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Comer carne aumenta risco de morte 26 de Março de 2009

Filed under: Notícias da Ciência — Prof. Cristina Vitória @ 23:35
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2alcatra_bife_quit1O consumo da carne vermelha ou transformada parece aumentar o risco de mortalidade, enquanto o consumo de carne branca parece reduzi-lo, segundo um estudo conduzido nos Estados Unidos e cujos resultados foram publicados esta segunda-feira.

O estudo foi conduzido, durante dez anos, em mais de meio milhão de pessoas, com idades compreendidas entre os 50 e os 71 anos. No início do estudo, em 1995, os participantes responderam a um questionário sobre o seu consumo de carne vermelha, transformada e carne branca. Foram seguidos depois, nomeadamente, das estatísticas dos serviços de segurança social.

Durante dez anos, morreram 47.976 homens e 23.276 mulheres. Os investigadores do Instituto Nacional Norte-americano do Cancro concluíram que 11% das mortes entre os homens e 16% entre as mulheres podiam ter sido evitadas por uma redução do consumo de carne vermelha e transformada. Entre os que menos consumiram carne vermelha e transformada, o risco de morte em consequência de doenças cardiovasculares era inferior em 11% nos homens e 21% nas mulheres.

Segundo os investigadores, “futuros estudos deverão concentrar-se na ligação entre o consumo e transformada e causas mais específicas de mortalidade”.

                                                                                                                  In Jornal de Notícias, 25 de Março de 2009

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Exposição a ruído de baixa frequência diminui produção saliva

A exposição ao ruído de baixa frequência pode conduzir a uma diminuição da produção de saliva, originando o aparecimento de cáries dentárias e infecções na cavidade oral e faringe, refere um estudo a que a Lusa teve hoje acesso.

4e88ebce-fe52-bb41-cf01fb8e4046a974A investigação, realizada por Pedro Oliveira, do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), conclui que a exposição ao ruído de baixa frequência tem efeitos nocivos na maior glândula salivar, a glândula parótida, o que pode conduzir a uma diminuição da produção de saliva.

Esta situação pode, segundo as conclusões deste trabalho, causar maior vulnerabilidade ao aparecimento de cáries dentárias e a uma maior frequência de infecções na cavidade oral e na faringe.

Os ruídos de baixa frequência, abaixo dos 500 hertz, apesar de poderem ser notados pelo ouvido na maioria dos casos, não parecem incomodar, mas geram uma reacção do organismo em casos de exposição prolongada.

Depois de estudos científicos terem identificado que o ruído de baixa frequência, associado à doença vibro-acústica, afecta órgãos como o coração, os pulmões ou o estômago, a investigação realizada por Pedro Oliveira, no quadro da sua tese de doutoramento, prova que este tipo de poluição ambiental também provoca efeitos nocivos na glândula parótida.

O ruído de baixa frequência, que está presente em diversos ambientes profissionais e residenciais, é uma forma de energia mecânica que atinge os corpos sob a forma de uma onda de pressão sonora que se transmite pelo ar.

O trabalho realizado no ICBAS conclui que este tipo de ruído origina a destruição da glândula parótida, conduzindo a uma redução da produção de saliva, que é um importante elemento de defesa das estruturas orais.

                                                                                                          25 de Março de 2009, In Diário Digital / Lusa

 

Fragmentos de meteorito permitem saber identidade de astro

meteorito1Um meteorito do tamanho de um automóvel, que explodiu no deserto de Nubie, no Sudão, em Outubro, fornece uma ocasião única aos geofísicos para determinarem qual o astro do qual o asteróide se desmembrou.

Chamado 2008 TC3, ou Almahata Sitta, este meteorito foi visto a 6 de Outubro e seguido por milhares de telescópios antes de explodir, a 37 quilómetros, no dia seguinte. Uma expedição, imediatamente montada pelo Instituto de Investigação de Inteligência Extra-Terrestre da Califórnia e pela Universidade de Cartum, permitiu encontrar 47 fragmentos, com um peso total de 3,95 quilos.

Pela primeira vez, os cientistas possuem resultados das observações de um corpo celeste no Espaço, por espectrografia, e análises de laboratório dos fragmentos deste mesmo asteróide, o que permite lançar a investigação para determinar de que astro o meteorito se destacou e saber, por conseguinte, a sua composição.

                          26 de Março de 2009, In Diário Digital / Lusa