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Exposição a ruído de baixa frequência diminui produção saliva 26 de Março de 2009

A exposição ao ruído de baixa frequência pode conduzir a uma diminuição da produção de saliva, originando o aparecimento de cáries dentárias e infecções na cavidade oral e faringe, refere um estudo a que a Lusa teve hoje acesso.

4e88ebce-fe52-bb41-cf01fb8e4046a974A investigação, realizada por Pedro Oliveira, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), conclui que a exposição ao ruído de baixa frequência tem efeitos nocivos na maior glândula salivar, a glândula parótida, o que pode conduzir a uma diminuição da produção de saliva.

Esta situação pode, segundo as conclusões deste trabalho, causar maior vulnerabilidade ao aparecimento de cáries dentárias e a uma maior frequência de infecções na cavidade oral e na faringe.

Os ruídos de baixa frequência, abaixo dos 500 hertz, apesar de poderem ser notados pelo ouvido na maioria dos casos, não parecem incomodar, mas geram uma reacção do organismo em casos de exposição prolongada.

Depois de estudos científicos terem identificado que o ruído de baixa frequência, associado à doença vibro-acústica, afecta órgãos como o coração, os pulmões ou o estômago, a investigação realizada por Pedro Oliveira, no quadro da sua tese de doutoramento, prova que este tipo de poluição ambiental também provoca efeitos nocivos na glândula parótida.

O ruído de baixa frequência, que está presente em diversos ambientes profissionais e residenciais, é uma forma de energia mecânica que atinge os corpos sob a forma de uma onda de pressão sonora que se transmite pelo ar.

O trabalho realizado no ICBAS conclui que este tipo de ruído origina a destruição da glândula parótida, conduzindo a uma redução da produção de saliva, que é um importante elemento de defesa das estruturas orais.

                                                                                                          25 de Março de 2009, In Diário Digital / Lusa