticas actuais.

O estudo de outras bacias ricas em hidrocarbonetos – como o Golfo Pérsico ou o Mar Cáspio – deverá confirmar estes resultados.

O metano é um gás com efeito de estufa muitas vezes subestimado mas mais potente que o dióxido de carbono (CO2). Num período de cem anos, o seu potencial de aquecimento global é 25 vezes maior do que o do CO2.
06.07.2009 – PÚBLICO

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One Response to “Modelos climáticos deixam de fora metano libertado pelos oceanos”

  1. Víctor Lückemeyer Carrion Says:

    Infelizmente os cientistas ainda não entendem a gravidade da situação, uma vez que como cientistas que são, devem conduzir os seus estudos tendo bases científicas, ou seja com dados e comprovações. Muitas vezes com perdas de três a cinco anos…
    Somente depois que tudo acontecer é que eles cairão na real, mas aí não haverá mais tempo.
    Nossa ciência jamais foi pró-ativa, e agindo na reatividade, subestimando dados reais – porém ainda não “cientificamente” comprovados – todos temos a perder.
    Meus textos já falaram sobre esse grave e real problema, porém foram ignorados por não serem considerados científicos.
    Quem estará com a razão?
    Quem avisou sobre isso desde 2008, ou que avisará somente em 2012 ou 2012?
    Ou louros irão para eles, com certeza…
    Que Deus tenha piedade de todos nós e da nossa “inteligente” e soberba e orgulhosa ciência.


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